De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mistério

Outro dia escrevi um pequeno bloco de folhas para complementar um dos livros que imprimi e, pensando no conteúdo dessas páginas, achei bem relevante publicá-las aqui, para servir de auxílio aos que mais se preocupam com as questões de arqueologia bíblica, principalmente no que se refere ao Princípio. Não releve os erros de gramática ou concordância e espero que o conteúdo seja útil... de qualquer forma, essa postagem quebra o grande jejum de postagens em que o blog se encontra.
"Dia Literal" ou "Dia Era"? Gênesis 1 trabalha com "sete dias" de Criação da parte de Deus, sendo o último, apenas descanso. Muitos cristãos se dividem em opiniões acerca da literalidade desse texto: aquilo que Deus criou está em ordem correta, mas os "dias" são o que concebemos costumeiramente, 24 horas, ou longos períodos? Uma pista está em Gênesis 1:27: na canção poética o homem e a mulher aparecem como tendo sido criados no mesmo "dia", mas no capítulo 2 de Gênesis não vemos o mesmo: o homem foi criado do pó da terra antes da mulher e, passado um tempo, depois de Adão ter nomeado os animais do Éden e começado a sentir solidão, Deus criou-lhe uma mulher. Não podemos dizer se algo na anatomia de Adão mudou por causa disso ou se o Pai já planejava fazê-lo, mas apenas estava esperando Adão desejá-lo. O fato é que o relato dá a entender que o tempo entre a origem de Adão e de Eva foi superior ao de um dia literal, logo, os demais "dias" de Gênesis 1 podem designar períodos. Vale lembrar que a Terra já existia antes do Dia 1 e que, portanto, é impossível definir a sua idade - Gênesis 1:1-2.
Com a teoria evolutiva proposta por Darwin carecendo de evidências, já que o gradualismo é impossível e os elos evolutivos nunca foram encontrados, apenas seres de diferentes complexidades e classes distribuídos camadas geológicas, como que representando saltos evolutivos, de seres complexos para subitamente, outros ainda mais complexos, formolou-se uma teoria nova, a do Equilíbrio Pontuado, mais bem aceita do que o darwinismo convencional. Acontece que tal teoria não necessariamente aponta para uma evolução dos seres vivos, pois entende que em uma camada há uma criatura primitiva completa e, na seguinte, uma criatura superior também completa, sem intermediários, logo, podemos ver nela uma representação quase que direta da Criação em 6 Dias de Gênesis 1: cada camada a conter um tipo específico de criatura designa um período específico da Criação. Com os Dias Era temos mais tempo de história geológica antes da origem do homem, um tempo que pode ser indeterminado, facilitando as explicações sobre atividades vulcânicas, divisões continentais e outros fenômenos de formação do solo e, como já dito, a formação de muitos fósseis - e, realmente creio, as mortes de criaturas inumanas não representavam imperfeição, mas apenas a renovação da vida, até porque a própria Bíblia deixa clara que a eternidade cabia só ao homem -Gênesis 3:22. Quando Deus sacrificou um animal para tecer couro para vestir Adão e Eva, tratou-se de um sacrifício, o que é diferente dos ciclos naturais de morte e vida. Vide: "equilíbrio pontuado".
Dilúvio? "Universal" ou "local"? Gênesis 6 trabalha com o Dilúvio que Deus derramou sobre o mundo. Mas isso aconteceu? Existe um consenso universal em todas as culturas de todos os tempos de que um cataclismo envolvendo água realmente varreu o mundo. Análises de desertos, como o Saara, indicam que o mesmo já fora uma floresta e, depois, estivera debaixo da água - assim como a Amazônia já fora um deserto e estivera submersa. Até as mais altas montanhas do mundo apresentam resquícios de vida marinha - Yangshuo, na China, por exemplo, possui picos de até 1,5 mil metros de altura que já estiveram inteiramente submersos, padecendo de erosão fluvial. Durante a construção do Pilar de Nelson, em Londres, Inglaterra, fósseis de animais modernos como leões e hipopótamos foram desenterrados, indicando um rápido deslocamento da Grã-Bretanha de terras equatoriais para perto do Círculo Polar Ártico, sem ter tido tempo, segundo a cronologia e filosofia evolucionista, de os seres modificarem-se - a Ilha viajou milhares de quilômetros entre a suposta origem dos hipopótamos e os dias atuais, o que é um curto espaço de tempo para um percurso tão longo, o que sugere uma força descomunal agitando os fundamentos terrestres e serve de parâmetro para a divisão continental, lembrando que é comprovado o fato de a Grã Bretanha ter se desprendido da Europa Continental por intermédio de uma grande inundação. Mas não precisamos trabalhar com muitos milhares de anos, basta-nos creditar tudo isso a uma ação diluviana, que, sem duvida, corroeu e moveu os continentes de modo assombrosamente rápido. 
Eis, então, outra explicação para a quantidade de fósseis e petróleo no subsolo -que não se formam atualmente, devido ao apodrecimento, sendo o Dilúvio essencial, por intermédio do soterramento e pressão sobre os resquícios biológicos-, tendo os maiores cemitérios de dinossauros como evidência de soterramento -lembrando da imensa quantidade de fósseis de dinossauros que demonstram sinais de afogamento-, além de florestas petrificadas inteiras terem sido engolidas por lodo, de árvores soterradas verticalmente, de modo evidentemente súbito, como aconteceu na costa da Nova Escócia, Joggins. As próprias camadas do solo dão evidência de um poderoso Dilúvio, que promoveu atividades vulcânicas e tectônicas assombrosas: a disposição perfeitamente horizontal dessas camadas -rocha sedimentar, 70% da rocha terrestre, formada na água-, em oposição aos declives do terreno erodido, demonstram que esses depósitos não ocorreram ao longo de milhões de anos, mas algo descomunal remexeu tudo e as camadas, segundo as suas densidades, assentaram-se perfeitamente, como panquecas empilhadas, no caso do Grand Canyon -não há erosão entre as camadas, logo, foram assentadas todas ao mesmo tempo. Há outros lugares onde a rocha sedimentar é vertical ou dobrada, o que indica um assentamento repentino e uma força colossal agindo. Quantidade de água? O Deus que tudo criou poderia proporcionar isso... mas, há poucos anos, grandes oceanos foram encontrados nas profundezas do subsolo terrestre, o que poderia explicar de onde vieram e para onde foram as águas diluvianas e outros estudos afirmam que as próprias rochas terrestres poderiam conter água o suficiente para encher os oceanos e além. Vide nos links: "oceanos subterrâneos"; "rios abaixo dos oceanos" e "oceanos das rochas terrestres".
*Por toda a Terra, na camada do Quartenário, ossos de animais de todos os tipos encontram-se misturados e estraçalhados, acumulando-se em fendas. Essas fendas se encontram, inclusive, em grandes altitudes, entre 45 e 100 metros de profundidade. Não há esqueletos inteiros nessas camadas, indicando que as criaturas foram depositadas já mortas e não por torrentes, mas, pela cimentação do cálcio em meio aos ossos heterogêneos, foram postas onde estão através da força da água. Há fendas ossíferas em Odessa, Mar Negro, Quitera, Peloponeso, Malta, Gibraltar e Ágata, Nebraska.
*Há distúrbios geológicos -sismológicos- no mundo todo nas camadas, níveis, cenozoicas: essas camadas contém grandes blocos de argila saibrosa entre a areia grossa, o que indica violentos movimentos ondulares de água em agitação. -> Enciclopédia de Dificuldades Bíblias, Gleason Archer.

Voltando ao passado, à partir de hoje, em 1400 d.C. cada ser humano teria ligações ancestrais com 1.072.741.824 pessoas, porém, naquele tempo, só existiam 450.000.000 milhões de seres humanos. O crescimento populacional anual da Terra está em 2%, com base nisso, apenas 1100 anos seriam necessários para, de um casal, obtermos os 7 bilhões atuais. Nem as pestes, guerras ou catástrofes naturais poderiam segurar tão grande crescimento e garantir os 7 bilhões em algumas centenas de milhares de anos de humanidade, algo absolutamente destrutivo precisa ter aniquilado a humanidade quase que inteira de uma hora para outra, juntamente com os animais, isso há uns poucos milênios. Arqueólogos atuais afirmam, por exemplo, que a Esfinge de Gizé pode ter até 12 mil anos de idade, pois apresenta profundas marcas de erosão pluvial, de um período anterior ao Deserto do Saara, quando, diz-se, nele existia uma grande floresta equatorial, derrubada pelo avançar do mar, seria, então, a Esfinge uma testemunha dos tempos pré-diluvianos? Todas as mais antigas civilizações do passado humano, retiradas de metros de pedras e terra, tiveram um fim brusco e misterioso, como Varna, a mais antiga civilização européia, dotada de razoável grau de desenvolvimento, mas destruída subitamente por volta de 4200 a.C. por, sugere-se, um vulcão e o aumento do nível do mar. O fato é que as camadas geológicas não necessariamente representam idades geológicas, pois sabe-se que as camadas de carvão no solo, onde quer que estejam, sempre nos oferecem a mesma idade, 40 mil anos, segundo o documentário "As 12 Maiores Mentiras", apresentado por Kevin Sorbo. Os métodos de datação, em si, são todos especulativos: o C14 só pode datar artefatos de até 10 mil anos; as camadas do solo não podem ser datadas por elas mesmas, são os seus fósseis que as datam, porém os fósseis que as datam são datados segundo as camadas datadas por eles (?), tratando-se de pura dedução; se for datado um fluxo de lava que acabou de ser formado, ao invés de encontrarmos idades recentes, por ser ele atual, a radiodatação alegará milhões, ou até bilhões de anos, e se duas amostras de um mesmo fluxo forem datadas é provável que, ao invés de apresentarem a mesma idade, demonstrem idades largamente diferentes, como se lê no livro 301 Provas e Profecias Surpreendentes, de Peter e Paul Lalonde. Os métodos de datação convencionais para idades longínquas são todos falhos e procuram se enquadrar nas predisposições dos cientistas.
O Dilúvio aconteceu há alguns milhares de anos e a maioria dos dinossauros morreram nesse cataclismo global, como se evidencia no fêmur de um tiranossauro onde, em 2003, fora encontrado tecido mole, ou seja, não fossilizado, indicando a recente existência da criatura -As 12 Maiores Mentiras-, lembremos que em 2005 outro osso de tiranossauro apresentou a mesma "anomalia". As próprias pegadas de dinossauro, encontradas na superfície, são evidência de sua existência recente! Diz-se, ainda, que o Campo Magnético da Terra não pode ter mais do que 20 mil anos e que, provavelmente, segundo a sua meia-vida, possui 8 mil anos; a Terra está em processo de resfriamento e, segundo se está analisando, ela não pode ter mais de 45 milhões de anos, senão estaria totalmente fria; a quantidade anual de elementos químicos despejados no mar pelos rios indica que a Terra tem, aproximadamente, 10 mil anos, pois no ritmo que se observa, mais tempo do que isso indicaria uma quantidade absurdamente maior de elementos; quantidade de sedimentos despejados nos oceanos anualmente indica que em 10 milhões de anos não restaria mais terra seca; o Planeta Terra está, lentamente, desacelerando a sua rotação e, no ritmo observado, não poderia ter mais de 1 milhão de anos, caso contrário, estaria bem mais lento ou, até mesmo, parado; a quantidade de hélio liberado na atmosfera terrestre é tal que, se a Terra tivesse muito mais do que 100 mil anos, provavelmente já teria liberado todo o seu hélio; as árvores mais antigas ainda vivas chegam a, aproximadamente, 5 mil anos, o que também pode indicar a data do Dilúvio. Esses são só alguns exemplos do livro 301 Provas e Profecias Surpreendentes, para indicar a juventude terrestre, envelhecida pelo Dilúvio.
Enquanto cidades como Varda e Çatal Huyuk apontam um cataclismo, pelo fato de terem sido varridas do mapa e soterradas - e outras, como Ur e Uruk, pouco posteriores, prosseguiram na superfície-, temos, nos Andes, Bolívia, as ruínas de Tihuanaco e Puma-Punku, datando algo entre 13 e 17 mil anos e, ainda assim, encontram-se na superfície. Como resolver a questão do Dilúvio Universal? A extinção de toda a humanidade não dependeria de um Dilúvio Universal, uma grandíssima catástrofe local já bastaria, ao ativar vulcões imensos e espalhar cinzas pelo mundo inteiro, diminuindo a temperatura global e promovendo um massiva destruição da humanidade, principalmente em grande e gélidas altitudes, como nos Andes. Mesmo assim, um Dilúvio Universal, que creio, poderia não ter engolido os elevados pontos da Cordilheira dos Andes e do Himalaia.  No final das contas, assim como a Tsunami da Indonésia, em 2004, foi suficiente para mudar o eixo da Terra -e sabemos que erupções de grandes vulcões são suficientes para alterar a temperatura global-, entendo que uma terrível catástrofe local poderia ser suficientemente poderosa para alterar o clima e a geologia mundial. Agora, se a água cobriu até Tihuanaco, podemos entender que, pelo solo rochoso e elevado, os sedimentos não permaneceram ali, mas escorreram para as terras baixas, inicialmente protegendo as estruturas imensas -com blocos de pedra com mais de 400 toneladas- e, em seguida, novamente os expondo -levemos em conta as forças eólicas da cadeia de montanhas. Desse modo, assim como as pirâmides de 11 mil anos submersas no Mar do Japão, conhecidas localmente como Huri, Tihuanaco fora preservado. Com a idéia de mudança climática, podemos, ainda, entender como se deu a Era Glacial logo após o Dilúvio -como exemplo de glaciação repentina: houve um período glacial logo após a Era Viking, pois os famosos nórdicos, ao chegarem na Groenlândia a descreveram como uma terra verdejante, não glacial como hoje se vê, e a glaciação que seguiu foi um dos fatores responsáveis pelo enfraquecimento dos escandinavos; há carcaças de mamutes que foram congelados instantaneamente na Sibéria; no Pólo Sul encontram-se imensas massas de água, ondas, que se congelaram instantânea e subitamente em movimento! A própria força do gelo, produzido subitamente no pós-dilúvio, pode ter alterado de modo dramático a geologia terrestre - lembre-se que, ainda hoje, as geleiras do Pólo Sul avançam -se movem-, anualmente, cerca de 800 metros!
·       Existem cerca de duzentas cidades submersas no Mar Mediterrâneo, supostas pirâmides submersas no mar cubano e marcas inteligentes nas rochas do leito do Oceano Atlântico, perto das Ilhas Canárias. Uma das cidades mediterrâneas submersas é Pavlopetri, na Grécia, que possui cerca de 5 mil anos de idade. Lembre-se ainda: o Mar Negro, segundo estudos, possui aproximadamente 8 mil anos e no seu leito encontram-se ruínas de cidades.

A Arca de Noé poderia acomodar todos os animais? Primeiramente entendamos que os animais se modificam e adaptam, logo, não é necessário ter todas as raças e espécies na arca, apenas as fundamentais que, por cruzamento e variações genéticas, se diversificariam posteriormente - resumimos os "milhões" em alguns milhares. Estudos afirmam que, por sua dimensões, a Arca poderia conter cerca de 120 mil animais do tamanho mediano, como uma ovelha, o que facilita a resolução do problema ao entendermos que a maioria das espécies é de porte pequeno. As dimensões bíblicas (150x25x15m) nos dão algo entorno de 40.500 m³ de volume e 40.000 m² de área somando os três pavimentos e os animais-base, juntamente com Noé e sua família, ocupariam, segundo análises, 3/4 desse espaço, sobrando algo aproximado de 10.000 m³ de espaço exclusivo para suprimentos, que seriam suficientes para os 150 dias de navegação. Outros pesquisadores concluíram o raciocínio de modo ainda mais assombroso: a Arca equivalia a, aproximadamente, 522 vagões de trem, e os animais-base ocupariam apenas 150 desses vagões, resultando em 25.000 m³ de espaço livre para suprimentos, espaço que poderia suprir cada "vagão" habitado com 1m³ de alimento diário durante os 150 dias e ainda fazer sobrar 166 m³ de mantimentos ao final do cataclismo. Outras análises afirmam que a Arca poderia suportar até 21.500 toneladas de carga e se, dessa capacidade, 5.333 forem ocupadas com a estrutura, 2.000 com água, 2.400 com grãos, 600 com feno, 4.000 com os compartimentos, 200 com as rampas, 200 com as passagens e 400 com os animais, ainda sobrariam 6.336 toneladas, mesmo que o espaço da arca fosse ocupado em sua totalidade.  Levemos em conta que os animais, em altitude, frio e sedentarismo, tendiam a comer menos e que o seu próprio esterco pode ter sido usado para produção de fogo e, até mesmo, o cultivo de mais mantimentos.
Segundo outro estudo apresentado pela Enciclopédia de Dificuldades Bíblias, Gelason Archer, a Arca, se tivesse 135 metros de comprimento, 23 de largura e 13 de altura, em forma de caixa -já que não foi construída para viajar, apenas para sobreviver-, teria um espaço equivalente ao de 2 mil vagões de gado, cada qual com capacidade de carga para 18 a 20 animais - 60 a 80 porcos ou 80 a 100 ovelhas. Segundo o mesmo livro, dos seres que poderiam entrar na Arca há, no mundo, somente 290 espécies maiores do que uma ovelha, 757 espécies de dimensões que variam entre uma ovelha e um rato e 1358 menores do que um rato. O resultado é uma grande sobra de espaço na estrutura!
*Há inúmeros relatos de avistamentos daquilo que se acredita ser a Arca de Noé e o mais convincente deles se deu exatamente na Turquia, na região do Ararat, 6300 pés acima do nível do mar e 200 milhas longe de qualquer costa. Na região há 13 antigas rochas que lembram âncoras e uma imensa estrutura de um navio encalhado, com três pavimentos –dois desmoronados-, 144 quartos identificados, uma porta, rampas, reservatórios de água e, inclusive, peças que parecem ter servido de estabilizadores. Testes mostram uma maior quantidade de carbono nessa estrutura do que fora dela e as suas medidas condizem com o relato bíblico. No local foram encontrados, ainda, pedaços de ferro, aço, titânio e alumínio, sendo o ferro encontrado de forma regular ao longo do barco, em linhas horizontais e verticais. Também há 5400 pregos dispostos em intervalos regulares. Vigas de sustentação para a estrutura podem ser vislumbradas. Nas proximidades foi encontrado um chifre fossilizado e na embarcação achou-se resquícios dos pelos de um roedor extinto, esterco petrificado e cabelos humanos de coloração ruiva. A silhueta do navio, por si só, não pode ser obra do acaso! O achado se deu em 1987 sob responsabilidade de Ronald Wyatt
Outro achado, mais recente, foi tido por arqueólogos chineses numa altitude de 4 mil metros na região do Ararat, onde encontraram uma estrutura imensa de aproximadamente 4,8 mil anos que alegaram ter “99,9%” de chances de se tratar da Arca. Os arqueólogos afirmaram a existência de muitos compartimentos. O responsável pelo achado foi Yang Ying Cing.
Ao longo do tempo, centenas de pessoas relataram avistamentos da Arca umas em andanças, outras testemunhando de aviões e outras, ainda, em expedições. Em 1883, por exemplo, ao menos 8 jornais ao redor do mundo relataram o encontro de uma grande estrutura de madeira escura no Ararate. No final, com as informações, pode-se imaginar como a Arca teria sido: posicionada 4 mil metros acima do nível do mar; vista numa encosta inclinada da montanha; madeira marrom avermelhada; ponta apodrecida e quebrada; buraco como entrada para a estrutura; grande parte enterrada no gelo; estrutura sólida e de alta qualidade; escura e em forma de retângulo. Se isso não é a Arca e se um dilúvio não a colocou lá, como alguém construiria uma imensa estrutura de madeira numa área em declive, altíssima, com ar rarefeito e distante de florestas? Alguém conseguiria fazê-lo ou procuraria viver nesse ambiente? Por que construir algo com mais de um andar se haveria espaço suficiente para construir algo mais amplo? –Fonte: Gerrit Aalten, pesquisador holandês.
Se trabalhamos com o Dilúvio Universal, entendemos que sementes ficaram nos mares, juntamente com algumas criaturas, o que ajudou a terra a se recuperar no pós-dilúvio, isso além dos 166 m³ de suprimentos, com grande quantidade de cereais, que sobraria com Noé, para voltar a cultivar o mundo com o auxílio dos animais que se espalhavam, em especial os insetos e as aves. Se entendemos que o Dilúvio foi local, compreendemos que alguns animais e plantas sobreviveram em terras distantes, facilitando a reestruturação do mundo -e diminuindo ainda mais a quantidade de animais que entrariam na Arca. Antes do Dilúvio os continentes estariam mais próximos, o que facilitaria a chegada de todos os seres por terra, depois o mundo estaria como hoje vemos e é por isso que os animais maiores se encontram nas áreas mais próximas da Ásia Menor, que possuem ligação terrestre - a América pode ter recebido grande animais pela glaciação pós-diluviana, através do Estreito de Bering, congelado ou, até mesmo, por meio de um caminho de gelo formado entre a Europa, Groenlândia e América do Norte - lembremos que, na glaciação, o nível dos mares diminuiu, logo, caminhos de terra se formaram até as ilhas mais isoladas. O próprio ser humano pode ter, pela navegação, espalhado animais pelo mundo antigo. Observação: no Oriente-Médio, próximo da Ásia Menor, onde a Arca parou no pós-dilúvio, existem, ou existiram, representantes de quase todos os tipos de animais, como tigres, ursos, leões, cavalos, carneiros, cães, lagartos, avestruzes, leopardos, hienas, gatos, porcos, sapos... como evidência de que ali desembarcaram os "animais-base", deixando seus rastros. Vale lembrar que o próprio Deus sempre esteve envolvido nesses eventos.
Isso não prejudica a história? O estudo de história, geralmente, se desenvolve em eventos e povos que começaram há uns cinco mil anos, tendo o Dilúvio por volta de 7000 anos atrás, o que não prejudica em nada as compreensões, já que teríamos mais de 1,5 mil anos de folga entre o fim do Dilúvio e o surgimento das mais primordiais civilizações, a começar com o Egito (4000 a.C, Madinat Al-Fayoum) e a Mesopotâmia e Palestina (5000 a.C, Biblos), próximos da Ásia Menor, onde a Arca parou, para, na seqüência, se estender até a Europa e seus monólitos de 5,5 mil anos, como Stonehenge, e a Ásia (2500 a.C, Mohenjo-Daro). Como já vimos, bastariam 1,5 mil anos, com tacha de crescimento de 2% ao ano, para termos 7 bilhões de pessoas, logo, esse recomeço recente, de quase 7 milênios, não implica em nada na colonização mundial, entendendo que a escrita só veio a se fazer evidente uns 2800 anos depois do Dilúvio. É tudo muito simples: havia um punhado de civilizações ocupando o mundo inteiro, um cataclismo varreu o mundo e soterrou-as e, depois dele, um novo punhado de civilizações, num espaço de um ou dois mil anos, já reocupou esse espaço (Olmecas, América Central, 2250 a.C.), são, na maioria dos casos, somente uns poucos metros de sedimentos que separam os povos de 4000 a.C, pós-diluvianos, dos de 5000 a.C, pré-diluvianos, dando a impressão, senão pela camada de terra divisória dos períodos, que existiram sequencialmente quando, na verdade, foram povos bem diferentes, uns destruídos pelo Dilúvio e outros crescendo no pós-dilúvio - e é por isso que, em algumas ocasiões, encontraram-se objetos pertencentes a outros povos e culturas bem pouco abaixo de resquícios de determinada civilização. Dentro dessa questão, vale lembrar, como se lê no livro "A História Secreta da Raça Humana", Michael A. Cremo e Richard L. Thompson, que existem resquícios de ossos e objetos humanos a desafiar as propostas convencionais de datação: crânios e esqueletos em minas de carvão, com supostas centenas de milhares de anos, objetos encontrados a quase cem metros de profundidade, com supostos milhões de anos e outros atrás de antiquíssimos fluxos de lava ou dentro de depósitos de basalto com centenas de milhões de anos, conforme comumente se supõe. Vide o link: "Arqueologia Proibida".
            Lembremos das infindáveis “lendas” sobre dragões e monstros marinhos: seriam apenas mitos, ou, na verdade, lembranças ou experiências?! Aliando os tecidos moles em ossos de dinossauro com as inúmeras histórias e gravuras antigas, creio que, mais do que mitologia, os relatos são frutos da vivência!

O homem era mais forte e inteligente? A Bíblia deixa-nos tal informação, ao relatar um Adão capaz de nomear todas as criaturas, descendentes de Caim, antes do Dilúvio, já trabalhando com metais, pastoreando gado e produzindo instrumentos musicais -Gênesis 4:20-22-, Noé construindo uma grande arca e não muito depois do Dilúvio um grande número de homens cozinhando tijolos e erguendo uma imensa torre -Gênesis 11:1-8. Mas essa capacidade intelectual e física se observa na arqueologia convencional? Na Bósnia, há uns poucos anos, foi encontrada uma imensa pirâmide com cerca de 15 mil anos, 220 metros de altura, pedras de até 23 toneladas e concreto quatro vezes mais rígido do que o nosso atual, em Tihuanaco há monólitos de cerca de 400 toneladas e em Puma-Punku, segundo vi no History Channel, há blocos com cerca de 800 toneladas, isso sem contar com lugares como Baalbek, de pouco depois de Cristo, e suas pedras de 1000 toneladas –alguns falam de 2000- ou os blocos que fundamentam o Primeiro Templo de Salomão em Jerusalém, cujo maior pesa mais de 500 toneladas. O fato é que, depois da Queda, do Pecado, o homem afastou-se de Deus e, uma vez contraíndo doenças, perdendo sua glória e habitando terras mais selvagens, começou a decair e preocupar-se mais em sobreviver do que em se desenvolver e isso, por fim, promoveu uma espécie de involução, tal mais bem observada no pós-dilúvio, tendo o homem de quatro ou cinco milênios atrás construindo coisas bem maiores do que os de três mil anos –conforme o tempo passou e colonizou o mundo, se bestializou com a necessidade de sobreviver e o ambiente selvático, readquirindo a sua velha glória principalmente com o Império Romano, tratando-se, então, de um conhecimento adquirido, não mais do conhecimento inato de que usufruía nos primórdios. *Podemos, ainda, entender que, existindo grandes répteis até pouco tempo, eles podem ter sido usados para a construção de monumentos tão magnânimos, vide Quéops, Cholula, a Pirâmide do Sol e da Lua, Sacsayuaman, a Pirâmide Branca...
Há, definitivamente, um grande punhado de evidências que concordam com toda a narrativa bíblica, partindo da geologia, paleontologia e arqueologia. Introspecto e O Cerne, outros documentos da obra, podem alicerçar melhor teu conhecimento sobre o assunto.

Natanael Castoldi

Leia também:

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Longe... longe!

De fato, estou distante do blog nos últimos tempos. Final do curso de teologia, férias, ocupações na igreja, procura de emprego, aulas de direção veicular, proximidade do vestibular... e, é claro, a confecção de um bom punhado de livros, seis no total, dois totalmente novos e outros quatro tidos pela organização de arquivos do blog. Com uma sensação de dever cumprido, acabei tirando um tempo daqui e me ocupando com outras coisas, porém, ainda assim, mantive alguma ligação com a internet e vocês podem verificar a página que criei no facebook, lá falo sobre arqueologia bíblica, teologia em geral, vida cristã... são imagens com frases curtas, que combinam com o tempo que estou vivendo. Obrigado!! Até a próxima! E, fiquem tranquilos, sem dúvida haverá uma próxima!

Nome da página: Apologética Cristã. Clique -> aqui <-
Qualquer coisa, basta me adicionar pelo nome Natanael Castoldi.

Natanael Castoldi

domingo, 15 de abril de 2012

Referência

Nos últimos tempos meu pai tem escrito artigos com uma temática muito compatível a desse blog, portanto, não vejo motivos de não postá-los com freqüência. Segue uma forte reflexão, capaz de fundamentar muito do que escrevi outrora. Boa leitura! 

Natanael Castoldi

REFERÊNCIA
Por: Pr. Armando Castoldi
14/04/2012
“Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singela. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar”.
O texto acima, da autoria do poeta alemão Berthold Brecht, (1898-1956), foi postado por um amigo, numa rede social. Eu o conheço e conheço sua sinceridade, seu idealismo, seu desejo de contribuir para deter essa avalanche de desatinos que se abatem sobre o mundo.   Mas, eu me arrisquei a fazer-lhe uma pergunta: “E quais seriam os critérios?” Ele respondeu-me: “Ética, ethos, valores, ordem e progresso”.
Só que numa época como a nossa, não é tão óbvio o que tudo isso significa. Sim, porque os termos já pouco ou nada dizem. O que é tido por ético num mundo onde grassa a hipocrisia? O que significam valores, quando a plena liberdade de expressão assumiu a condição de valor supremo? Como falar em ordem quando a hierarquia na família e na escola é destituída pela imposição da própria lei?   O que significa progresso quando em seu nome se toma o direito de inviabilizar o futuro?
Na terça-feira última, ouvindo o rádio, um comunicador lançou uma pergunta interessante: -Será que os desembargadores que determinaram a retirada do crucifixo dos prédios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, trabalharam no feriado da Páscoa? -Sim, por que o crucifixo é o maior símbolo da Páscoa!   Mas é lógico que eles fizeram seu feriado e, se não o fizeram, certamente não terá sido pelo motivo exposto.
Sim, Brecht tinha razão! Devemos desconfiar de tudo, até do mais trivial, mas falar de ética, de valores, de ordem, pouca relevância tem quando o homem desaprendeu de pensar. Será que emburrecemos todos? Será que já desistimos?
De fato, nada é impossível de mudar, porém há ainda um grande fator complicador de tudo: Mudar para onde? Para o quê? Mudar como?  Concordo que precisamos desconfiar de tudo, mas depois de desconfiarmos de tudo, em que ou em quem poderemos colocar a nossa confiança?
Uma das primeiras lições que aprendi na aula de História é que deveríamos conhecer o passado para compreender o presente e assim construir o futuro. Hoje nada disso importa, pois já não conseguimos conectar um conceito ao outro, quanto mais o passado ao futuro.  O pensamento pós-moderno colocou tudo em compartimentos separados e assim o que sobra é que ninguém pode dizer nada sobre qualquer coisa que seja , porque ao fazê-lo inevitavelmente estará ofendendo alguém e a isso foi dado um nome poderoso: Preconceito! É assim que os monstros estão saindo da escuridão e se expondo à plena luz, porque afinal, todos possuem os mesmos direitos. Essa é a triste realidade de uma sociedade sem “preconceitos”.  
Mas, como aprendi na escola primária, não há futuro sem a compreensão do passado.  Precisamos retomar a consciência daquilo que somos.  Não haverá futuro se não nos reconectarmos à nossa verdadeira origem. Definitivamente, o humanismo não é a saída e muito menos o ateísmo. Uma sociedade sem o temor de Deus descerá inevitavelmente aos níveis mais profundos da degradação. O ser humano precisa de referências e a grande referência já esteve entre nós. Que eliminem os símbolos do cristianismo; que façam calar os pais, professores e profetas, porém a humanidade não conhecerá outro salvador - o mesmo, que por todos esses sinais,visivelmente está prestes a retornar: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o transpassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!” – Apocalipse1.7.
Prezado leitor: Eu o desafio a vasculhar o passado, olhar atentamente para o presente e imaginar um futuro. Tente encontrar um nome que possa obscurecer o nome de Jesus. Mas se não achar algum, por coerência, siga a Jesus, porque em todos os aspectos, Ele é de fato a grande referência e a única esperança!
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
Leia também:

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Lado Oculto da Vida

Na televisão paga se vê de tudo... e foi num daqueles programas que você não entende como vieram a existir, que ouvi uma história interessante. O programa, não me lembro o nome e, tampouco, o canal, tratava do serviço dos limpadores de forro, sótãos e todo o tipo de ambiente que fica entre a área de convívio da família e o teto, mostrando quantidade de coisas, muitas estranhas, que vão se acumulando bem acima da cabeça das pessoas sem que percebam ou, até mesmo, saibam. A sujeira está lá, mas ninguém vê e ninguém se preocupa com ela até que algum cheiro ou líquido escorra pelas paredes - tecnicamente, a sujeira nem existe aos olhos de quem não a vê até o momento em que ela não se evidencia. Num dado momento, um dos profissionais relatou uma história irônica e engraçada envolvendo essa questão: numa antiga igreja, por cem anos morcegos se multiplicaram acima das cabeças dos fiéis e entupiram, gradativamente, toda a parte superior do edifício, sem que ninguém percebesse ou desse atenção aos pequenos sinais de que, nas alturas, havia um imenso depósito de detritos suspendido sobre o salão principal, ninguém notou até que... no meio de uma missa a estrutura chegou no seu limite e rompeu-se, fazendo os enormes montes de excrementos caírem por sobre os membros da congregação, que perceberam o problema tarde demais e da maneira mais difícil. Dessa rara história, consegui tirar três lições fundamentais, uma sobre a existência de Deus e o juízo divino, outra sobre a nossa conduta perante O Criador e, por fim, uma terceira, relativa ao nosso relacionamento com as outras pessoas.
Por que cargas d'água só existe aquilo que conseguimos ver?! Tocar com as mãos, sentir com o olfato ou audição? Por quê?! Ora, os antigos astrônomos nunca viram os dois lados da lua e nem por isso disseram que ela era um disco ou uma bacia, pelo contrário: os mais sábios, pela análise da única face visível, compreendiam se tratar de uma esfera quase perfeita, com outro lado idêntico. Não é porque você nunca tocou ou analisou de perto a grande árvore que cresce no topo da montanha ao longe que ela seja somente uma ilusão, que você não possa provar a sua existência e, tampouco, que só exista o lado que você vê, já que o outro nunca foi visto nem provado por ti. O ser humano não está em posição de determinar verdades com base em seu ponto de vista, em sua percepção, segundo as ferramentas que dispõe, o pensamento predominante e as ganâncias que possui, existe uma verdade que transcende o que se pode ver, uma outra face da vida, o lado oculto do Universo, onde o próprio se enraíza, de onde o próprio brota e se fundamenta, o corpo oculto do iceberg, o enterrado alicerce da cabana, o invisível lençol de onde surge o córrego.
Assim como entendemos que existe uma nascente quando vemos o rio, que existe um alicerce quando vemos a cabana e que existe um grande corpo submerso quando vemos o iceberg, com base em química e física, podemos entender que, com o Universo expandindo-se em "algo", exista uma "nascente", um corpo maior por detrás, um alicerce fundamental constituído de elemento, não um absoluto vazio, mas uma causa de imensurável poder como fonte do efeito colossal que podemos ver. Essa é uma questão elementar e ignorar a existência inquestionável desse que é Deus está mesmo no nível de alguém ignorar a existência de seu próprio cérebro, pois não pode vê-lo -"apenas" senti-lo- e não importam a lógica, as evidências e, tampouco, a opinião dos demais. "Mas o cérebro nós conhecemos, estudamos e, com a tecnologia, podemos vê-lo dentro do crânio, com Deus não é assim!" Quando entendemos que tudo o que acontece hoje é regido pela causa e efeito, pela ação e reação, numa quantidade decrescente de energia, não temos outra alternativa senão a de ver nas Origens o mesmo padrão -o que é impossível hoje, também há de ter sido impossível ontem-, sendo assim, ignorar Deus, mediante tantas evidências científicas e lógicas,  é o mesmo que ignorar a existência do cérebro mediante o mesmo grau de evidências científicas e lógicas,  o que se torna ainda mais forte quando entendemos que o próprio cérebro é assombrosamente complexo demais para ter se originado de uma evolução casual, por tentativa e erro, à partir de seres absolutamente inferiores. "Mas", você pergunta, "no que isso se relaciona ao tema em questão?"
Não gosto da ideia de usar a sujeira escondida como figura para a existência de Deus, pois, como já disse outrora -"Inescapável" e "Pandemia"-, o que é construtivo, benéfico, puro, amigável, amoroso e etc, precisa possuir ou vir de uma fonte intelectual, enquanto o oposto é apenas a degradação do que já existe - e, existindo organização, beleza e amor no universo visível, podemos entender que Deus existe e é extremamente benigno, perfeito. O que posso extrair da história e relacionar com a postagem é que nem tudo o que não vemos, não sentimos ou não conhecemos só por isso inexiste, pois nosso ponto de vista, ridiculamente pequeno, não é capaz de determinar existência ou inexistência pela mera análise de observação, experimento e repetição - não é porque não vemos o outro lado de uma montanha que ele não existe, não é porque ainda não chegamos ao cume da mesma, observando-o, experimentando-o e tornando a experimentá-lo, que ele seja uma ilusão - tudo tem o seu "outro lado" e o cosmos não é exceção! Existe muita coisa acima do teto do Universo que não somos capazes de ver ou compreender! Mas o que existe acima da imensa vastidão desse cenário extremamente complexo e belo, faz-se evidente pela própria complexidade e beleza que observamos, entendendo que nada entra em movimento sem um agente externo fazê-lo, entendo que nenhuma obra de arte coesa se forma sem a existência de um artista, compreendendo que uma complexa máquina não pode ser construída sem a existência de um engenheiro, que um organizado sistema não pode formar-se em a existência de um arquiteto, que aquilo que possui energia não pode existir sem uma fonte -"Pelo que luto"... Sem dúvida, do Teto do Universo escorrem rios de evidências de que existe alguém no andar de cima! E ninguém, pela mais simplória ou profunda filosofia e ciência é capaz de não percebê-lo, como é dito em Romanos 1:20. O Criador quer fazer-se o mais evidente possível, até os limites de nosso livre arbítrio para, em amor, mostrar-se inquestionável aos incrédulos para, quando se prostrarem voluntariamente, virem a conhecê-Lo mais profundamente. O homem que descrê em Deus não é muito diferente de um feto que descrê na existência da mãe ou no mundo exterior, por não vê-la ou vê-lo. C.S. Lewis tem duas frases que se encaixam perfeitamente nesse parágrafo: "O homem orgulhoso está sempre olhando de cima para baixo, para as coisas e pessoas: é evidente que enquanto você estiver olhando de cima para baixo não pode ver o que está acima de você"; "O homem que tenta diminuir a glória de Deus, recusando-se a adorá-Lo, é como um lunático que deseja apagar o sol escrevendo a palavra 'escuridão' nas paredes de sua cela".
É aqui que entra o ponto central dessa parte do artigo: o homem, voluntariamente, tem ignorado a existência inquestionável dO Criador. Isso, de fato, é algo que tenho percebido há algum tempo: nenhum -ou quase- neo-ateu que argumenta contra a ciência e moral cristã, está disposto a ouvir ou ler uma resposta coerente da parte da oposição, simplesmente não dando atenção nenhuma ao dizer, entendendo apenas uma parcela do todo, desvirtuando a verdade dita ou mudando de assunto, rumando para ataques morais nos cristãos ou trazendo mais questões. Não parece haver interesse nenhum, nenhum mesmo, de conhecer a verdade, de conceber o que é mais coerente, de mudar ou de, compreendendo honestamente os valores bíblicos, estimular uma reforma na fé cristã, para fazer valer o seu melhor, em nome do bem geral! Eles querem argumentar a sua incredulidade, que gera conforto e egoísmo, sem abrir mão de cegueira, desonestidade, parcialidade ou hipocrisia. Eles querem é ver a Igreja pegando fogo, arruinada, cada vez mais suja e condenável, eles querem o fim completo do cristianismo e ponto final, independendo de qualquer argumento ou verdade, sendo o que considero como uma postura voluntária e incondicional, completamente irredutível. Se eles desejassem ver com honestidade, certamente perceberiam as razões científicas e morais contidas nas Escrituras e valorizariam o que há de bom na Igreja, mas não querem, provando que o seu anticristianismo não parte do desacordo com a Bíblia, com Deus, com a Igreja ou qualquer outra coisa, mas, sim, pura e simplesmente de si mesmos - eles são os culpados, culpados que põem a culpa nos outros. Eles sabem, simplesmente ao se olharem no espelho ou vislumbrarem uma belíssima paisagem, que Deus existe... eles sabem que a existência de Deus, inquestionável com base no mínimo esforço filosófico e científico, não pode entrar em xeque por intermédio da má conduta humana! Portanto, são indesculpáveis e O Pai sabe disso. Diante de uma situação assim, discutir não adianta, principalmente quando partimos do ponto de que o próprio ateu sabe, no seu coração, que está numa situação perigosamente incerta - não precisamos argumentar em demasia, ele sabe! O que devemos fazer é seguir o conselho de Chesterton: "Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que ele deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar a cada mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio".
A humanidade, atualmente, pode ser dividida em quatro perante Deus, o bíblico: os Seus filhos fiéis e obedientes -não perfeitos nem excelentes, mas dispostos-, a quem já reservou uma morada no Paraíso -João 14:2-; os "cristãos" por tradição, cultura, herança familiar ou vaidades, que se dizem "filhos de Deus", mas não seguem absolutamente nada do que Jesus orientou, sendo, portanto, o mesmo que qualquer incrédulo -ou pior, pela hipocrisia-; os membros doutras religiões diversas, que, pelo fato de não terem O Cristo como Salvador, então numa situação perigosa; e os ateus, que são religiosos doutra categoria, já que, quase que na totalidade, descreem em Deus, no cristão, por livre, espontânea e irredutível vontade. Deus é amor -1 João 4:16- e justiça -Salmos 7:9-, portanto, trabalha de modo particular com cada categoria: os primeiros, já salvos, encontrar-se-ão com O Pai assim que morrerem -Lucas 23:43-; os cristãos hipócritas que, tendo acesso à verdade não a desejaram conhecer, pecando voluntariamente, serão julgados severamente, segundo a perversidade de seus corações -João 15:2, 6-; os crentes noutras religiões serão julgados segundo as intenções de seu coração, pois Deus inseriu, conforme já descobriu a neurociência, os valores morais numa parte específica do cérebro, e todos, universalmente, entendem o que é certo e errado -Lucas 12:48-; os ateus, no âmbito da incredulidade voluntária, serão julgados por sua rebeldia aberta e ilegítima contra Deus e, se morrerem nessa situação, jamais poderão ser perdoados -Provérbios 19:29. Para essas quatro categorias existem três mundos: o Céu, para onde vão diretamente os verdadeiros filhos de Deus, o Mundo dos Mortos, onde estão, temporariamente, todos os que morreram na condição de iniquidade, e o Inferno, para onde irão os que forem julgados para tal condenação. A ideia é a seguinte: por Cristo os cristãos verdadeiros são justificados e salvos para o Paraíso, mas os que não se converteram, por não optarem por Jesus, rumam o Hades. No Hades, no Dia do Juízo, todos os ímpios serão severamente julgados segundo o seu coração e todos os que, conhecendo a Deus, O negaram ou praticaram voluntariamente a iniquidade, serão lançados no Inferno, enquanto aqueles que, desconhecendo a Verdade, se portaram de modo coerente com o padrão moral que nos é inato, que viveram regidos pelo caráter, serão privados da condenação e salvos em Jesus - acontece que será muito difícil qualquer homem conseguir justificação dessa forma, portanto o melhor caminho é O Filho, escolhido ainda em vida, vide Hebreus 9:27-28. Trabalhei com essa questão para alicerçar melhor o que segue:
O Pai criou o homem e a mulher, dando-lhes liberdade e opção - do contrário, se fossem máquinas programadas, seriam nada mais do que espelhos ou algo como cartas de amor que Deus escreveria para si mesmo - e, nessa opção, desobedeceram, isso mesmo depois de Deus ter alertado -Gênesis 2:17. O Pai não aniquilou a humanidade, permitiu a sua sobrevivência em pecado, falando a homens e usando homens para falar a Sua verdade salvífica, isso em palavra e em escrita. Deus levantou profetas para alertar, ergueu alianças -Deuteronômio 4:31-, fundamentou estatutos -Salmos 19:7-, prometeu bênçãos -Deuteronômio 30:19- e, de antemão, alertou para os perigos da iniquidade -Romanos 6:23. Ele correu atrás do homem, sabendo que este, sozinho, não conseguiria agradá-Lo. O Pai, mesmo diante da transgressão, sempre deu mais uma chance e um novo aviso, teve paciência, suportou o pecado e só julgou depois de selados contratos, devidamente avisadas as conseqüências e exauridas as chances e o temor dos povos. O Pai quer promover salvação, por isso deixou-Se evidente na Criação -Salmos 19:1-, permitiu ser encontrado -Jeremias 29:13-, levantou profetas, inspirou a confecção de um grande livro e, por fim, enviou o Seu Filho -Hebreus 1:1-, em carne humana, para ser o humano necessário para, em justiça, pagar o preço de morte exigido desde Gênesis 2:17. Jesus, inclusive, desceu ao Hades para pregar a Boa Nova aos cativos e dar-lhes uma nova chance, já que morreram antes de Ele vir ao mundo -2 Pedro 3:18-19.
Deus precisa, até hoje, julgar a iniquidade humana, principalmente daqueles que não foram redimidos da pena pelo sacrifício de Cristo, isso com base em três princípios: o homem deve colher o que semear -Gálatas 6:7-, o próprio afastamento de Deus traz caos e dor -Gálatas 5:19-21- e o Reto Juiz precisa condenar o ato de rebeldia contra a Sua autoridade e santidade -1 Coríntios 6:9-, sendo, atualmente, o maior juízo a própria condenação ao Inferno, para onde vão, voluntariamente, os que, em vida, disseram: "eu não quero Deus, por isso zombo dEle em ceticismo e devassidão". O livre arbítrio impede Deus de obrigar os homens a segui-Lo - e se alguém não quer Deus, pra onde irá? Para onde Ele não está em plenitude! O fato é que O Criador também precisará destruir esse mundo corrompido, afim de renová-lo, restaurá-lo segundo o Seu padrão de perfeição e, para tal, não irá poupar ninguém que carregue consigo, voluntariamente, a marca do pecado -2 Crônicas 24:20-, e não mudará de planos por causa da insatisfação de uns poucos. Deus precisará destruir para dar um basta definitivo em todo o caos do pecado, em prol de algo maior e melhor, mas isso não significa que Ele quer, que Ele tenha prazer em destruir, senão não avisaria com antecedência -Malaquias 2:2-, senão não teria enviado O Cristo para nos avisar e salvar -João 3:15-17- e, muito menos, teria inspirado a Bíblia -2 Timóteo 3:15. Se Ele avisa é porque quer arrependimento -Atos 3:19- e quer arrependimento para evitar a nossa destruição -Hebreus 5:9-, afim de ter uma eternidade maravilhosa com os que optaram por Ele -1 Coríntios 2:9!
Essa é a questão! Deus avisa. Ele vai destruir e reconstruir! Os homens sabem disso, mas não querem ouvir... E Deus não muda, por isso Seu juízo se acumula, já que, cada vez mais, tornamo-nos, como humanidade, indesculpáveis e passíveis de tremenda destruição. Toda a oposição voluntária à Deus está enchendo as taças de Sua ira -Apocalipse 15:7-, Ele, cada vez mais, está vendo uma humanidade irredutível em sua devassidão -2 Timóteo 4:3-4-, uma humanidade irremediável -Romanos 1:21-22-, mesmo tendo acesso a toda a revelação de Deus e Sua disciplina. Ele sabe que as coisas não irão mudar -Jeremias 17:9-, por mais que se mostre e faça visível -até o ponto em que não burla o livre arbítrio-, portanto, tendo homens que não aceitarão a restauração por si mesmos, para restaurar terá que destruir e, sim, destruirá! A Sua ira está crescendo, acumulando-se sobre os tetos do Universo, alimentada, incentivada e requisitada por uma humanidade que comete a transgressão, que zomba, que se idolatra e que já declarou inimizade explícita contra Deus. Tudo o que o homem semeia, colhe... se pede para ser aniquilado, ao fazer exatamente o que a Bíblia diz para não ser feito, exatamente aquilo que produz juízo, será destruído! Ora, é o livre arbítrio: quer a aniquilação por livre e espontânea vontade? Assim sucederá -Romanos 1:24! Leve em conta que tudo o que Deus nos pede promove a vida -Mateus 5-, pois Ele é o criador e mantenedor da vida -João 1:3-4- e, portanto, o que é transgressão, na verdade, trata-se de um atentado à sobrevivência física e espiritual -Romanos 1:28-32 e 2 Timóteo 3:2-7! Ao desferir juízo, portanto, Deus só potencializa uma realidade de morte já imperante e escolhida por aquele que decidiu permanecer como Seu inimigo.
Então, brincando com fogo, cutucando o perigo, enfiando dinamites em todos os seus fundamentos, o homem, sem saber -ou já sabendo-, está no limiar de sua destruição -está pedindo-a, está promovendo-a. E o Deus que muitos dizem inexistir, Aquele que mora no "andar de cima", está entupindo o teto do Universo com Seu ardor, com Seu juízo e segurando-o até o limite que conseguir suportar -a iniquidade é insuportável para o santo Deus-, afim de preservar a humanidade, que ama, o máximo possível -2 Pedro 3:9-, mas chegará um momento em que as estruturas se fenderão e o julgamento cairá sobre o mundo!! O estrume que a humanidade depositou voluntariamente ao longo da história por sobre sua cabeça, pela transgressão e indiferença, cairá todo por cima dela, soterrando-a no produto de seu próprio e consciente pecado. Quando a humanidade menos perceber, os explosivos que depositou "de brincadeira" em seus alicerces, explodirão e promoverão a sua queda! Nessa hora, então, os homens finalmente olharão para cima e dirão: "Era verdade! Havia alguma coisa além do alcance de nossa visão, coisa que ignoramos por milênios..." E antes de o pensamento se concluir, o estrume encherá a sua boca. O juízo que não viam, provindo do Deus que ignoravam, se fará visível do modo mais doloroso e mortal, sem ninguém estar esperando -afim de preservar o livre arbítrio e testar o coração humano- e, fazendo-se visível, mostrará um Deus irado dando o golpe final no velho monstro chamado Pecado. E será tarde para os servos desse monstro!! Os céticos, que hoje afirmam que Deus não existe sem ter certeza e, assim, zombam dEle, da mesma forma que fazem os falsos cristãos, certamente se surpreenderão quando o esterco que tentaram -sem sucesso- lançar contra Deus, cair por sobre eles -Malaquias 2:3! É impossível, obviamente, ferir Deus, portanto, quem quiser tentar fazê-lo, não sendo Ele uma opção para tal, já que o Tudo é infinitamente superior ao "meio-termo" -leia "Filosofia Simples"-, acabará ferindo a si mesmo, pois, havendo apenas dois lados, se um lado, na defensiva, está invulnerável, e alguém for ferido, só poderá ser o lado de quem atacou, não é? Inimizade contra Deus é o mesmo que alguém, voluntariamente, direcionar um canhão contra a sua própria casa!
Da mesma forma que existe um lado oculto no Universo, uma realidade maior que não conseguimos ver, também existe uma faceta oculta em nossa vida: a esfera espiritual. Esse ponto trata da célula responsável, em conjunto, pelo mal da humanidade, já que os homens, individualmente, a constituem. A lição da história contada no princípio da postagem também cabe muito bem aqui: quando entendemos que Deus existe, mas que também existe um mal pútrido no Universo -1 João 5:19-, que podemos perceber nitidamente por intermédio de traições, dor, mentiras, vícios, morte... também entendemos que podemos nos encher do que é maligno -Mateus 6:22-23- ou do que é de Deus e, portanto, benigno -Filipenses 4:8. Existem três formas de enchermos nossa vida do esterco do pecado: o que não se entregou ao Filho e não aceitou o Seu sacrifício salvífico, já nasce imerso na iniquidade (1) herdada física e espiritualmente de Adão -Romanos 3:10-, mas pode poluir-se e perverter-se ainda mais (2) pelo ato do pecado, através do adultério, bebedeiras, violência... não podemos esquecer que o cristão, mesmo já salvo, pode, voltando ao ato contínuo do pecado, encher-se e perverter-se nessa mesma podridão -2 Pedro 2:20-22- e, por fim, a própria omissão -Tiago 4:17-, mornidão -Apocalipse 3:16-, paralisia do cristão (3), pois o relacionamento com Deus só se desenvolve de modo diário e contínuo e o descanso espiritual só permite que os braços da carne agarrem mais firmemente a nossa vida, à ponto de poluir pelo destemor, pela preguiça, pelo egoísmo e vaidades, a nossa alma, afastando-nos do Pai. Cada passo pecaminoso que damos, numa realidade sem Deus ou sem a confissão de pecados diante dEle -1 João 1:9-, insere um pouco mais de sujeira em nossa alma e, de modo gradativo, nos enchemos de lixo e obstruímos todas as saídas, reduzindo cada vez mais as nossas chances de libertação, cegando-nos cada vez mais em vícios e prazeres. Aos poucos, sem percebermos, quando pensamos que temos o controle da situação -1 Coríntios 10:12-, somos dominados e acorrentados -2 Pedro 2:19-, até que o teto de nossa vida espiritual, entupido de trevas -1 Pedro 5:8-, arrebenta e tudo vêm à tona: reconhecemos que estamos totalmente imersos na iniquidade -2 Pedro 2:9-10-, que não conseguimos mais nos libertar por conta - isso quando o ruir do teto de nossa vida não vem num ato de adultério, traição, roubo e outros atos repulsivos e escandalizantes -Lucas 6:45. Quando ignoramos a integridade da nossa alma, quando negligenciamos o seu cuidado -Mateus 23:25-26-, preocupando-nos mais com o exterior -coisa muito bem pregada pela teologia da prosperidade-, nos entupimos, cada vez mais, de detritos que nós mesmos produzimos e colocamos, voluntariamente, para dentro de nossa alma, chegando a um ponto insustentável. É claro que Deus condenará à morte aquele cujos genes espirituais estiverem abarrotados de coisas mortais! Na verdade, O Pai só irá oficializar uma situação já imperante -1 Tessalonicenses 4:7!! A vida com Deus exige santidade e santidade exige integridade, esforço, caráter -Tiago 1:21; 2 Coríntios 7:1!
O terceiro ponto, para concluir, está na nossa relação com os demais. Falamos sobre a relação da humanidade com Deus, do "eu" com Ele e, agora, do "eu" com o próximo, o que também determina obediência ou desobediência para com Deus -Mateus 22:39. A lei que rege a sociedade atualmente é a da selva, a do mais forte: ninguém realmente se preocupa com a integridade dos demais, obrigando-os a aceitar a imposição da sua vontade, dos seus prazeres e dos seus gostos, tudo em nome da "liberdade de expressão". Ninguém mais pensa no bem geral, ninguém mais tenta melhorar em nome do todo, ninguém mais se priva de algo em prol do bem estar dos próximos, ninguém! Então todos buscam exercer domínio ideológico e comportamental por sobre os outros, afim de determinar, pela força, um maior poder, acontece que essa conduta, geral, faz de todos, enquanto "livres", escravos, prisioneiros, pois cada um, enquanto invade a liberdade e soberania do outro, tem a sua própria liberdade e soberania invadida, fazendo do teoricamente benéfico cenário anarquista, um verdadeiro campo de concentração, onde todos se prendem e caminham para a morte geral. Essa filosofia, do prazer extremo, incondicional, imediato e egoísta, tem promovido uma troca de estrume sem precedentes entre os indivíduos. Um invade a liberdade do outro e, rompendo os tetos de sua vida, despeja toda a imundície verbal, auditiva, visual... que o domina, poluindo ainda mais a vítima que, por sua vez, despejará essa sujeira, juntamente com a sua particular, noutra pessoa e assim por diante. Todos se enchem de podridão através da televisão, rádio e internet e, nas ruas, saem espalhando e recebendo a sujeira que os toma. O problema maior é que esse egoísmo todo não tem poupado as crianças que, na inocência, recebem uma quantidade insuportável de lixo dos mais velhos, poluindo-se extremamente, tornando-se precoces, perdendo a infância e caminhando para um negro futuro de vícios, sexo e morte. Quase todas as relações humanas têm se desenvolvido com base na troca de lixo, com um, baseado no seu pior, procurando o mais sujo do próximo e dando-lhe em troca aquilo que também lhe é mais sujo - relacionamentos fundamentados em inveja, egoísmo, interesses materiais, sexo casual e prazer momentâneo, tudo em prol do "eu", usando os outros e sendo usado e abusado por eles. É uma troca sem fim, sem precedentes e sem paralelo de pecados e, infelizmente, os que querem manter sua integridade acabam se tornando vítimas passivas de tão grande bombardeio de estrume. Sim, vivemos numa humanidade literalmente enfiada em esterco! Vivemos numa sociedade tão imersa nele que o próprio cérebro de seus indivíduos parece ter se tornado como tal!! O sistema que se formou é simples: você oferece estrume em troca de estrume, morte por morte, se somando exponencialmente, um sugando e sendo sugado pelo outro, numa relação de pecados que só pode terminar com todos, de tão sugados, atirados ao chão como sacos vazios - "eu me sugo", "eu te sugo", "você me suga" e "nós lançamos num abismo sem fim tudo o que temos de bom".
Essa é a realidade de nosso mundo para com Deus, para com os próximo e para conosco. Somente morte e juízo! Mas é claro que existe uma alternativa benigna: abrir mão do egoísmo, prostrar-se de joelhos e olhar para cima, reconhecendo a soberania e a glória do Pai, confessando a nossa podre condição e aceitando o que Deus fez por nós através de Seu Filho. Uma vez livres do pecado, basta-nos, em esforço, viver dignamente, em santidade, protegendo-nos do bombardeio pecaminoso que nos cerca -Efésios 6:11-18- e levando  virtude aos que só sabem sugar, baseando as nossas forças em Deus, permitido-nos levar a Palavra da Vida aos que estão se matando, para que não se suguem até a morte ou façam cair o juízo do Pai sobre as suas cabeças, mas para tal precisamos estar dispostos a abrir mão de nós mesmos, permitindo-nos sugar até que for necessário para que os incrédulos que nos cercam se rendam diante do Senhor. Dessa forma poderemos mudar a realidade deprimente em que vivemos e, sabendo da vindoura ira de Deus, tirar do Salão do Juízo os que nos ouvirem antes que o teto fende e tudo se cubra do dito excremento - O Pai quer salvar e nos enviou como sentinelas, para que alertemos para o perigo que se aproxima, como faróis, para indicarmos o caminho correto em meio às trevas, afim de os que nos ouvirem e verem, se salvem da grande tempestade que virá, vide Mateus 5:13-16 e Filipenses 2:15! Uma vez lavados e rotineiramente purificados -João 13:10-, esperando pelo vestir de roupas brancas e puras no Céu -Apocalipse 3:4-, por que não procurar o mesmo bem para os que, sem perceber, estão mergulhados até o pescoço num fétido esgoto -Romanos 6:20?! Reanalisemos a bondade inquestionável de Deus, que precisa restaurar o Universo, e nos comprometamos! Ele avisa -Deuteronômio 30:19-, Ele se deixa encontrar -Jeremias 29:13-, Ele enviou o Seu Filho para promover nossa salvação -João 3:16-, Ele se faz evidente na Criação -Romanos 1:20-, Ele se faz evidente na Bíblia -2 Timóteo 3:15-, Ele envia homens para pregar a Sua verdade -2 Timóteo 4:1-2-, Ele dá chances -Malaquias 2:2-, Ele sempre perdoa -1 João 1:9-, Ele enviou o Espírito Santo para nos ajudar -João 14:26-, Ele nos julga pelo nosso caráter -1 Samuel 16:7! Como não ser salvo?! Só um louco é capaz de dizer "não" a Deus diante disso tudo! Ninguém tem como dizer que Ele é injusto ou não quer salvar... Então, entendendo a Sua existência e a situação crítica em que nos metemos, mudemos de postura!
Natanael Castoldi

Leia também:
-Nas areias do Coliseu
-Olhos de goblin
-Necrópolis
-A Fenda Abissal
-A História do Mundo
-A Máquina do Tempo
-O Ideal
-Inegável
-Incoerência
-Pequeno detalhe
-A Razão

sábado, 7 de abril de 2012

Quadro negro

O título "Quadro negro" me pareceu apropriado, pois, passível de duas interpretações, consegue introduzir bem os dois últimos artigos de meu pai no jornal local, o primeiro relativo a santidade, a mudança, a transformação, tal produzida por Cristo que, como num quadro negro, é capaz de apagar o triste passado humano e recomeçar, é capaz de apagar a nossa velha e deprimente realidade e reescrever uma nova história. O segundo artigo trabalha com a outra interpretação para "quadro negro": a situação de depravação humana, tendo-nos, na foma de criaturas caídas, como verdadeiros predadores, sanguessugas, consumidores de tudo e todos - inclusive sere que tentam, sem sucesso, obviamente, consumir o próprio Deus. Leia, reflita e coloque algumas idéias no lugar durante esse tempo de páscoa. Boa leitura!
Natanael Castoldi

A HISTÓRIA AO REVERSO
Por: Pr. Armando Castoldi
29/03/2012

Ao olhar para as incoerências do ser humano, incluindo as minhas, lógico, chego à conclusão que se eu fosse ou estivesse no lugar de Deus, provavelmente já teria posto  um fim nesse lamentável destino que o homem tem dado a si mesmo.    
Nesta semana eu estava relendo o livro de Levítico. O Livro de Levítico pertence ao conjunto dos primeiros cinco livros da Bíblia, que se chama “Pentateuco”. Os judeus chamavam simplesmente de Lei. O termo “Levítico” é uma derivação da tradução grega que significa “assuntos pertencentes aos levitas”, uma classe de homens encarregados de exercer o sacerdócio dentro da nação de Israel. O título original na língua hebraica, no entanto, é “Vayikra” que significa “E ele chamou”.
A expressão hebraica traduz melhor o conteúdo do livro, pois seu teor básico pode ser resumido numa mensagem elementar: O Deus santo chama um povo para viver seu padrão de santidade. E falando em semântica, a palavra santidade significa literalmente “separar” ou “ser separado para Deus”.   Dentro da terminologia do culto do Antigo Testamento tudo o que era separado para Deus, era considerado santo.
Então, lendo o livro de Levítico, tive mais uma vez essa terrível sensação de que pelo padrão de santidade de Deus eu já teria sido morto “umas quantas vezes”.  Mas foi exatamente por isso Deus nos deu a Sua lei, para que pudéssemos ter um parâmetro para aferir a nossa conduta; para que não perdêssemos a referência de quem somos; para que pudéssemos compreender o grau de responsabilidade que pesa sobre nós.   
De fato, há algo errado conosco e, das tantas formas que poderíamos descrever essa condição talvez ninguém tenha sido mais exato que o Rei Salomão: “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal” – Eclesiastes 8.11.   
E não é assim? Não somos exatamente como crianças teimosas que insistem em colocar a mão sobre a chapa quente do fogão? Essa provocação, aliás, não é privilégio daqueles que não conhecem a Deus, porque infelizmente a trajetória do cristianismo continua sendo manchada por exemplos bem concretos desse abuso.
Você pode perguntar: Como isso pode acontecer? Bem, essa é a grande prova da nossa inclinação maligna; essa é a grande prova que estamos todos à beira de um abismo sem fim; essa é prova de que nas mãos do homem as coisas mais sagradas podem ser corrompidas. E isso prova enfim, que a Bíblia é verdadeira!
Por isso, eu leio a Bíblia toda e não somente aquilo que parece ser mais conveniente.  E  quando a leio, me deparo com três realidades: Primeiro, encontro a realidade de Adão, o homem decaído, a minha própria natureza que sempre quer me induzir a transferir a culpa e me esconder de Deus.  Depois encontro a lei, que me desafia, me apavora e me condena, pois não consigo cumpri-la.  Mas finalmente, se prossigo, encontro a Jesus. Diante dEle, não tenho outra coisa a fazer senão me curvar em reverente submissão.
Jesus, sob todos os aspectos, é tão diferente: “O qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquela que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” – 1 Pedro 2.22-24.
Prezado leitor: Veja que fato extraordinário! Sendo Jesus quem é, e tendo feito o que fez, criou uma ponte sobre esse abismo instransponível entre a nossa natureza corrompida e a perfeita lei de Deus.  Por sua vida, morte e ressurreição, Jesus realizou o inconcebível feito de escrever a história humana ao reverso, tornando possível, por exclusiva graça , o nosso retorno ao Pai.  Isso define a Páscoa!
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
Armando Castoldi


CONSUMIDORES
Por: Pr. Armando Castoldi
04/04/2012

Nos últimos tempos tenho feito algumas viagens de avião, o que já não é mais algo fora do comum, pois em muitos casos está bem mais em conta voar do que andar de ônibus ou de carro. Porém o extraordinário, se já não está mais no privilégio ao acesso, continua presente no simples ato de voar.  
Semana retrasada fui para Londrina-PR, com escala em Campinas-SP.  Sendo assim, por voar mais que o necessário,  passei bastante tempo no ar.   Na ida o avião enfrentou muitas turbulências, tendo que atravessar uma tempestade de botar medo, porém na volta o dia estava muito lindo, com o céu parecendo mais um campo de algodão. E foi na volta, voando bem acima das nuvens que fiquei meditando na singularidade da vida.  
Incrível, mas subindo apenas alguns quilômetros, tudo aquilo que conhecemos como vida, fica abaixo de nós. Ali, nesse ínfimo espaço entre as nuvens e a terra é que tudo acontece. Acima de nós, ainda algumas camadas invisíveis da atmosfera e depois apenas o espaço infinito. Em poucos minutos deixamos para trás o maior milagre conhecido do universo, a vida! 
Não é nenhuma novidade o que estou dizendo, porém é assustador pensar na insignificância e ao mesmo tempo na grandeza daquilo que representamos. Sob um aspecto, somos quase um nada, sob outro aspecto, somos praticamente tudo. Digo praticamente tudo, pois eu creio que o mundo espiritual subsiste em outra dimensão e que Deus, seja onde for o lugar de Sua habitação, vive além da Sua própria criação. 
Mas voltando ao foco, é de fato um grande privilégio poder vivenciar uma experiência assim; ver as coisas de cima, ter uma perspectiva completamente diferente do mundo como normalmente o percebemos.
Porém um outro impacto de voar, é perceber o quanto o ser humano tem sido insensível ao milagre da vida.   Lembro de outra viagem que fiz há alguns anos, ao sobrevoar o Nordeste brasileiro em época de seca. O que temos feito com a Terra é absolutamente incompreensível e inominável. Que espécie de seres somos afinal? Que inteligência é essa que não permite perceber questões tão elementares?  
O que somos? Evidentemente que somos pecadores. Mas talvez esse termo já não soe bem aos ouvidos contemporâneos. Então eu vou usar outra palavra, esta mais palatável talvez.  Somos consumidores! Tudo se consome em nossas mãos, até que nós mesmos acabamos consumidos na nossa insaciável compulsão de consumir.
Para muitos, o relato da criação pode não fazer sentido, mas olhando a Terra de cima, podemos compreender os motivos pelos quais a Bíblia relata que ao nos criar, Deus colocou-nos num Jardim, o qual deveríamos cultivar e guardar. (Gn. 3.15) Infelizmente com o pecado,  perdemos também essa perspectiva.
E o que não consumimos? Consumimos a Terra, consumimos nosso próprio corpo, nossas emoções, consumimos totalmente a nós, aos outros e a tudo aquilo que nos cerca. Consumimos, consumimos, consumimos. No que retribuímos mais do que usamos? Nossa espiritualidade é consumista. Dificilmente procuramos um lugar de culto para dar alguma coisa. Queremos apenas receber. A Igreja boa é aquela que satisfaz nosso padrão e nossos caprichos. Não é de estranhar que tantos se curvam diante de imagens ou de falsos profetas, porque aquelas nada dizem e estes, dizem apenas aquilo que queremos ouvir.  
Mas como Jesus foi diferente! Ele nada tomou para si. Apenas deu e deu-se, sempre, sempre, até a morte. Tudo o que Ele tocou, ficou melhor; tudo o que Ele tocou ganhou vida! Como não crer que Ele é o Filho de Deus?  Por que razão não segui-Lo?
Prezado leitor: Pense nisso, pois Páscoa sem Jesus, é simplesmente mais um ato de consumo! Eu lhe desejo então, uma FELIZ PÁSCOA!
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
Armando Castoldi

Leia também:

Filosofia simples

Nos impressionamos com o pensamento complexo, com a reflexão profunda e ricamente trabalhada, mas creio ser ainda mais impressionante a simplicidade, a capacidade de alguns de, após longas horas ou alguns segundos de exercício intelectual, expressarem assuntos de grande complicação e mistério em poucas e inquestionáveis palavras. Dizem que o verdadeiro conhecedor de algo é aquele que consegue trabalhá-lo com o mínimo de palavras possível, também se diz que quanto mais facilmente se conseguir explicar algo, mais próximo do que compreendemos como verdade ele está, pois independe de grandes e longuíssimos acertos filosóficos persuasivos. A Verdade, no final das contas, não deve ser algo difícil de encontrar ou compreender, entendendo que o maior desafio da humanidade não é desvendá-la, mas aceitá-la! Um dos homens que melhor tem me mostrado isso é o grande pensador e apologista cristão, C.S. Lewis... mas ninguém melhor do que Jesus Cristo, não é mesmo? Nessas me pego tendo cada vez mais certeza de que, pela facilidade e simplicidade como a filosofia cristã consegue trabalhar em seus fundamentos, honestos e coerentes, não existe nada mais verdadeiro e óbvio do que o cristianismo! E não me venha com as propostas mirabolantes de caras como Dawkins que, em prol de sua rebeldia, cegou-se à ponto de sugerir coisas como o dito "tempo imaginário". 
O nome da postagem, Filosofia simples, trabalha com a questão já mencionada. Iniciei minhas reflexões filosóficas acerca da fé cristã com algo que agora chamo de "filosofia bruta", trabalhando com conceitos mais frios e palpáveis, fundamentados na nua observação, regados de pouca profundidade e complexidade, mas, ainda assim, providos de conceitos rígidos em seus fundamentos -você pode observar esse momento em "Pelo que luto". Passado o momento em que deparei-me com as primeiras maravilhas da filosofia, outra fase se iniciou, mais madura, mas não tão convincente, por se tratar do desenrolar de pensamentos incertos acerca de coisas certeiras, de um pouco prestigiado pensador tentando responder questões até então tenebrosamente misteriosas, chegando a respostas aceitavelmente conclusivas, o marco mais significativo se deu na postagem "A Razão", falo de uma espécie de "filosofia composta". Nesse momento emaranhei-me nas complexidades do Universo, mergulhando nas questões moralidade -"Pandemia"-, origem de tudo -"Caverna"-, origem do Mal -"Incoerência"-, necessidade da perfeição -"O Perfeito"-, natureza humana -"Sapiens"- e influências da alma -"Pneumo"-, chegando a resolução de grandes dilemas com os quais não conseguia sossegar. Num ponto de relativo conforto, escrevendo um comentário do Evangelho de João, uma síntese da fé cristã, um resumo em imagens das esferas contidas na apologética cristã e num momento de maior prática da minha fé, consegui resumir e simplificar melhor tudo aquilo sobre o qual já havia pensado e olhando para traz comecei a notar algo animador: as coisas, na verdade, são bem mais simples e fáceis de explicar do que costumamos conceber! Essa foi a conclusão na qual cheguei depois de um passo bruto e um composto, resultando no que passei a considerar uma "filosofia simples".
Parecem três momentos filosóficos necessários para o homem sensato: o primeiro expressar de seus pensamentos em relação à matéria recebida, o lapidar desse pensamento, que já se vê munido de personalidade e novidade e, por fim, o simplificar, o sintetizar do mesmo, se ele, de fato, for coerente - muitos param no primeiro passo e se perdem em argumentos superficiais, outros estagnam no segundo e se confundem no mar de informações - ou tentam, seguindo outros, pular o primeiro passo, afogando-se de súbito -, mas não muitos chegam no terceiro, quando verificam se tudo o que até então pensaram tem alguma valia ou fundamento observável, experimentável, repetível e, somente nesse estágio, conseguem se surpreender com o fato de que o que pensaram como "filosofia bruta" tinha mais coerência e profundidade do que imaginavam. Creio que quase que sempre a verdade está na superfície ou numa parte bem rasa do solo que decidimos escavar até as profundezas... e é no momento em que nos vemos exaustos de tanto cavar que percebemos que o barro que existe ali onde estamos é o mesmo barro que existe de onde viemos! 
O que entendo como filosofia simples só precisa dinamitar os fundamentos daquilo que se opõe, afim de ver todo o suntuoso edifício de mentiras erguido sobre esses alicerces extremamente frágeis -mas por estarem escondidos das vistas, enganosos- ruir completamente. Nós não precisamos discutir nada além da Origem do Universo, não é necessário se falar de tempo, nem origem dos planetas, nem origem da vida, nem evolução, nem moralidade, nem pecados dos cristãos... nada disso, nenhuma argumentação cética fundamentada nesses passos avançados tem valor quando entendemos que todas, para o derrubar de Deus, dependem da certeza sobre o primeiro ponto, que é a origem de tudo o que pôde ter resultado naquilo que pregam - uma vez havendo incerteza ou certeza de impossibilidade, todo o mais se rende à opção, que é Deus. Sobra, portanto, trabalhar as questões de COMO Deus criou o Universo, COMO Deus criou a vida, COMO Deus fez a vida se desenvolver, COMO o homem escolheu por se afastar de Deus e COMO o homem consegue profanar até a coisa mais divina que temos em mãos: a fé cristã. Só nos sobra os "comos" e, talvez, os "por quês", mas jamais haverá espaço para um "se" e, tampouco, "ou". O que segue se trata da reflexão mais simples possível sobre as Origens:
Não quero discutir "que" criador, de "que" religião seria, somente falar do Senhor Deus que criou o Universo e cujas características necessárias para ter sido o estopim dessa criação se enquadram perfeita e exclusivamente ao Deus que encontramos na Bíblia e nenhum outro, como pode ser lido em "Inescapável". De qualquer forma, o assunto não é "qual" da parte do teísmo. O embate é entre teísmo e ateísmo, de um lado aquilo que engloba tudo o que se refere à crença nalgo que transcende aquilo que se vê e, doutro, pura e simplesmente a matéria e energia observável e experimentável. Um ponto pacífico para os dois lados é a necessidade de uma origem para tudo o que vemos, tudo aquilo que sabemos depender de outra coisa para ter existido ou existir, ou seja, o universo material, pois é absolutamente impossível que aquilo que contenha energia limitada, pelo fato de ter saído de algo anterior, também limitado e assim por diante, tenha condições em si mesmo de ser eterno - um tempo infindável simplesmente não pode ser compreendido por matéria findável, um tempo infinito simplesmente não pode ser concebível para a matéria finita e qualquer quantidade de energia, por maior que seja, chegando ao inimaginável, continua sendo finita e, apenas por isso, é pouco e nada diante do infinito. Uma origem é inescapável, mas para a matéria findável e finita, por isso só podemos trabalhar com extremos, já que um meio-termo é findável e finito: Tudo ou Nada. Ou o Tudo como originador de tudo o que existe ou o Nada como originador de tudo o que existe. O primeiro contato com esse raciocínio já nos traz, de cara, qual a alternativa mais coerente - e eu nem preciso dizê-lo.
O que é o Tudo? Primeiramente é algo, o elemento ilimitado necessário para a origem daquilo que é limitado, a existência infinita essencial para a existência finita. O Tudo é feito de si mesmo, auto-existente. O fato é que, como é necessário termos uma origem para o Universo, um causador maior do que aquilo que causou, ou seja, um causador ilimitado, infinito e eterno para o que é limitado, finito e mortal, esse Tudo é inescapável. Tal elemento é o que é, tendo o atributo de eternidade, sendo ele a própria eternidade, tendo o atributo de existência, sendo ele a própria existência. Antes daquilo que não é ele existir, só ele havia e ele era tudo, agora que existe algo que não é ele, só ele existe além daquilo que, saindo dele, não é ele, mas, mesmo assim, por ele ser infinito, ao contrário daquilo que veio dele, continua sendo Tudo, já que o limitado é incalculavelmente menor, a ponto de ser quase nada, diante do ilimitado -interessante como, mesmo assim, o Tudo nos valoriza acima de toda a lógica e razão, com base em perfeito e inexplicável amor! Entendo que esse Tudo não precisa de motivos para ser o que é, pois simplesmente é, eternamente, também concebo que sendo ele a resposta para todas as perguntas acerca do universo limitado, não pode ter uma resposta para si mesmo, uma explicação completa em relação aos "por quês" ou "comos". Não existe nada nesse universo limitado que nos possa servir de parâmetro ou até mesmo sustentar de modo coerente uma resposta sobre o Ilimitado, e se existisse, o tempo finito seria insuficiente para explicá-lo de modo coerente, já que o mesmo é infinito. Ele É e, sendo, me basta. É assim que me porto: todas as minhas perguntas em relação ao finito, limitado e mortal se respondem com Deus, mas à partir dEle as coisas já estão além de meus domínios e dignidade, me limitando a umas pequenas respostas e conclusões.
O que é o Nada? O Nada, de certo modo, também é ilimitado, pois é impossível que algo que não exista tenha algum limite, assim como é infinito, por não ter início e fim, por não ter ou ser nada. Por mais que compreendê-lo seja mais difícil que entender o Tudo, é a única opção, alternativa ao mesmo, já que um "meio-termo" seria, por si só, limitado, finito e mortal, enquanto o Nada, assim como o Tudo, não o é. Se não queremos o Tudo, só nos resta o Nada e ponto final, é impossível sugerir outro originador para o Universo além desses dois e, obviamente, somente um deles pode existir, pois um anula o outro completamente, já que se tratam de extremos absolutos - o "máximo de tudo" e o "máximo de nada". O cético, quando nega a existência de Deus, só pode se contentar com a única alternativa, o Nada, e é com ela que precisa trabalhar. O fato é: enquanto o Tudo explica tudo, mas nem todas as explicações do mundo seriam suficientes para entendê-Lo, já que Ele é mais do que aquilo que veio dEle, o Nada explicaria o quê?  É uma questão de coerência, de causa e efeito: o Nada não pode explicar nada e não existe nenhuma explicação no mundo para entendê-lo ou prová-lo, já que num mundo regido pela existência, não existe espaço algum para a inexistência, num universo que, embora limitado, ocupa todo o espaço em que se encontra -e onde se encontra?-, é impossível que um "nada absoluto" seja encontrado. Isso tudo é muito óbvio, é uma filosofia muito simples!
Agora faço outra pergunta: o "nada" pode ser, realmente, uma alternativa para algo? "Nada" é o mesmo que "nenhum", não é? Um zero de tudo, desprovido de qualquer existência, pois qualquer pingo de algo já anularia o "nada" e, por ser somente um "pingo", seria limitado e, portanto, incompatível com a eternidade; o "nada" é algo inexplicável, pois não há nada que possa explicá-lo, por não ser nada para ser explicado; o "nada" é o mesmo que a ausência absoluta de tempo, espaço e matéria... o "nada" é "nenhuma coisa"! Como o "nada", que não é nada mesmo, que não é coisa nenhuma, poderia originar alguma coisa?! Poxa, o "nada", que não possui absolutamente nada, nem ao menos existência, não pode ser o genitor de existência nenhuma... mas as coisas que existem... existem! Só nos resta o Tudo, não é? O fato é que eu ainda não respondi a pergunta do início desse parágrafo, pois, mesmo sendo impossível o Nada original algo, ele ainda poderia ser uma alternativa ao Tudo, portanto, trabalhemos melhor com outra questão: se "nada" é o mesmo que "nenhum", qual seria a opção, alternativa, para o Tudo? "Nenhuma"... nenhuma?! Pois a própria  natureza da palavra já nos respondeu! Não há nenhuma alternativa para o Tudo! Se não há nenhuma alternativa para o Tudo não podemos fugir de uma só conclusão: o Tudo é a única opção, não existe nenhuma outra compreensão plausível, nada, literalmente nada! Só o Tudo pode explicar tudo, não tem como discutir isso. Para facilitar, já que estamos tentando simplificar as coisas, faça o seguinte esquema mental: o Universo está posto num canto abaixo do seguinte título: "Ligue o originador ao que ele originou". No outro canto, também abaixo do título, temos o Tudo, Deus, e você precisa ligar ao Universo quem você acha que o originou... e é daí que você me pergunta: cadê a alternativa?! Como a alternativa ao Tudo é absolutamente nada, é impossível expressá-la, com a sua própria ausência a demonstrando... mas se "nada" não está demonstrado como opção, que diferença faz, já que não é nada mesmo? Não faz falta "nenhuma", não é? Mas se o "nada", mesmo devidamente expressado com "nada", não está aparecendo, já que não é "nada", no final das contas não sobra somente uma única alternativa, que é Tudo?! O Tudo, portanto, é o originador do Universo... e se você quer ligar o "nada" a algo, não conseguindo pelo fato de ele inexistir, compreenderá que o "nada" só pode ligar-se a "coisa nenhuma", logo, fica bem óbvio que o Universo, que é algo, não pode ter vindo dele- e o ceticismo da parte dos ateus é tanto que se prestam a, por não crer no Pai, creditar "coisa nenhuma"! O fato é que o maior do finito é quase que nada perto do Tudo e o menor do finito é infinitamente maior que o Nada - qual dos dois, portanto, explica melhor a existência das coisas?!
Essa é a Filosofia simples! Trabalhamos com duas palavras e seus sinônimos e chegamos a uma conclusão óbvia, mas que só se torna óbvia depois de muito pensarmos. Se, no começo, entendemos que a Origem do Universo é um ponto pacífico entre ateus e teístas, concluímos a postagem entendendo que a existência de Deus também deve ser um ponto pacífico, de valor inquestionável, sobrando aos céticos apenas a voluntária e incondicional rebeldia contra O Criador. Deus existe, é impossível, segundo a mais pura e simples lógica -e, se você preferir, a mais profunda também-, desacreditá-Lo! Não tem como discutir isso... e, se não tem como fazê-lo, então toda a argumentação ateísta, que depende da inexistência de Deus, cai por terra e torna-se em nada além de falácia, mentira, desonestidade ou ignorância. Não existe Big Bang, nem Evolução, nem nenhum outro trufo ateísta que possa fazer alguma coisa! São o mesmo que nada diante da indiscutível existência de Deus e, sendo ou não fatos, passam a não ser mais originadores do Universo ou da Vida, mas apenas meios pelos quais o Tudo criou o Universo e a Vida em toda a sua variedade!! E, uma vez concebida a existência de Deus -"a existência dAquele que é a própria Existência", dAquele que é "o pai da existência daquilo que existe"-, nenhum meio tem valor decisivo na argumentação, sendo somente uma ferramenta, um mecanismo pelo qual O Criador promoveu um princípio em prol de um determinado fim. Nada mais e nada menos do que isso! O que aconteceu com aquilo que Ele criou também não passa de um meio, planejado ou não, que caminha para determinado fim -para alguns, eternamente benigno-, mas isso tudo é outra discussão, o que nos vale, de momento, pela Filosofia simples, é entender que extinguiu-se o espaço para qualquer pergunta provida de "se" ou "ou", não havendo condição nem alternativa, sendo de valor vital e exclusivo as perguntas "como" e "por quê". Quando resolvemos o começo de tudo, passamos a trabalhar todas as demais questões com base na resposta que primeiramente obtivemos -não se trabalha com o número 100, quando você ainda nem falou o 1! E então, num passo de cada vez, compreendemos o Universo de modo razoável e consistente! Se, no caminho, questões mais específicas se levantarem ou lacunas se evidenciarem, volte aos termos da Filosofia bruta e da Filosofia composta e, se a reflexão se der com base em esforço e honestidade, respostas consistentes ou satisfatórias sempre surgirão.