De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

domingo, 23 de setembro de 2012

Fundamentos

Com o tempo tenho aprendido a ver a Bíblia de modo diferente, de modo a desapegar-me de pressuposições confortáveis -"a Bíblia não contém erro algum"-, abrir mão de conceitos absurdos -"a Terra tem 6 mil anos"- e perceber a flexibilidade e extensão do texto -a proposta bíblica se fundamenta basicamente na existência de Deus e na História da Redenção, ou seja, uma narrativa histórica, filosófica e teológica destinada quase que exclusivamente a expressar princípios referentes ao mecanismo pelo qual o Deus amoro e justo conciliou amor e julgamento no sacrifício propiciatório e expiatório do Seu santíssimo Filho, portanto, há uma imensa abertura para perspectivas científicas no que se refere às origens e análises históricas no que se refere à história da humanidade segundo as Escrituras, entendendo que o evento descrito pode tanto ser a narração de um fato ocorrido, quanto uma parábola destinada a transmitir alguns conceitos científico-filosófico-teológicos. Compreendo que há uma série de evidências científicas e arqueológicas que apontem para a uma veracidade científica e histórica da Palavra -baseado em interpretações viáveis-, mas estou bem aberto a reconhecer que, caso alguma passagem não concorde com a história e a ciência observadas, a filosofia, a teologia e o princípio que estão por detrás da passagem por si só validam o texto -não há nenhuma perspectiva filosófica mais coerente e honesta do que a cristã, reconhecendo a infelicidade e incapacidade do homem, como pode se absorver dos pensamentos de Luis Felipe Pondé em seu livro, Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, da editora leYa
Fundamento Primeiro: Deus existe
O conceito é muito simples: a matéria é constituída de energia. A energia se desgasta e perde potência com o tempo, conforme mantém a integridade da matéria -a energia é como o combustível de uma máquina em constante funcionamento, porém ela é quem constitui a própria máquina que mantém funcionando. Como a energia é que mantém a integridade dos elementos, as partículas desses elementos e a ligação desses elementos com outros, sua decadência há de se refletir na desorganização, perda de complexidade, da matéria -o motor vai perdendo potência. O Universo material é todo constituído de energia e não há postos de combustível energético em lugar algum que o Universo possa ir, pois a energia está nele, somente, e ninguém pode abastecer-se em e de si mesmo. Por esse motivo, a energia, uma vez gasta, não pode mais ser utilizada. A perda irrecuperável da energia que constitui a matéria e que, por estar presa ao espaço-tempo, não recebe energia de nenhum outro lugar, nos aponta para duas questões: o Universo material é temporal, tendo um início de existência material e, da mesma forma, terá um fim e, se a quantidade de energia sempre decai, a origem do Universo não pode ter se dado de uma fonte de energia nula, vazia -menor do que a quantidade de energia disponível atualmente-, pois, nesse caso, haveria acréscimo de energia, portanto, a fonte original da energia e da matéria decadente do Universo deve ser maior em potencial e quantidade e, além disso, imaterial, superior à matéria conhecida, de modo a não decair, não reduzir-se, a ser eterna. Algo precisa ser eterno, pois, se a fonte da energia e matéria do Universo não o for, ela terá que ter vindo de outro lugar, pois também terá tido um começo e, tal lugar, se não for eterno, terá vindo doutro e assim por diante, numa sucessão infindável que, no final das contas, terá que ser barrada por uma fronteira final, um "algo" eterno e infinito - pois todo o infinito é inconcebível dentro da matéria finita.
Esse "algo" que inevitavelmente está no fundamento de tudo, para ser eterno, obrigatoriamente é maior do que tudo, não estando em nenhum lugar, não estando dentro ou em nada, mas acima, transcendente, não sendo feito de coisa alguma, estando exclusivamente em si mesmo, sendo feito de si mesmo. O que determina a decadência da matéria é o tempo e o espaço, que delimitam limites físicos e temporais para a matéria que se desgasta para se expandir e ocupar espaço, que se desgasta para mantér-se com o passar do tempo. As coisas materiais, por estarem dentro de outras, sofrem diferentes influências e pressões, que as desgastam e modificam: a Terra está no Sistema Solar e, por isso, sofre modificação do mesmo -e o modifica-; a América do Sul está no meio do Oceano, abaixo do Cosmos e sobre o Magma, sofrendo diferentes pressões dessas três frentes; sua casa está em algum lugar da América do Sul, sofrendo interferências do clima local e da cidade ao redor; você está na sua casa, sendo modificado e pressionado por toda a atmosfera derredor, pelo clima, pelas condições locais de vida; seu coração está dento de você, sofrendo com as condições de vida que você leva; numa pequena parte de seu coração há um tecido específico, feito de células específicas, constituídas de moléculas determinadas, formadas por átomos de certos elementos e estes, por sua vez, feitos de partículas subatômicas que, por fim, se constituem de energia - todas as coisas que estão dentro de outras são modificadas por elas e as modificam. O Sistema Solar está na Via Láctea, que se encontra num aglomerado galáctico, que se encontra no Universo e este, que é modificado -decai, se expande...-, há de encontrar-se nalgum lugar. Que lugar é esse? Se uma coisa está dentro doutra e se modifica pela mesma, o lugar onde o Universo está pode ter uma entre duas características antagônicas: ou ele está noutro lugar modificável e, assim, em uma infindável cadeia de lugares que há de terminar num lugar que não se modifica, num modificador não-modificável, ou diretamente nesse "modificador não-modificável". É ilógico crer numa cadeia infinita de lugares materiais quando compreendemos que a matéria obrigatoriamente é finita e, no final das contas, tando em lugar quanto em origem, acabamos chegando na pessoa de Deus - e é à-partir desse ponto que não temos mais muito o que conhecer e saber, pois atingimos a barreira final do conhecimento, a fronteira entre a matéria visível e da qual fazemos parte para a matéria invisível, intocável e da qual não fazemos parte, da qual nada nem ninguém, além dEle mesmo, faz parte e, por isso, essa matéria só é visível e acessível pelo próprio Deus -só Ele é capaz de conhecer plenamente a Si mesmo, 1Timóteo 6:16; 1 Coríntios 2:11.

Fundamento Segundo: o conhecimento de Deus é limitado
Como Deus transcende tudo o que não é Ele, o conhecimento dEle não pode ser obtido nas coisas que Ele criou, que apenas apontam para alguns princípios de Sua identidade. Estudar o móvel que o carpinteiro produz não te dirá muito sobre quem e como ele é, apesar de lhe dar pistas, sendo que a melhor forma de conhecer esse mesmo carpinteiro é procurando-o para um bom papo ou, ainda, ler algo que ele tenha escrito sobre si mesmo - o mesmo acontece com Deus: como nada é maior do que Ele, não há ninguém acima dEle para, observando-O, descrevê-Lo, logo, como só Ele convive consigo mesmo, habita a Si mesmo, se vê de perto, aquilo que Ele nos fala sobre a Sua própria pessoa é o que há de mais sólido e confiável que podemos ter em mãos, porém, como a letra, a matéria, o Universo finito é incapaz de conter a plenitude do Infinito, até mesmo a auto-revelação não consegue demonstrar de modo pleno a identidade do Eterno - é como se aquilo que a Bíblia nos transmite sobre Deus fosse apenas a "ponta do iceberg" e é por isso mesmo que não podemos julgar e questionar a natureza de Deus com base em alguns relatos aparentemente macabros do Antigo Testamento, pois a atitude visível do Criador em determinado evento representa apenas uma mísera fração de tudo o que se passa na infinidade inacessível do mesmo. Como o Universo material não pode suportar a plenitude de Deus, nem todas as Suas atitudes descritas na Palavra parecerão perfeitas, pois Ele simplesmente não pôde desenvolver a Sua plenitude ou a nós só foi visível um pequeno e insuficiente aspecto do todo realizado - você lê Deus matando, mas não sabe o que se passou no espectro invisível desse comportamento.
Além das letras reveladas, Deus pode ser parcialmente conhecido no Universo Criado, pois, embora a Criação que veio de Deus não seja Deus e, por isso, pode ser diferente dEle, Ele não criaria nada que viesse a contradizê-Lo e, embora não consigamos compreender porque algumas coisas contraditórias existem, precisamos aceitar o fato de que a natureza criada, além de caída, é apenas um grão de areia dentro de uma praia inteira de existência, sendo Deus o resto todo e, portanto, não é possível que todo o restante da praia seja revelado ao grão, seja colocado dentro desse único grão de areia, sendo assim, a parte do Todo Perfeito que pode ser revelada ao "grão de areia" acaba não parecendo tão perfeita assim, pois é só "em parte", e a parte não é o "todo" -a Perfeição se encontra no Todo-, portanto, algumas coisas que existem e parecem imperfeitas são apenas frações mínimas que compõem, com o restante do Todo, aquilo que é Perfeito. Isso não está sendo escrito para estimular o relativismo, pois a Palavra determinou, com base na Verdade Absoluta, sólida e pura -que não se contradiz-, que parte da Verdade que é o Eterno e imutável Deus, constituído e um único elemento, que é Ele mesmo, e de uma única natureza, que é a Sua natureza, estipula escancaradamente os princípios de vida aceitáveis e inaceitável.
Vamos esclarecer bem o conceito aqui exposto: como Deus é a instância máxima de tudo, ninguém pode revelá-Lo ao mundo a não ser Ele mesmo -ninguém consegue falar algo coerente sobre o que nunca viu, explicar aquilo que não conhece, e somente o próprio Deus conhece a Si mesmo, portanto, aquilo que Ele nos diz é o que devemos levar em conta. Vamos supor que um artista more há um punhado de décadas em uma torre, da qual nunca sai, sendo desconhecido de todos os que habitam nas redondezas - ninguém nunca o vê e, por isso, ninguém sabe como ele é. Esse artista costuma pintar paisagens, as que vê da janela do último pavimento da torre, e, concluindo a obra, a disponibiliza em seu quintal, porém tais quadros, embora obras dele, não falam quase nada sobre sua fisionomia e jeito de ser, expressando mais a sua existência do que a sua natureza. Se o artista não pode sair da torre, qual é a melhor forma de fazer-se conhecido? Um auto-retrato, pois como somente ele convive consigo mesmo, quem melhor do que o próprio para apresentar-se? Porém, o auto-retrato é muitíssimo inferior ao conhecer cotidiano, visível, percebido pelos cinco sentidos, mas, dentro das possibilidades, é o que há de mais viável -principalmente quando entendemos que Deus simplesmente não pode apresentar-se em plenitude dentro desse Universo finito. Sobre essa impossibilidade, vou reforçar o que já disse anteriormente: o infinito não pode ser concebido, absorvido pelo finito, logo, a sua revelação não poderá ser plena - seria como tentar escrever em letras de tamanho normal a Ilíada, de Homero, em um guardanapo comum: apenas uma parte pode ser revelada, sendo difícil compreendê-la por sua obscuridade, por seu mistério. Seria estranho se o homem conseguisse enfiar em sua cabeça tudo sobre Deus, compreendê-Lo completamente e entender todas as Suas atitudes,  e seria igualmente estranho que todas elas condizessem com os preceitos humanos: tão impossível quanto o homem compreender plenamente o eterno e infinito é que Deus condiga completamente com as percepções humanas, e é justamente aqui que a Bíblia acerta: como Deus, na Bíblia, se apresenta de modo muitas vezes incômodo e incompreensível, podemos ter certeza de que, de fato, esse é o Verdadeiro Deus, não feito à nossa imagem e semelhança, mas único, exclusivo, insondável -diferente de nós, superior! Ele é o que É e nossos critérios de justiça e análise são demasiado limitados para compreender e julgar a Sua sublime natureza. Seria conveniente demais que a Verdade, que é antes e superior a nós, concordasse exatamente com aquilo que mais almejamos, não é mesmo?
Dentro desse tópico, nos termos referentes aos níveis de relevação de Deus, limitados pela finitude do Universo e pela imperfeição, conseguimos compreender melhor Deus no Antigo e no Novo Testamento: como o Eterno Criador não pode revelar-Se de modo pleno no Universo limitado e temporal, num dado momento histórico o Seu aspecto guerreiro e julgador foi favorecido e, noutro, o Seu aspecto amoroso e salvador o foi, mas, por quê? É aqui que entra a mais plena das auto-revelações do Eterno: Jesus Cristo! Esse é o auto-retrato perfeito do Perfeito Criador - Deus é perfeito e Seu relacionamento com um mundo imperfeito há de ser áspero e torturante para ambos os lados, porém em Cristo, sendo perfeito em respeito à ausência de impurezas, à ausência de traços da Queda, as coisas mudaram um pouco, o atrito do Criador com o mundo passou a produzir menos faíscas e a ser menos desgastante já que, com o Filho feito em carne, finalmente algum traço de perfeição foi reinserido na Criação - foi como óleo nas engrenagens.
"Verdadeiramente, tu és Deus misterioso", Isaías 45:15; "EU SOU O QUE SOU", Êxodo 3:14; "Ouçam, todos os povos; prestem atenção, ó terra e todos os que nela habitam; que o Senhor Soberano, do seu santo templo, testemunhe contra vocês. Vejam! O Senhor já está saindo da sua habitação; ele desce e pisa os lugares altos da terra. Debaixo dele os montes se derretem como cera diante do fogo, e os vales racham ao meio, como que rasgados pelas águas que descem velozes encosta abaixo." Miquéias 1:2-4; "Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir". Apocalipse 4:8.

Fundamento terceiro: se a auto-revelação de Deus não pode ser plena, a Bíblia não é perfeita
A Bíblia é a auto-revelação de Deus ao mundo, mas isso não significa que ela seja perfeita. Uma das mentiras mais cômodas e, ao mesmo tempo, destrutivas da história da igreja é essa alegação infundada de que não há erro algum na Bíblia, pois as pessoas, ao afirmarem isso ao mundo, não percebem que o leitor secular certamente encontrará algumas contradições e, com base nelas, dirá que o cristianismo é uma farsa. Precisamos aprender a conviver com a possibilidade de a Bíblia apresentar alguns erros, mas é necessário que reflitamos sobre os mesmos e sua natureza antes, para não nos precipitarmos. Primeiramente precisamos entender que existem duas esferas na Palavra: uma que parte do autor humano e relata percepções históricas e teológicas e outra, nas entrelinhas, que parte do próprio Deus, o autor indireto e discreto das Escrituras por meio da inspiração. Por esse motivo, a Bíblia continua sendo a Palavra de Deus  mesmo se houverem erros na primeira esfera, a que se refere ao trabalho humano, porém, nos princípios eternos injetados por detrás do texto, na esfera divina, não pode haver erro algum e, felizmente, a maioria dos erros encontrados na Palavra se dão na primeira esfera.
Reforçarei: a Bíblia foi escrita e organizada por homens e isso a põe numa posição passível de precipitações e falhas. Deus, que criou o homem para um relacionamento com Ele, não poderia simplesmente obrigar os seres humanos a escreverem a Bíblia, possuíndo-os e, em transe, fazendo-os escreverem involuntariamente -seria mais fácil fazer como com as primeiras Tábuas da Lei: o próprio Deus esculpir o texto em pedra e entregá-lo aos homens. Deus, sendo transcendente, eterno e infinito, queria, de alguma forma, fazer-Se entender pelos homens e, para tal, nada melhor do que permitir que os próprios seres humanos escrevessem livremente sobre Ele, por isso, sem anular as imperfeições e limitações humanas, Deus usou dos seres humanos como escritores e organizadores da Sua Mensagem. A facilidade atemporal de compreensão de um texto escrito por mãos humanas, porém, tem um preço: influências da falta de conhecimento e habilidade de escrever de alguns, da cultura de outros, do período histórico, da classe social... Com isso, a Palavra tornou-se fruto das mãos de mais de quatro dezenas de autores, espalhados por três continentes, separados por mais de 1,5 mil anos e pertencentes às mais diversas classes sociais, tornando a primeira esfera das Escrituras, a legitimamente humana, muito heterogênea, cheia de estilos literários, cheia de diferentes influências culturais e históricas e, inclusive, hospedeira de erros. Diz-se que, nos manuscritos antigos, há mais de 300.000 erros, porém sabe-se que quase todos esses erros são meramente gramáticos, não contradições, sendo que o copista, provavelmente exausto, pulou uma linha, esqueceu de uma palavra, escreveu uma palavra errada -diz-se que o apóstolo Pedro errava bastante ao escrever, sendo um mero camponês, pescador, da Galiléia.
Existem diferentes formas de relevação de Deus aos escritores bíblicos e algumas dessas formas estão mais passíveis de erros -e tais são mais aceitáveis- do que as outras: alguns autores simplesmente fizeram registros históricos de sua nação e das atitudes de Deus observadas -Livros Históricos-, outros tentaram expressar e compreender aquilo que viram acontecer e que viram Deus fazer, procurando explicações, expressando seus sentimentos, questionando, usando Deus como inspiração -Livros Poéticos- e outros, por fim, receberam revelações diretas do Pai -Pentateuco, Livros Proféticos-, sendo estas mais voltadas para profecias que, por sinal, são muitíssimo precisas, e leis. No relacionamento que Deus espera desenvolver com os homens há espaço para a criatividade humana, para a expressão de percepções e sentimentos, para a tentativa de compreender o Criador, e a Bíblia é, em parte, resultado dessa liberdade -não havia necessidade de Deus interferir nessas questões, enquanto no que se refere à profecia havia. Há espaço para erros nos relatos históricos do Antigo Testamento, pois são, acima de tudo, registros históricos da corte de Israel -felizmente os livros históricos do Antigo Testamento são bem fundamentados e consolidados pela arqueologia-, também há espaço para diferentes posicionamentos e visões, para erros nas partes referentes à expressão de experiências e percepções individuais dos autores poéticos do Antigo Testamento, porém, quando Deus tomava a palavra através dos profetas, aí o erro deve inexistir. Nos textos históricos e poéticos conseguimos compreender pequenos aspectos da natureza de Deus, pois tratam-se de homens observando e tentando descrever o Deus que vêem em ação, porém o Pentateuco, os livros Proféticos e os Evangelhos representam as falas do próprio Deus e esse é o cerne da auto-revelação bíblica - o fato de essa auto-revelação não entrar em contradição com os demais textos demonstra a unidade da Palavra e a confiabilidade das duas esferas principais (auto-revelação e percepção humana), que se complementam e sustentam, evidenciando que, no final das contas, houve um cuidado do próprio Pai em orientar a confecção dos documentos, protegendo-os de erros no aspecto divino, na esfera dos princípios eternos.
Das contradições bíblicas há algumas categorias que se sobressaem, sendo a mais comum as variações numéricas, tendo um texto citando determinado número e outro, doutro livro, mas referente ao mesmo evento, citando um número diferente. De modo geral esses erros numéricos se devem ao esquecimento ou acrescentar de um zero num dos números, erro originado com algum dos autores originais ou por conseqüência da falha de um dos copistas posteriores. No mais, os números, para os judeus antigos, não tinham a intenção de serem extremamente precisos: ninguém era capaz de contar, por observação, quantos soltados inimigos havia no campo de batalha, por exemplo, estipulando um número aproximado, ou simbólico, portanto, uma diferença numérica não altera a mensagem -1 Samuel 8:4 e 1 Crônicas 18:4 (o 7 é o número que indica a perfeição para os judeus e, portanto, dizer que Davi derrubou 700 ou 7000 significa, apenas, que fez um trabalho assombroso). Outra categoria de erros está no diferente relato sobre o mesmo evento, como ocorre em 1 Samuel 31:4 e 2 Samuel 1:4-10: no primeiro temos Saul, emboscado, pedindo para que seu soldado o mate, porém isso lhe é negado, levando-o ao suicídio, e, no segundo, vemos um homem afirmando ter matado Saul, o que parece contraditório. Analisando os textos e compreendendo serem do mesmo autor, chegamos a uma conclusão que parecia óbvia para o mesmo, que nem se deu ao trabalho de escrever qual dos relatos era mentiroso: o primeiro parece verdadeiro e, depois de morto, Saul foi visto por um indivíduo ganancioso, que ansiava por prestígio e, por isso, compareceu diante de Davi com uma mentira pronta, esperando ser recompensado pelo inimigo do rei morto - mas sua mentira o levou à morte. A variação nos relatos bíblicos pode partir de três fontes fundamentais: os diferentes autores receberam a informação de pessoas diferentes, o mesmo autor esperava que o leitor compreendesse o texto sem necessitar de explicações, ou, ainda, os diferentes autores que vivenciaram o mesmo evento o perceberam de modos diferenciados e relataram aquilo que viram, absorveram e lhes veio à mente, geralmente complementando-se entre si. O importante, no final das contas, não é se o texto apresenta ou não alguns erros superficiais, mas, sim, se a sua mensagem principal, o princípio teológico intrínseco no relato, permanece intacto. Se compreendemos a História da Redenção ao longo das narrativas, poesias e relatos bíblicos, a Palavra está cumprindo sua função primordial que, muito antes de desejar ser científica e história, propõe-se a ser filosófica e teologicamente coerente.
Como saber se a Bíblia dos primeiros cristãos continua sendo a mesma que temos atualmente?
Para responder a essa comum questão, utilizar-me-ei da resposta que dei a um amigo quando me fez essa mesma pergunta:

 "Uma das minhas dúvidas é em relação à Igreja Primitiva e sua transformação em Igreja Católica pelos imperadores Constantino e Teodósio: você não acha que pode ter havido algum tipo de interesse político por trás disso tudo? E para isso alguma forma de adulteração da Bíblia?”
O nome, em si, não alterou a instituição, pois o termo “católico” simplesmente refere-se a “universal”, ou seja: “a igreja do mundo”, “a igreja do Império”. As grandes diferenças dos tempos da Igreja Primitiva para o da Igreja Católica são: ausência de apóstolos –todos haviam morrido-, fortalecimento dos Pais da Igreja –já existiam antes e continuaram surgindo por mais algum tempo, foram os intelectuais que, sucessores dos apóstolos em termos de liderança, organizaram o cânon e desenvolveram a teologia cristã-, ausência de perseguição oficial do Império aos cristãos –agora os cristãos teriam direito legal de existir- e, por fim, um apoio estatal para a existência e o crescimento da Igreja –a religião, então, não maior, mas preferida do Imperador.
Fontes mais seculares –aquele ramo da história que faz questão de criticar o cristianismo-, podem alegar que Constantino aderiu a fé em Cristo por mera politicagem e medo dos cristãos –que constituiriam uma grande fatia da população do Império-, porém isso não é verdade –não completamente. Primeiramente, os cristãos, quando o imperador oficializou o cristianismo, eram apenas uma pequena parte da população, espalhada por vários territórios, porém sem muitos adeptos –nem poder político. Parece improvável que Constantino tenha achado o cristianismo tão necessário -e ameaçador- para aderi-lo apenas por conveniência. Os imperadores que o antecederam sempre perseguiram o cristianismo não por medo do número de cristãos, mas pelo comportamento dos mesmos: negavam servir ao exército, pois os saldados romanos deveriam adorar a deusa Mitra, se não me engano, também tinham dificuldades com a cultura de glutonaria, bebedices, orgias e nudismo que emanava das mansões e termas romanas/gregas – é lógico que sentiam-se afrontados ao verem um pequeno grupo constituído inicialmente por camponeses pobres e ignorantes se contrapondo a uma religião de aristocratas e milênios de idade.
... O que absorvi dos livros Os Cristãos, Tim Dowley, e Uma Breve História do Cristianismo, Geoffrey Blainey, é que Constantino realmente se converteu a Cristo, de modo a se comportar de forma incômoda para muitos dos generais, líderes políticos e religiosos de seu governo –inclusive a mãe de Constantino se converteu. Embora pareça mítico, o relato de que Constantino venceu a guerra contra seu rival, Mexênico, por ter depositado a confiança no Deus cristão, parece um motivo bem razoável para sua mudança de comportamento repentina – e que, por ver que o Deus cristão o favorecia, decidiu alimentar com riquezas e prestígio a igreja desse Deus, para continuar recebendo mais de Seus favores.
É claro que houve algum interesse político no oficializar do cristianismo, segundo li no Uma Breve História do Cristianismo, por exemplo: os cristãos, em sua conduta de amor, pelo fato de ajudarem os pobres e doentes, pelo fato de aceitarem e se unirem a todos os povos, raças e culturas, constituíam um povo querido por boa parte da população civil do Império Romano, já que os viajantes de longe poderiam se hospedar e comer em uma igreja, os pagãos necessitados teriam seus ferimentos sarados... Nem todo o povo favorecia os cristãos, logicamente, mas diante de um império instável e em processo de divisão e queda, os antecessores de Constantino e o próprio começaram a perceber que seria lucrativo investir no cristianismo, como sendo uma religião com grandíssimo potencial de unir, de produzir uma liga entre os diferentes povos e culturas imperiais. Sendo esse o objetivo da maior aceitação dos cristãos, entendemos que esses imperadores não devem ter procurado modificar a Bíblia, pois se os cristãos eram eficientes unificadores com a Bíblia que possuíam, seria burrice mudá-la.
Outro ponto que quero destacar é que a Bíblia nunca pertenceu a imperadores, sempre foi propriedade exclusiva da Igreja. Com base no livro Os Cristãos, entende-se que a Bíblia como a conhecemos estava pronta bem antes de Constantino, bem antes de o cristianismo ser visado como algo com alguma utilidade e valor –nos tempos em que se tratava de uma religiãozinha no meio de colossos milenares (religiões egípcia, grega e romana): antes de haver a formação oficial do cânon bíblico –a lista dos livros inspirados-, a maioria dos cristãos já entrava em consenso sobre o que era de procedência divina e o que não era –do livro Por Que Confiar na Bíblia, Amy Orr-Ewing. Com a quantidade de apócrifos e heresias que estavam se levantando, as autoridades da Igreja no início da Era Cristã tomaram a decisão de selecionar uma série de documentos e formar o cânon bíblico, para evitar confusões: eles, com base em estudos e testemunhos, tomaram as epístolas do Novo Testamento que tivessem procedência apostólica autenticada ou de algum autor dos tempos de Cristo ou dos apóstolos e que teve alguma ligação direta com algum deles – existem vários “evangelhos”, mas quatro são considerados autênticos, pois concordam quase completamente entre si, entendendo que o de Mateus fora escrito por um apóstolo, Marcos foi escrito por João Marcos, companheiro de Paulo e Barnabé e amigo de Pedro, de quem provavelmente recebeu o relato de Cristo, João, como sendo escrito por um apóstolo, e Lucas, escrito por um médico que fez uma verdadeira viagem de estudos para coletar informações sobre a vida de Cristo –informações que concordam com os demais Evangelhos. A autenticidade desses documentos se deu, num primeiro momento, da parte dos próprios autores, enquanto viviam, e se manteve através das divulgações dos discípulos desses homens e pelos demais cristãos, que num momento viram tais apóstolos pregando – e sabiam da existência e dos ensinamentos de Cristo, antes de tudo, pela transmissão oral. Com base nisso, verificou-se quais epístolas mereciam entrar no cânon: elas precisavam concordar com os Evangelhos. Paulo tinha autoridade apostólica reconhecida em toda a Igreja e seus dizerem não contradiziam as propostas fundamentais de Cristo e, portanto, com base em afirmações do próprio autor, de seus amigos, das igrejas que ele fundou, da análise de seu estilo de escrita e gramática, foram unidas as cartas paulinas. Tiago, que escreveu sua carta como um líder da Igreja na época, já tinha autoridade apostólica como irmão de Cristo e seu texto foi logo aceito, assim como as cartas de Pedro, João e Judas –esse último, outro irmão de Jesus. Hebreus demorou um pouco mais, pela ausência de autoria, mas foi aceita por seu conteúdo coeso e aceitação geral dos ouvintes originais. Apocalipse foi aceito por sua autoria vagar entre o apóstolo João ou o Patriarca da Igreja de Éfeso, um grande líder da Igreja na época. Dever-se-ia rejeitar cartas com assinaturas falsificadas, autoria não apostólica –ou respeitável-, mensagem contradizentes ou desnecessárias –pois havia muitos inimigos da fé cristã, hereges e pessoas buscando fama.
No final do séc. I os 4 Evangelhos já estavam unidos num volume, as cartas de Paulo agrupadas e o livro de Atos. Por volta de 180 d.C. Irineu, discípulo de Policarpo (um mártir), que, por sua vez, fora discípulo do apóstolo João, reconheceu a autoridade canônica dos 4 Evangelhos, Atos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses,1 e 2 Timóteo, Tito, 1 Pedro, 1 João e Apocalipse. Uma lista muito antiga do Novo Testamento, chamada de “fragmento muratoriano”, considerava os 4 Evangelhos, Atos, as nove epístolas de Paulo às igrejas e suas quatro epístolas pessoais, Judas, 1 e 2 Pedro, 1 e 2 João e Apocalipse –e Pastor de Hermas, um bom livro, mas não tão digno. Orígenes, por volta de 230 d.C. elaborou sua lista e Eusébio de Cesareia, no início do séc IV d.C. também o fez. Em 367 d.C. temos a primeira lista que contém os 27 livros do Novo Testamento, com base nas definições de Atanásio, bispo da Igreja de Alexandria – mais tarde Jerônimo e Agostinho citaram os mesmos livros. Quando a Igreja foi reconhecida pelo estado, pôde se organizar e convocar abertamente os tão importantes concílios – como o de Hipona (393 d.C.) e o de Cartago (397 d.C.), que definiram perpetuamente o Novo Testamento. Com base nesse raciocínio, entendemos que a Bíblia não foi adulterada – lembrando que o Antigo Testamento como é hoje já estava definido pelos judeus por volta de 137 a.C. e que os apócrifos acrescentados a ele – Bíblia Católica – se deram no século XVI, por advento da Contra-Reforma.
A análise de manuscritos antigos do Novo Testamento –são cerca de 24 mil nos primeiros séculos da Era Cristã, 14 mil dos tempos das Igreja Primitiva, escritos em variadas línguas, alguns 50 anos mais velhos que os originais (os Pais da Igreja citaram o Novo Testamento mais de 86 mil vezes em seus documentos)- em comparação com a Bíblia que temos hoje nos leva a perceber que a Palavra atual é 95% igual a que os primeiros cristãos tiveram –existem algumas variações em manuscritos antigos e alguma perda nos processos de tradução, mas a essência permanece, principalmente se considerarmos que versões como a NVI não foram traduzidas de linguagens mais modernas, mas diretamente dos manuscritos antigos de que dispomos. -Fontes: Os Cristãos, Tim Dowley, Por que Confiar na Bíblia, Amy Orr-Ewing, Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blainey, Uma Breve História do Cristianismo, Geoffrey Blainey.

A Bíblia é científica?
Responderei essa pergunta sem falar mais sobre a necessidade de Deus, mas utilizando-me de uma resposta que dei ao amigo já citado sobre a seguinte questão, verifique os princípios da mesma: "O que você pensa sobre a questão da idade da terra?"

Sobre a Idade da Terra, bom, eu não tenho um posicionamento muito determinado, pois essa é uma questão que não é de interesse vital. Não entendo que a Bíblia determine uma idade recente, mas não imagino que pregue uma idade muito vasta. Os 7 Dias da Criação, com base numa análise de Gênesis 2, parecem se tratar de Dias Era, sendo assim, cada período pode ter levado algumas dezenas de milhares de anos e os seres podem ter surgido aos poucos, criados prontos ou destinados a uma evolução gradativa, organizada por Deus. Entendo que não há registro fóssil que suporte a Teoria da Evolução da forma como é pregada, por isso fico nesse meio-termo: pode ter acontecido, mas se não aconteceu, melhor. De qualquer forma, quando acreditamos num Dilúvio e na Arca, compreendemos que é necessário que exista um processo de multiplicação de raças e adaptação, pois na Arca teriam sido salvas apenas espécies fundamentais, para que, posteriormente, viessem a se diversificar. Também compreendo que muito do que existe em Gênesis pode ter sido apenas figura para representar uma verdade divina - com base numa série de estudos e leitura de livros de arqueologia bíblica, compreendo que o dilúvio realmente aconteceu e que outros eventos de Gênesis, como a queda de Sodoma e Gomorra, realmente ocorreram, mas não fecho a minha mente para essa outra possibilidade. Sobre as genealogias bíblicas que dariam soma de 6 mil anos de humanidade, compreendo que há precipitação: era comum, no passado, alguém considerar-se filho de um antepassado importante, como, por exemplo, Cristo ser chamado de filho de Davi, sendo que Davi existiu uns mil anos antes. Era comum registrar em genealogias apenas os nomes mais importantes e compreender que alguém nascido três gerações depois de uma figura importante, seria filho dessa figura, portanto, entre Enoque e Matusalém, por exemplo, sendo que um é tido como filho do outro, pode ter havido um espaço de gerações -"Enoque -> (?) -> (?) -> Matusalém", pois era desnecessário citar os nomes menos relevantes. Por isso eu, particularmente, com base num equilíbrio entre evidências de uma Terra Antiga e uma Terra Jovem, creio que a humanidade possa ter tido cerca de 10 mil anos antes do Dilúvio -e a Terra, antes da humanidade, possa ter sido outras dezenas de milhares de anos.

Fundamento quarto: o que realmente importa
A Bíblia pode ser considerada um livro de ciências, história, filosofia, poesia e romance, mas nem tudo o que há nela é ciência, nem tudo o que há nela é história, filosofia, poesia ou romance, portanto, não posso submeter todos os textos aos mesmos critérios de análise, por exemplo: a poesia que encontro em Jó não deve ser analisada do ponto de vista científico e o relato histórico de 1 e 2 Reis não me parece muito poético. A questão, no final das contas, entendo que a mensagem, o objetivo central da Bíblia, não é científico, histórico, filosófico ou literário, mas, sim, a transmissão de uma mensagem salvífica para um mundo que sofre sem saber a origem desse sofrimento e que procura uma solução para o mesmo sem ter ideia de onde ir para encontrá-la e, para tal, Deus pode tanto ter usado da história, da ciência, da poesia ou da filosofia, Deus pode ter usado de textos que se encaixam em todas essas categorias. A questão é, compreendendo o objetivo primordial e sua validação pela simples observação de mim mesmo e da sociedade que me cerca, que, mesmo que a Bíblia não fosse histórica, seus relatos "históricos" serviriam de figuras excelentes para a demonstração de princípios teológicos; mesmo que a Palavra não fosse científica, viria nos princípios e conceitos eternos inseridos nas passagens relativas às Origens verdades muito úteis para a resolução de questões problemáticas em minh'alma; mesmo que as Escrituras não tivessem fundamento filosófico, viria na veracidade histórica e científica seu alicerce, mas, ainda mais, constataria sua validade pela vivência diária. Sei que, independentemente da ciência e história por detrás do Texto Sagrado, sejam seus relatos meras ilustrações e parábolas -ou não-, os princípios filosóficos, teológicos... os princípios de vida, em termos de relacionamento, política, sentido para a vida, mirante do cotidiano, a validam como Verdade inquestionável e inescapável! Sei que não há obra mais coerente, sei que, existindo um Ser Eterno no fundamento de tudo, a Bíblia é a documentação escrita por homens que mais perto chegou desse Deus -e, pelas evidências históricas, científicas, profundidade teológica e filosófica, há de ser fruto da própria, e misteriosa, mente divina!
Natanael Castoldi

Leia também:
-Está em oculto
-O Perfeito
-Caverna
-Inescapável
-Natureza Selvagem
-Sola Scriptura
-Mistério
-O Lado Oculto da Vida
-Filosofia simples

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Catador de Evidências

Nos últimos tempos tenho adentrado mais profundamente nas veredas da filosofia, impulsionado pelos conhecimentos obtidos na graduação em ciências biológicas que tenho feito. Conforme reflito, desenvolvo algo que considero quase que uma nova filosofia sobre a aquisição de conhecimento da Verdade e, ao longo das últimas semanas, tenho compartilhado no Facebook alguns dos resultados dessa filosofia, baseada no fato de que qualquer busca honesta, profunda e exaustiva da Verdade, sem pretensões pessoais, chegará na "barreira final", que é Deus, e, então, o uso da razão alcançará seu limite: não podemos atingir praticamente mais nada quando chegamos no Princípio Eterno, no Fim, nas fronteiras e no centro do Universo, quando chegamos em Deus e, assim, o que resta é permanecer atrás dessa fronteira ou, pela fé, penetrar na Porta e, aceitando Cristo, passar a viver nessa nova esfera, agora, além de intelectual, espiritual. O que segue é o fundamento desse raciocínio:
--> Tudo bem que ninguém mais tem vontade de ler as coisas no facebook e que em 30 seg já terão sido postadas e compartilhadas tantas coisas na tua linha do tempo que meu texto vai desaparecer, mas vou me arriscar e compartilhar algo que está batendo forte em minha mente - poxa, dedique um minutinho nisso e um a menos nas duas horas que ficará olhando tirinhas: após uns bons dias de um debate respeitoso numa página cuja proposta é acabar com o protestantismo -CaiaFarsa-, fui banido. Como os opositores eram irmãos cristãos, mantive a compostura e o respeito, tentando responder a todas as alegações contra aquilo que, após uma análise teológica, filosófica, científica e, logicamente, de fé, compreendo como a verdade mais bem observável e experimentável. Num dado momento quase todos os argumentos contra o meu pensamento usados já haviam provado a sua insuficiência e o opositor procurou reduzir-me moral e psicologicamente, passando a repetir exaustivamente algumas das coisas que já haviam sido refutadas. No final, quando só sobravam poucas questões, igualmente respondidas, fui banido como alguém a "difamar" o espaço que está tentando destruir a Igreja Protestante. Moral da história: parece que as pessoas não se preocupam mais em testar a validade dos seus pensamentos, têm medo ou preguiça de questionar e observar criticamente aquilo que seguem, apegando-se mais por tradição, cultura, comodismo e emoção ao que nutrem há tempos -que "lhes deixa feliz"- do que por intermédio de uma reflexão e uma verificação honesta e sóbria. Não consigo entender esse existencialismo ébrio, essa negligência incompreensível a razão dos alicerces daquilo que está regendo a vida das pessoas. É suficiente "apenas existir"? Apegar-se por mera força de vontade em ilusões e mentiras, apenas porque "isso me faz bem"? Ninguém se preocupa com o fato de que viver uma mentira, partindo do ponto e andando pelo caminho errado, jamais culminará no destino certo e proveitoso?! Prefiro sofrer um pouco hoje, mas saber que vivo algo que faz sentido, que vivo por uma causa nobre e REAL!
--> Hoje o discurso é ser "mente-aberta", mas "aberta" em que sentido? A tudo? Ao que melhor é estimulado pela mídia e pelas massas? Aberta a algumas coisas e absolutamente fechada para outras? Aberta ao aborto, mas totalmente fechada a qualquer argumento da oposição? Aberta ao feminismo, mas completamente fechada às necessidades dos homens? Aberta ao desarmamento, mas finge que não existem argumentos do outro lado? Aberta a tudo o que a tradição dos antigos rejeitava, esse é o pré-requisito. Completamente fechada a toda e qualquer opinião "retrógrada" e "tirânica", mesmo que a própria pessoa não tenha tirado essas conclusões com base na vivência e na análise profunda dessas questões, mesmo que esse rebelde se baseie quase que exclusivamente em emoções e impulsos do corpo e de sua vaidade.
--> As pessoas deveriam discutir menos sobre suas opiniões e mais sobre as evidências das mesmas, não acha? Opinião é relativo, pode partir da interpretação de algumas evidências, mas caracteriza-se mais pelo defender daquilo que mais quero, que mais me apego emocionalmente, que mais me faz sentir bem, mas não necessariamente daquilo que é verdadeiro. Deveríamos aprender a militar pelo que vai além desse relativismo individualista, mas que se verifica em evidências científicas -aquilo que melhor se observa, experimenta e repete. Deveríamos militar por aquilo que, além de aceitável através da profundeza da ciência, o é nas profundezas filosóficas. Deveríamos militar pelo mais sóbrio! Por aquilo que se observa nas estatísticas, nos registros históricos, nos artefatos arqueológicos, no código genético, nos mundos astronômicos e subatômicos. Deveríamos, repito, discutir menos pelas opiniões ou vontades e mais pelas evidências! Eu te desafio a fazê-lo, mas com honestidade e afinco... faça-o com calma e gana. Existe uma verdade, UMA SÓ VERDADE, e ela não se manterá oculta se você procurá-la com base numa análise coerente e incisiva das verdades que melhor podemos vislumbrar.
--> Sobre a revolta dos ateus, nos EUA, em relação ao fato de um pastor servir comida na igreja para os jovens de um time de futebol -vide aqui:

Por favor... que coisa ridícula! Não sei se choro de rir diante de tal infantilidade, ou se choro de tristeza, por ver as dimensões da imbecilidade humana. As minorias repudiam o que a maioria faz de bom, por acharem que a mesma está tentando persuadir os "frágeis e indefesos" e, ao mesmo tempo, criticam o que a maioria faz de mau, "por ser tirânica, intolerante e retrógrada." No final das contas, esse tipo de comportamento não passa do choro de crianças mimadas e arrogantes, que acham que o mundo deve circular ao redor delas... no final das contas, tudo não passa de um anticristianismo baseado em ignorância e uma tremenda força de vontade de não crer e ver problema em tudo, com o objetivo de inventar fundamentos e argumentos para a descrença - quando "nada está certo", quando até o bem desenvolvido é ruim, temos nada além de um tendencioso, parcial e desonesto posicionamento de inimizade pessoal do indivíduo para com aquilo a que se opõe, baseado na moda, no anseio por aparecer -"ser rebelde, ser intelectual, ter personalidade"- e na falta de problemas reais para resolver -imaturidade. É triste quando querem fazer a sociedade inteira engolir as motivações de sua briga particular com Deus.
--> Estava pensando noutro dia: por que será boa parte das minorias que defendem coisas complicadas para uma maioria, para a tradição histórica e natural da humanidade, para a perspectiva científica, filosófica e teológica do universo e das relações humanas, simplesmente foge dos debates ao afirmar que "cada um crê naquilo que achar melhor"? "Religião, orientação sexual e opiniões em geral não são coisas para serem discutidas"? Quando se está disposto a aceitar e viver aquilo que é mais verdadeiro, automaticamente se está disposto a questionar as próprias crenças e opiniões, a debater, a receber e procurar evidências, a ouvir a opinião contrária... quando toda a forma de diálogo é banida com o mero "não se discute", indiretamente está sendo dito: "eu sei que estou errado, mas não quero mudar de opinião, portanto não me amole e vai cuidar da sua vida." Então pergunto: vale a pena viver com base naquilo que, de antemão, já compreendemos como errado? Ilusório? Mentiroso?! Tachar toda e qualquer crítica ou opinião da oposição como "preconceito e tirania", por mais razoável que seja -existem exceções- é legítimo ou apenas mais uma ferramenta de escape para que aqueles que sabem que estão errados não venham se deparar com as evidências contrárias? Com aquilo que fira o seu posicionamento puramente emocional?! Com questões que abalem o seu ego? Que anulem os argumentos que fundamentam um comportamento filosófica, científica e moralmente vil?!

Deveríamos discutir menos sobre opiniões e mais sobre evidências. Religião se discute sim! Comportamento e opinião, igualmente! A verdade é uma só -pois o começo é um só- e, por isso, é legítimo tentarmos nos aproximar o máximo possível daquilo que faz mais sentido.
--> "O jovem, de peito estufado, cheio de entusiasmo com suas opiniões e supostas certezas, escuta um velho sábio expondo seus pensamentos diante de algumas pessoas no meio da praça e, ofendido, se opõe abertamente. O ancião, acostumado com esse tipo de comportamento, calmamente lhe faz uma proposta:
-Jovem vigoroso: sente-se diante de mim, pois quero te fazer uma proposta, já que tanto sabe, ou acha que sabe: que tal compartilharmos nossas idéias? Eu tento te convencer, com base em minhas perspectivas científicas, filosóficas, teológicas e experiências de vida e, depois, se você não estiver convencido, tente convencer a mim, pois se a minha proposta não lhe for viável, provavelmente a sua será mais verdadeira do que a minha, e eu faço questão de crer naquilo que melhor explicar e se observar em nosso mundo. O que acha? -Um momento de silêncio, acompanhado da aceitação do rapaz: -Mas tem uma condição: só faremos isso se você estiver tão disposto quando eu a mudar... só faremos isso se você for honesto para aceitar a proposta mais sólida, certo?"
Tentar convencer as outras pessoas a pensar da mesma forma que você é um direito legítimo e louvável! Essa proposta atual de que religião, opinião e comportamento "não são coisas para serem discutidas" é desculpa esfarrapada de quem, de antemão, está inseguro quanto a validade de seu posicionamento e não faz questão de mudar. De que adianta viver com base numa mentira? Eu nem disse "viver acreditando numa mentira", pois a pessoa que foge do debate -teme tentar convencer alguém ou escapa daquele que tenta convencê-la-, provavelmente, está bem ciente de que se baseia nalgo mentiroso. Se formos honestos e tivermos a nobre intenção de crer e ser conforme o que melhor se apresenta nas esferas de ciência, filosofia e religião, certamente faremos questão de questionar os nossos e os posicionamentos dos outros, estaremos totalmente abertos a ouvir os argumentos dos que pensam de modo diferente e, com a mesma energia, estaremos dispostos a expôr as nossas próprias convicções, para serem analisadas e questionadas pelos outros. Com base em reflexões individuais -filosofando, lendo, buscando evidências favoráveis e desfavoráveis ao que concebemos- e em debates com pessoas que pensam de modo semelhante ou totalmente contrário, lapidaremos a nosso crer, seja consolidando aquilo que de antemão compreendemos, seja alterando alguns de seus pontos ou, ainda, trocando-o por uma proposta melhor.
A pessoa que tenta convencer as demais, primeiramente, parece ter um razoável grau de certeza sobre o que acredita -se isso for fruto de uma sincera e profunda busca, já merece um pouco mais de crédito do que o "fujão"- e, se convencer alguém, com base numa demonstração honesta de suas razões de crer, terá demonstrado que seu posicionamento é mais sólido e veraz do que o da pessoa convencida -o que também é bom pra essa segunda pessoa, já que migrou de uma situação de evidente erro para outra que, no mínimo, se aproxima um pouco mais da Verdade. Agora, se o indivíduo que tenta convencer fracassar, de modo a ser descreditado pelos opositores -com base em argumentos ainda mais razoáveis-, bom será para os tais opositores -que terão um pouco mais de certeza quanto ao que pensam, aprimorando tal raciocínio- e, inclusive, para o derrotado que, no final das contas, sairá um vencedor, pois escapou de uma situação de erro para adentrar num cenário regido pela verdade, ou algo bem próximo dela.

Por que temer os que tentam te convencer? Por que temer tentar convencer os outros? Por que o fato de alguém tentar te convencer lhe é algo tão ofensivo? Assustador?! É de se pensar...
--> Eu acho engraçado perceber que quase todos aqueles que dizem: "cada um tem a sua verdade", "ninguém está errado", "é impossível saber a verdade"... são exatamente aqueles que pensam de modo que contradiz o que há de mais fundamental na filosofia e ciência, que contradiz as verdades históricas e estatísticas. Essa mentira comum, esse "refúgio mágico", seria somente uma ferramenta de escape? Um frágil escudo para preservar o comportamento voluntariamente errôneo daqueles que não se preocupam em viver o que é verdadeiro, preocupando-se exclusivamente em fazer aquilo que mais lhes dá prazer?
--> O objetivo de meus estudos não é somente responder individualmente cada uma das minhas dúvidas, obtendo uma resposta específica -exclusiva- e solitária para cada interrogação, o objetivo final de minhas reflexões é encontrar uma única resposta para todos os meus dilemas, uma resposta que, sendo a Verdade Absoluta, saiba satisfazer todas necessidades científicas, filosóficas e teológicas de tudo aquilo que busco compreender.
-Não muitas respostas para muitas perguntas, mas, sim, uma única resposta para todas as perguntas!-

De nada vale apostar numa resposta convincente para uma determinada pergunta, mas ineficaz na resposta doutras. Se encontro duas respostas que fazem sentido para a mesma pergunta, vou escolher aquela que melhor responde outros questionamentos e não contradiz as demais respostas encontradas. Utilizando tal peneira, não me resta alternativa senão a de crer em Deus!
Natanael Castoldi

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ocaso

Depois de um punhado de semanas sem escrever nada, volto aqui para postar o resultado de minha última pregação na igreja -dedicada ao dia dos pais. Não tenho perspectivas de voltar a escrever aqui logo, pois estou estudando ciências biológicas, trabalhando e auxiliando na igreja. Que esse breve momento de estudo seja bem aproveitado!
Ocaso: o mesmo que crepúsculo, é o momento em que o sol se põe no horizonte. Nosso mundo parece estar vivendo o seu "ocaso", descendo para as entranhas de trevas terrificantes, prontas para dilacerar toda a beleza, a ordem, a vida. Caos climático? Esse é apenas uma fração mínima do problema. Idéias e militâncias humanas? Sem dúvida... talvez 90% de todos os problemas que estamos criando e, assim, arquitetando a imensa forca que se levanta no horizonte, tenham origem nos pensamentos e atitudes de nossa humanidade atual, conforme luta contra as tradições dos antigos, selecionadas, preservadas e lapidadas  pelo tempo devido a sua utilidade no prolongamento da vida. A luta contra aquilo que foi inserido em nós pelo próprio Criador, que foi mantido pela necessidade instintiva e intencional de sobrevivência e contra os fundamentos cristãos de conduta -que são os mesmos inseridos pelo Criador e, por conseqüência, aqueles que por instinto e intenção de sobrevivência tendemos a seguir-, certamente resultará num caos total, seja através de uma anarquia selvática e bestial, seja através do levante de algum regime tirânico advindo da mente egoísta e imoral de um humano típico crescido e formado nesse ambiente consumista e egocêntrico. Segue um estudo que fiz sobre a importância da figura do homem e do pai, com base na Bíblia, na ciência e nas estatísticas -na verdade a Bíblia concordou totalmente com toda a evidência científica, o que já era de se esperar-, figura essa que está sendo destituída de seu posto original, o que, juntamente com outros fatores, tem levado o mundo ao colapso. Preste atenção em cada evidência, em cada tópico, e faça todas as associações possíveis, entendendo que tudo se trata de uma verdadeira rede, pois uma coisa leva a outra e um ponto tocado abala toda a estrutura. O equilíbrio em nosso mundo é extremamente delicado e a vida como a conhecemos pode ser ameaçada por qualquer variação na perfeição estabelecida - com a humanidade, em termos morais e hierárquicos, não poderia ser diferente!
Obs: talvez você não concorde ou não se interesse pelo que será apresentado inicialmente, tratando-se de versículos bíblicos, mas te exorto a continuar a leitura, para se deparar com os dados estatísticos, com a ciência e toda a evidência que comprova a validade do aspecto teológico desse estudo - a Bíblia é, de fato, científica, verdadeira! Não desista logo, leia até o final - dedique alguns minutos de tua vida para, quem sabe, crescer, mudar... melhorar!

Natanael Castoldi

Homem e pai: uma missão vital

1-Aspectos teológicos

-O primeiro criado:
-O primeiro responsável pela Criação:
-O responsável pela mulher:
-O responsável pela família:
-O líder espiritual do lar:
Origem, responsabilidade sobre a Criação e sobre a mulher:

-E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.  Gênesis 2:7
-E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.  Gênesis 2:15
-Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Efésios 5:23

Responsabilidade sobre a família e a vida espiritual:

-No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.  Gênesis 3:19
-Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.  Tito 1:6
Funções do homem e da mulher:

Homem:

*Sustento –se possível:
*Proteção:
*Liderança:
Efésios 5:23 e 6:1-2.

Mulher:
*Maternidade:
*Auxílio material, psicológico e espiritual: Gênesis 2:18; Provérbios 31:28; 1 Pedro 3:1-2.
-Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Efésios 5:25 – Proteção.

-Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa  Efésios 6:1-2 – Liderança no lar.

-E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.  Gênesis 3:16 – Maternidade.

-E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gênesis 2:18 – Auxílio da mulher.

-Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva.  Provérbios 31:28 – Auxílio psicológico.

-Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando o vosso procedimento casto e com temor. 1 Pedro 3:1-2 – Auxílio espiritual.
2-Aspectos estatísticos e científicos - lembrando que sempre há exceções

Um exemplo da liderança masculina:

George Barna: quando uma criança vai primeiro para a igreja, em 2% dos casos a família a acompanha; quando a mulher vai para a igreja, em 17% dos casos a família a acompanha; quando o homem vai para a igreja, em 93% dos casos a família o acompanha.
*Em termos de conversão.
Fonte: http://pt.scribd.com/doc/52423038/A-IMPORTANCIA-DO-MINISTERIO-COM-HOMENS-NAS-IGREJAS-EVANGELICAS-FINAL
Evidência arqueológica:
Nunca foi encontrado em toda a história nenhum registro arqueológico que aponte para a existência de uma sociedade matriarcal.

2b-Uma das maiores e piores mentiras de nossos dias:

“Homens e mulheres são absolutamente iguais e podem desempenhar com a mesma excelência os mesmos papéis”. - Iguais em VALOR, mas diferentes física, psicológica e hierarquicamente! 1 Coríntios 11:11.

Se você fosse construir e mobiliar uma casa e tivesse um bom pedreiro e um bom carpinteiro, colocaria o carpinteiro para levantar paredes e o pedreiro para confeccionar os móveis? Logicamente não. Da mesma forma, homens e mulheres são excelentes em funções diferentes.
Precisamos aceitar essas diferenças, não ignorá-las, para usufruir o máximo possível das qualidades especiais de cada um!
Alguns exemplos:

-Em situações de perigo ou dor, o cérebro masculino se enche de sangue, permanecendo ativo; o feminino perde sangue, quase que paralisando. Numa situação de risco o homem se sai melhor; a mulher sente menos dor e está apta para ter filhos.
-O cérebro masculino: área maior voltada para a razão –uma coisa por vez-; feminino: maior espaço destinado para a emoção – além disso é multitarefa. O homem consegue ficar mais tempo fazendo uma coisa só; a mulher percebe alguns detalhes “invisíveis” para os homens. Diz-se que o cérebro masculino em termos de pensamento e memória, atua como se estivesse dividido em vários setores, gavetas, e o homem, ao pensar sobre algo, abre uma única dessas gavetas e se detém quase que exclusivamente no tema específico -praticamente esquecendo de todo o resto e do mundo que o cerca-, enquanto o cérebro feminino estaria mais para uma teia: se tocamos num ponto, todos os demais são, de alguma forma, ativados.
-Homem = 50% mais força bruta que a mulher.
-Quando bebê, a menina tende a fixar o olhar na pessoa que a cuida, demonstrando a maior necessidade da mulher em firmar laços afetivos. O bebê menino, porém, tende a observar todo o ambiente que o cerca, evidenciando a natureza mais aventureira do homem.
-Nas décadas de 70 e 80, nos EUA, alguns pais deram bonecas pra meninos e caminhõezinhos pra meninas: os meninos mutilaram as bonecas e as fizeram de arma e as meninas usaram as carrocerias dos caminhões como camas para suas bonecas. 

A atual cultura “unissex”, com um tratamento quase que homogêneo com meninos e meninas (“liberdade de opção sexual”), é antinatural e, por isso, extremamente prejudicial. (A Bíblia e a divisão de gêneros: Gênesis 1:27; Levítico 18:22; Deuteronômio 22:5).
-As crianças de hoje são 50% mais fracas do que eram em 1998, o que é fruto da educação feminilizada de nossos dias -tudo é perigoso: se sujar, brincar com madeira ou ferro, correr, subir em árvores, analisar insetos...
Tratar os dois sexos da mesma forma e com os mesmos mecanismos e ferramentas é desastroso para todos: tanto para os indivíduos afetados diretamente, quanto para a sociedade, que perde o privilégio de aproveitar os pontos altos do homem e os pontos altos da mulher. Fonte: As 12 Maiores Mentiras.

3-A importância da figura paterna

3b-O pai para o filho homem:

-Qualquer menino precisa ter uma figura masculina adulta para se espelhar.
-A segurança da figura masculina inibe o menino de procurar obter sua própria segurança através da violência e influência de rapazes mais velhos (“pais substitutos”).
-A aceitação do pai transmite segurança e valor ao homem em formação, inibindo envolvimento com coisas e pessoas ruins –”chamar a atenção”- ou com meninas –”provar algo ao pai”. Ele “amadurece” antes para substituir o pai ausente.
-Para o filho, ter atividades com seu pai *, além de fazê-lo sentir-se orgulhoso, ajuda a formar seu caráter e a sua masculinidade. *Me lembro de quando ia pescar com meu pai, ou quando fui com ele, aos três anos, analisar a casa que iríamos alugar -me senti muio adulto! Andar de cavalo, vê-lo caçando... tudo isso me traz ótimas lembranças! Nutriu em mim um grande senso de valor e masculinidade - na infância sempre almejei ser um homem como meu pai, vestindo-me como um guerreiro com uma capa, suas botas e uma espada de madeira -além de um bigode falso-, noutras vezes me fazia passar por pai de família ou, ainda, pastor.
-A correção física do pai no filho –o olhar firme e a vara-, ajuda a moldar e construir um homem verdadeiro, que precisa experimentar, volta e meia, essa dureza corretiva. E como a correção que meu pai me proporcionou foi útil! Lhe agradeço até hoje por ter me lapidado e fortalecido pela disciplina!
-Uma das maiores causas do homossexualismo é a ausência do pai, com crianças sendo criadas por mães solteiras ou pelos avós.
-Como hoje tudo é relativo, não me basta dizer que o homossexualismo se origina também de casas sem pai -não é genético-, preciso deixar claro que se trata de algo que não faz bem, por isso segue uma estatística -logo mais outras virão: segundo estudos do professor da Universidade do Texas, Mark Regnerus,  EUA, apenas 2% das crianças de casais heterossexuais sofreram algum tipo de abuso na infância, enquanto 23% dos filhos de homossexuais passaram por isso. 2% das crianças dos EUA estiveram algum tempo em abrigos, mas 14% dos filhos de homossexuais estiveram nessa situação. Fonte: *Criacionismo.com.br, 17/06/12.

-Irving Bieber e outros setenta psiquiatras e psicólogos realizaram, partindo de 1952, um estudo de dez anos sobre as causas do homossexualismo. Veja o resultado que obtiveram ao analisar 106 homens homossexuais:
“Bieber e sua equipe descobriram que todos eles (sem exceção) tiveram um pai emocionalmente ausente ou não tiveram um pai durante toda a sua educação. Nenhum deles se sentiu perto de seu pai.”
-63 deles (59%) disseram que odiavam seu pai.
-Mark Ragnerus, ao analisar 15.088 pessoas, 175 criadas por lésbicas, notou que apenas 57% passaram mais de 3 meses com elas e somente 23% mais de 3 anos. Instabilidade, inconstância, frieza.
Fonte: http://www.emaso.com/pt-portuguese/pt-3-right/pt-3-1-presentation.htm

*Não quero generalizar e, nem de perto, desvalorizo as pessoas -pelo contrário, todos têm o mesmo valor e o mesmo direito-, mas não posso concordar com determinados comportamentos, principalmente quando vejo que, apesar das exceções, tais não são benéficos para o indivíduo e nem para a sociedade -começando pela origem da questão, no caso do homossexualismo: resultado, quase que sempre, de abuso ou ausência -o fruto de uma deficiência, desconfiguração, não há de ser saudável.

3c-Para a menina:

-A mulher naturalmente precisa da segurança de um homem. Quando o pai está ausente –sem presença ou amor-, a filha vai procurar um substituto, um rapaz mais velho que lhe transmita segurança, o que é perigoso.
-Na ausência do pai, a menina começa a produzir mais hormônios e se torna precoce, procurando, de alguma forma, atrair sexualmente alguém. Então vemos meninas sendo abusadas por homens mais velhos, sendo influenciadas por más companhias, engravidando na adolescência, contraíndo DSTs...
-Gravidez na adolescência: criança filha de mãe solteira, de pais imaturos ou dos avós.
-Maior probabilidade de se ter filhos efeminados ou homossexuais.
-”Os casos de AIDS aumentam violentamente entre homossexuais e bissexuais...” 02/04/08, Liberdade de Expressão.
-Segundo dados do Los Angeles Time, 25-26 de Agosto de 1985, homossexuais têm entre 14.7 e 29.4 vezes mais chances de se tornarem pedófilos.
-O homossexual tem cerca de 50 parceiros na vida. (Bíblia em prol da heterossexualidade: Romanos 1:26-27).
Menino com pai ausente:
-Pode se tornar homossexual por não ter o exemplo visível de um bom relacionamento heterossexual.
-Por odiar seu pai.
-Por ter sido criado pela mãe de modo feminino, ou pelos avós.

Menina com pai ausente:
-Pode se tornar homossexual por odiar seu pai.
-Por ver que a sua mãe não precisa de homem algum.
-Influência do pensamento feminista.

A ausência do pai também pode produzir casamentos desastrosos, divórcios e filhos de pais separados –”solteiros”.

3d-Problema em meninos e meninas:

-A pediatra Melissa Wake, da Austrália, realizou uma pesquisa com quase 5 mil crianças entre 4 e 5 anos. Ela descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade em crianças na idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos pais -homens. As crianças, sem os pais, ficam inseguras e ansiosas e, por isso, tendem a comer mais.
-Obesidade = problemas físicos e psicológicos – o famoso “bulling”. Traumas que podem ser levados pela vida toda.
4-Parênteses:

-Understanding Society: ao analisar cerca de 14 mil famílias inglesas, foi determinado que crianças que vivem com os pais biológicos são mais felizes. Três refeições em família por semana já fazem uma enorme diferença.
-Mark Ragnerus, Un. Do Texas: 3 mil adultos-jovens foram analisados em 40 categorias. Pessoas criadas por lésbicas tiveram 24 categorias consideradas negativas e as criadas por gays, 19.
-Com base em dois estudos da Population Association of America, que analisou 130 mil adultos, verificou-se que casais com filhos são mais felizes.
-Outro estudo, da Universidade da Califórnia, afirma que mulheres que tiveram quatro ou mais filhos têm menos chances de morrer de problemas cardíacos, devido a benefícios que a gestação traz ao coração. Foram analisadas 1.300 mulheres.
-Uma pesquisa feita por cientistas de Glasgow, Reino Unido, comprovou que ter filhos torna o casal mais feliz... Quanto mais, melhor! (A Bíblia e o estímulo à natalidade: Salmos 127:3-5).
-Um estudo encomendado pelo Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, EUA, que analisou 1009 casais heterossexuais dos EUA, Japão, Alemanha, Brasil e Espanha, entrevistando homens entre 40 e 70 anos e mulheres entre 25 e 76, casados há pelo menos um ano -90% com filhos-, verificou que homens e mulheres se dizem mais satisfeitos -emocional e sexualmente- com casamentos longos e estáveis. Homens que tiveram muitas mulheres, dizem-se menos felizes. (A Bíblia e o casamento heterossexual, duradouro e monogâmico: Gênesis 2:23-25; 1 Timóteo 3:12; Marcos 10:6-9).
-Outro estudo, divulgado pela Journal of Family Psychology, da Associação Americana e Psicologia, confirmou que casais que tiveram relações sexuais somente depois do casamento são mais felizes. 22% notas mais altas em estabilidade, 20% notas mais altas em satisfação, 15% em qualidade da vida sexual e 12% em comunicação do que nos casais que não esperaram. (A Bíblia e a relação sexual depois do casamento: Marcos 10:7-8 - primeiro o homem sairá da casa dos pais, então unir-se-á a sua mulher e, somente depois disso, tornar-se-á uma só carne com ela, o que se entende por relação sexual).
-Um estudo realizado na Universidade de Illinois, com base em dados da Gallup World Poll, feito entre 2005 e 2009 e em 150 países, concluiu que pessoas religiosas são mais felizes -68% consideraram a religião como a parte mais importante de suas vidas. (A Bíblia e o culto a Deus: Mateus 22:37).
-Uma outra pesquisa, desenvolvida pelos professores Andrew Clark e Orsolya Lelkes, apresentado na conferência anual da Royal Economic Society, Reino Unido, concluiu que os crentes são mais felizes e lidam melhor com problemas, e que, quanto mais oram e vão a igreja, mais felizes são. (A Bíblia e a vida dedicada a Deus: Filipenses 1:21).
-Um terceiro estudo, realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, ao analisar 320 crianças e os motivos de sua felicidade, verificou que a religiosidade foi responsável por 27% do desnível entre as crianças felizes e infelizes. (A Bíblia e a orientação religiosa nas crianças: Provérbios 22:6).
-Uma pesquisa realizada pelo Pew Forum on Religion & Public Life, Estados Unidos, revelou que 70% das pessoas que são criadas com ensinos ateus se convertem ao longo da vida. Os dados foram divulgados pela Arquidiocese de Washington  da Igreja Católica. Foram ouvidos 1.387 ateus – 432 disseram ter nascido em lares ateístas e apenas 131 continuaram se identificando como ateus na vida adulta. (A Bíblia e a incerteza da incredulidade: 2 Timóteo 4:3). Fonte: http://terrasantaviagens.blogspot.com.br/2012/07/maioria-dos-filhos-de-ateus-mudam-de.html

Conservadores são mais felizes:
-Com base em dados do Pew Research Center, divulgados em 2006, os cidadãos politicamente conservadores têm 68% mais chances de se dizerem “muito felizes” do que os liberais – seu estilo de vida influencia: são casados, possuem filhos e são religiosos. A classe social, os bens materiais ou a região em que vivem não influenciaram nesse desnível.
-General Social Survey, de 2004, 53% dos conservadores são casados, enquanto 33% dos liberais o são.
-Se duas pessoas moram no mesmo local, mas uma é casada e a outra não, a casada tem 18% mais chances de se dizer “muito feliz” do que a não casada.
-Segundo a Social Capital Community Benchmark Survey, os participantes religiosos têm quase duas vezes mais probabilidades de se dizerem “muito felizes” do que os seculares (43% contra 23%).
-52% dos cidadãos politicamente conservadores, casados (com filhos) e religiosos, são “muito felizes” - em comparação com apenas 14% dos liberais seculares, que geralmente são solteiros e não possuem filhos.  (A Bíblia e a conduta moral dentro dos moldes da vontade de Deus: Salmos 1:1-2)
Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2012/07/conservadores-sao-mais-felizes.html

Voltando...
5-Consequências da ausência do pai:

· 63% dos jovens que se matam vêm de famílias sem pai (U.S. D.H.H.S., Bureau of the Census).
· 90% de todos os meninos e meninas de rua (estamos falando dos Estados Unidos, não do Brasil) vêm de famílias sem pai.
· 85% de todas crianças com distúrbios do comportamento são originadas de famílias sem pai (Center for Diseases Control).
· 80% dos estupradores vêm de famílias sem pai (Criminal Justice and Behavior, Vol. 14, p. 403-26, 1978).
· 71% das crianças que abandonam a escola vêm de famílias sem pai (National Principals Association Report on the State of High Schools);
· 75% dos adolescentes atendidos nos Centros antidroga vem de casas sem pai (Rainbows for all God's Children);
· 80% dos jovens nos centros correcionais vêm de casas sem pai (U.S. Dept. of Justice, Special Report, Sept. 1988);
· 85% dos jovens presos cresceram em casas sem pai (Fulton Co. jail population, Texas Dept. of Corrections 1992).
· 69% das crianças abusadas sexualmente vivem em casas onde o pai não é presente.

6-A Morte do Homem
-Outrora os pais trabalhavam em casa, passavam muito tempo com os filhos e ensinavam, especialmente, os filhos homens a seguir na profissão deles.
-Com a Revolução Industrial os pais saíram de casa para ficar o dia todo na indústria. Pela noite estavam muito cansados para cuidar dos filhos.
-As mães e avós se tornaram quase que os educadores exclusivos.
-Em casa os meninos eram cuidados pela mãe e, na escola, orientados por professoras. Imergiram no universo feminino.
-Os homens começaram a morrer quando os pais se distanciaram dos meninos.
-O Movimento Feminista ajudou nesse processo de “castração”.
-O homem parece não estar disposto a competir com a mulher, talvez porque, com base em seu instinto protetor, não consiga se levantar contra ela. Foge pra “caverna”, o refúgio masculino de solidão diante de problemas, para onde todo o homem costuma ir volta e meia.
6b-Reflexos na igreja:
-Na Missão AMEM, dos 112missionários brasileiros em atividade, 63,4% são mulheres e apenas 36,6% são homens.
- Segundo Tony Evans, em 60% das famílias de baixa renda as mulheres assumem a condição de chefe da casa, nas escolas 83%dos professores são do sexo feminino.
-Segundo uma pesquisa feita junto as Igrejas metodistas pelo Sr. Antônio Batista Galvão Júnior, presidente da Federação de Homens Metodistas, 70% das igrejas não possuem uma sociedade de homens.
Fonte: http://pt.scribd.com/doc/52423038/A-IMPORTANCIA-DO-MINISTERIO-COM-HOMENS-NAS-IGREJAS-EVANGELICAS-FINAL

6c- Darrin Patrick: segundo estudos realizados atualmente nos Estados Unidos, 1/3 dos rapazes de 20 e 30 anos estão vivendo com os seus pais -um aumento de 100% nos últimos 20 anos; homens entre 18 e 42 anos mudarão de emprego 11 vezes; a média de idade dos usuários de vídeo game é de 35 anos; a cada segundo, em cada dia, U$ 3000 são gastos em pornografia*. O homem realmente está morrendo e sendo substituído por um eterno e instável adolescente, cercado de mulheres virtuais e mundos de fantasia.
6d- Alguns fatos sobre a indecência, vulgaridade e pornografia:
-Cérebro masculino vê mulher de biquíni como objeto, aponta estudo divulgado pela Folha Online no dia 17/02/2009: realizado nos Estados Unidos, o estudo contou com 21 homens estudantes de pós-graduação, e foi apresentado em Chicago durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). "O experimento usou máquinas de ressonância magnética para mostrar que os circuitos cerebrais ativados nos homens durante a observação de um corpo feminino sensual desprovido de identidade são os mesmos que os permitem de reconhecer uma ferramenta, um objeto inanimado."
-O sacerdote muçulmano canadense, Al-Haashim Kamena Atangana, escreveu no Toronto Sun que o vestir indecente das mulheres é uma das causas do aumento dos casos de estupro no país, o que, de certo modo, tem relação com a notícia anterior.
-Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Groningen, Holanda, sugeriu que o assistir de filmes eróticos pode desligar parte do cérebro -a região do córtex visual primário, responsável por processar os estímulos visuais. De acordo com a Live Science, que conversou com Gert Holstege, um dos autores do estudo, enquanto na maioria das atividades que exigem a atenção visual a quantidade de sangue nessa região do cérebro aumenta, no caso específico da pornografia há uma diminuição. Há uma tendência maior de se perder a razão diante da vulgaridade e da pornografia, intensificando os riscos que circundam o vestir-se de modo indecente.
-A Comissária para a Infância no Reino Unido, Sue Berelowitz, afirma que não há cidade ou vila em que as crianças não estejam sendo vítimas de abuso sexual - uma em cada 20 crianças o é. "E o acesso precoce à pornografia na internet está na raiz dessa exploração: as crianças estão crescendo com uma visão totalmente deturpada do que é sexo e do que é um comportamento sexual normal. Alguns dos meninos que estavam envolvidos em atos de abuso sexual falaram que 'era como estar dentro de um filme pornô'. 'Eles viram coisas e depois repetiram o que viram. Definitivamente isso afetou os limites do que eles pensam ser normal', contou Berelowitz." A pornografia está fazendo com que as crianças achem o estupro algo normal  - e aumenta as chances de termos potencias estupradores no futuro. A vulgaridade na forma com que as mulheres estão se vestindo na rua auxilia nessa questão, tornando as crianças precoces, estimulando-as  a olhar pornografia e a ter a mulher como objeto (criacionismo.com.br, 15 de Junho e 2012).
-Um estudo realizado durante 5 anos pelo grupo "Project Respect", ao analisar 3500 estudantes de 26 diferentes escolas, concluiu que a educação sexual que se foca na abstinência reduz a gravidez juvenil. Os jovens foram estimulados a ler o livro que prega a abstinência sexual antes do casamento, “Sex Respect: The Option of True Sexual Freedom", e o resultado foi que a tacha de gravidez junto das jovens que participaram do estudo foi a metade da média nacional dos Estados Unidos (10%). Nesse período também cresceu em 20% o número de jovens que alegaram que seus desejos sexuais eram controláveis (darwinismo.wordpress.com, 23/08/2012).

7-A Morte do Mundo

Uma coincidência ou uma conseqüência da morte do homem? Veja e tire suas conclusões:

-Humanidade bissexual: Umberto Veronesi, médico e ex-ministro da Saúde, afirmou que a espécie humana deve caminhar para o bissexualismo. 
"O homem está perdendo suas características e tende a se transformar numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está se tornando mais masculina. Desta forma a sociedade evolui para um modelo único", afirmou Umberto Veronesi, que é oncologista. 
-Desde 1945 o homem perdeu 50% de sua fertilidade.
-Na última década, os números de divórcios bateram recordes atrás de recordes no Brasil, ano após ano. Segundo o IBGE, no ano passado foram registrados cerca de 188 mil divórcios no País, ou seja, para cada cinco casamentos há um divórcio. 
-Entre 1984 e 2007, o aumento no número de divórcios foi de 200%. Dos 188.098 pedidos de divorcio feitos no ano passado (Brasil), 71,7% partiram das mulheres. As mulheres não querem viver com caricaturas de homens e, ao mesmo tempo, influenciadas pelo movimento feminista, acham desnecessário, e até humilhante, respeitar e manter um relacionamento estável com eles.
-Atualmente os jovens iniciam a vida sexual com cerca de 15 anos.
-As barreiras entre o que é masculino e feminino estão se dissolvendo.
-Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos do sexo da USP, denominou de “geração flex” a atual, na qual meninos e meninas iniciam sua vida sexual com pessoas do mesmo sexo.

7b-Exemplo dos Estados Unidos:
Da década de 60, nos EUA, até hoje vemos a decadência. A Geração X, dos anos 60, viu seus pais se separando, o feminismo e o homossexualismo crescendo e encabeçou a Revolução Sexual.
->Crianças sem pai: +300%
->índice de divórcios: +200%
->Crimes violentos: +560%
->Gravidez entre adolescentes: +500%
->Suicídios: +25%
->Aborto: 36 milhões. Obs: 50% dos casais que abortam, se divorciam logo depois.
->Nascimentos ilegítimos: +500%
->Casamentos heterossexuais: -33%
->Uniões homossexuais: +300%
->Assassinatos: +300%
->Pobreza: +4,3% -> 15,4% 
->Média nas universidades: -75%
Fonte: DVD Rafael Juliano, O Dilúvio.

Deveríamos, definitivamente, discutir menos sobre opiniões e mais sobre evidências! Os resultados do pensamento atual são visivelmente vis! E quem, no caso desenvolvido, é o culpado? O homem, por estar, voluntariamente, abrindo mão de sua masculinidade, de sua natureza? A mulher, que tem tentado castrar o homem?! Ambos. Homens: precisamos reagir, por amor a nós mesmos e por amor a humanidade! Mulheres: chega de extremismo, o ideal é um equilíbrio que mescle numa mesma medida a razão masculina e a doçura emotiva típica da mentalidade feminina! Deixe o homem ser homem e permita-se ser totalmente feminina! Nossas crianças agradecem, nosso mundo agradece! O que mais fazer? Além de nos reeducarmos, precisamos influenciar e orientar corretamente os pequenos que, segundo o que vimos, serão mais estáveis e felizes se vierem de famílias nos moldes tradicionais -pai e mãe com papéis diferentes-, tiverem a presença constante dos pais biológicos -de ambos-, se forem disciplinadas, se forem orientadas a desenvolver um comportamento condizente com o seu sexo -divisão de gênero e heterossexualismo-, se tiverem limites morais -conservadorismo-, se forem educadas para uma sexualidade saudável -iniciar vida sexual depois do casamento, construir um casamento duradouro, não se envolver sexualmente com muitas pessoas- e, por fim, tiverem alguma crença religiosa -quando entendemos que todos esses aspectos essenciais para a felicidade encontram-se na Bíblia, também concebemos qual das religiões existentes é a verdadeira. Lembre-se: casar e ter uma religião está dentro da receita para se viver até os 100 anos! Portanto, pelo bem da humanidade, nos comportemos, sejamos exemplares e tentemos influenciar positivamente as novas gerações -isso sem levar em conta as nossas opiniões particulares, as nossas vontades e vaidades, mas, sim, apenas e exclusivamente, vislumbrando a aceitando o bem comum e a evidência científica - que felizmente é bíblica.
Natanael Castoldi

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