De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

sábado, 3 de agosto de 2013

A História Fabulosa - Parte 2: Os Arquitetos

Eis a segunda parte do nosso estudo sobre os Primórdios e as suas estranhezas. Na Parte 1 (vide aqui) vimos sobre as mais magníficas construções da Antiguidade, sendo que algumas das mais colossais possuem entre 11 e 15 mil anos de idade, o que nos leva a revisar tudo o que sabemos sobre a História Humana - como pedras de mais de 1 mil toneladas foram removidas, trabalhadas, transportadas e postas nas estruturas? Como pedras de dezenas de toneladas foram encaixadas no topo de construções com mais de cem metros de altura? Por qual motivo certos povos cogitaram levantas monumentos de magnitude estonteante, iniciando o serviço, porém não tendo o concluído, como o Obelisco de Assuã e suas 1,2 mil toneladas? É difícil imaginar que perfeitos trabalhos, construções altíssimas ou constituídas de blocos de pedra que nem nossos guindastes atuais conseguem erguer, tenham sido resultado do uso de ferramentas extremamente rudimentares e do mero trabalho braçal, como se costuma sugerir. Não é possível que as coisas tenham se desenrolado da forma como aprendemos na escola... os antigos devem ter feito uso de uma força maior do que a humana, de uma espantosa tecnologia. É sobre isso que falaremos na Parte 2 do nosso estudo. Como os antigos construíram aquilo que nos impressiona? Falarei de possibilidades, nem todas muito plausíveis e nem todas muito confiáveis.
1 - Tecnologia estranha:

a - Fatos introdutórios
- Achados arqueológicos revelaram que o homem conhece a navegação há mais de 130 mil anos (aqui). Isso segundo a cronologia que descrê no Dilúvio.
- O homem pré-histórico já sabia realizar intervenções cirúrgicas, como precisas amputações de membros. O homem de neandertal, há uns, soterrados, 50 mil anos já usada bijuterias, pituras corporais e até cola! Vide: 1, 2, 3, alogicadosabino.wordpress.com
- O "ser humano" começou a usar ferramentas há, pelo menos, 3,39 milhões de anos -800 mil a mais do que se esperava. Isso, é claro, segundo a datação tradicional - não podemos esquecer dos objetos recentemente encontrados que, segundo se diz, possuem uns 300 milhões de anos (a serra e o parafuso, veja na Parte 1).
- Em charcos alemães foram encontrados arcos-longos, uma das mais terríveis armas medievais, com cerca de 8 mil anos de idade.
- A metalurgia moderna, ao tentar recriar as armas de bronze da Antiguidade, fracassa: nunca se chega à assombrosa qualidade da forja dos antigos. Inventos da Antiguidade, History Channel.

b - Tecnologia impossível
Lente encontrada em tumba egípcia: diz-se que apenas com a tecnologia recente é possível produzir algo assim.
Bateria elétrica de Bagdá. Produzida entre 248 a.C. e 226 d.C. 
Os Discos de Dropa. Em 1938 foram encontradas nas montanhas da fronteira entre a China e o Tibet cavernas com túneis quadrados e paredes cristalizadas. Além de corpos de anões humanos, foram achados 716 discos –cada um único- com 22,7 cm de diâmetro e 2 cm de espessura, tratam-se dos discos de Dropa. Diz-se terem algo entorno de 12 mil anos (relembre da Pirâmide da Bósnia, Parte 1).
As Caveiras de Cristal: há dúvidas sobre a sua autenticidade. Em 1890 aparecerem no México misteriosas caveiras de cristal. Alguns atribuem sua origem aos maias, mas todos concordam que era impossível produzir à mão e com ferramentas diferentes das atuais objetos tão assombrosos.
Esferas de rocha em Costa Rica: misteriosas 3 imensas esferas encontradas no interior das florestas. A mais interessante delas é perfeitamente circular e possui 2,16 m de diâmetro. Existem muitas outras.
As maravilhas de Puma Punku: uma parte das ruínas de Tiahuanaco, Puma Punku, guarda mistérios inexplicáveis. A rocha no local é perfeitamente talhada, trabalhada com precisão cirúrgica - vale lembrar que o local foi construído há uns 13 mil anos.
Ferro onde não deveria estar: foi encontrado um grande (e antiquíssimo) bloco de ferro fundido na região do Ararat, assim como uma cabeça de martelo de ferro incrustada na rocha. Evidências de uma tecnologia pré-diluviana que existiu na Arca, mas se perdeu com o passar das gerações, para ser reencontrada há poucos milênios? De qualquer forma prova a existência de um povo desenvolvido no local onde a humanidade ressurgiu após o dilúvio.
"Roda" em tumba egípcia: “roda” de cinco mil anos encontrada na tumba egípcia do príncipe Sabu. Roda?
Mecanismos gregos. Anticítera: foi encontrada dentro de uma embarcação grega naufragada uma série de engrenagens. A Máquina de Anticítera foi datada como sendo do ano 80 a.c. 
A Máquina de Olbia data do século III a.C.
Máquina à vapor: trata-se da aeolipile, criada por Heron de Alexandria.
Odômetro de Heron:
Autômatos de Heron: Heron também criou mecanismos para animar monumentos, utilizando de forças da água, vento... Abaixo, gravura do séc. XVI e mecanismo para abrir portas automaticamente:
Os espelhos e o canhão de Arquimedes: na Segunda Guerra Púnica (214-212 a.c.), Siracusa defendeu-se dos romanos usando espelhos que, refletindo o Sol, queimavam navios. Também utilizaram de um canhão à vapor que lançava projéteis de 6kg a 60m/s, os projeteis eram feitos da misteriosa essência que produzia o fogo grego, queimando até na água.
Um astrolábio bizantino do século XIII:
Seres alados?
As Linhas de Nazca: imensos desenhos incrustados no solo rochoso de uma planície desértica do Peru. Os desenhos, gigantescos, só podem ser vistos e decifrados dos céus, desenhá-los com tanta precisão sem uma visão "de cima", certamente seria quase impossível.
Tumba egípcia e máquinas complexas: mistério sobre o qual prefiro não tomar partido, mas te trago as peculiares imagens. Sempre devemos desconfiar, mas, na dúvida...
Miniatura alada egípcia: combina com a "roda de Sabu" e os desenhos das Tumbas.
Peças aladas pré-colombianas: combina com as Linhas de Nazca.
Sumérios: combina com a Bateria de Bagdá.
O que dizer sobre a cidade submersa no Oceano Atlântico? Imagem obtida por satélite no mar próximo às Ilhas Canárias. Como Yonaguni, no Japão, seria uma das magníficas cidades dos Primórdios?
c - Objetos da mais remota Antiguidade: combina com o Parafuso e a Serra, Parte 1. Fonte: Arqueologia ProibidaMistérios Antigos; Objetos misteriosos, caixadepandora.xpg.com.br; texto completo e acréscimos no Nihilonimus, aqui.

Esferas da África do Sul: nas últimas décadas têm sido desenterradas de minas na África do Sul esferas sulcadas com supostos 2,8 milhões de anos. Pré-dilúvio?!
Homens há centenas de milhões de anos: fósseis de dedos humanos, marcas de mãos e pegadas com calçados são encontradas pelo mundo todo. Datam supostos 100 a 110 milhões de anos. Pré-dilúvio, novamente!
Pés calçados: “Em 1968, William J.Meister descobriu nas proximidades de Antelope Springs, no Estado de Utah/EUA, duas pegadas de pés calçados solidificadas em uma camada geológica de 500 milhões de anos.”
Sola de sapato encontrada em Nevada, EUA, datando de 213 a 248 milhões de anos. “Em 8 de outubro de 1922, o caderno American Weekly do jornal New York Sunday American publicou um artigo de destaque intitulado “Mistério da ‘sola de sapato’ petrificada”, pelo Dr. W. H. Ballou.”
Marca de sapato em Utah, EUA, possuíndo, supostamente, algo entre 505 e 590 milhões de anos. As entranhas da terra pré-diluviana! “Em 1968, William J. Meister, desenhista e colecionador amador de trilobita, registrou a descoberta de uma impressão de sapato em Wheeler Shale, perto de Antelope Spring, Utah. Esta reentrância em forma de sapato e seu feitio foram revelados quando Meister abriu um bloco de argila xistosa.”
Pedra de estilingue encontrada na Inglaterra, possuíndo entre 5 e 50 milhões de anos. Habitantes pré-diluvianos de tal região?
Pedra Entalhada perto de Webster, Iowa, 260 – 320 milhões de anos de idade.
“A edição de 2 de abril de 1897 do Daily News de Omaha, Nebraska, trazia um artigo intitulado “Pedra Entalhada Enterrada em Mina”, que descrevia um objeto de uma mina perto de Webster City, Iowa. O artigo declarava: “Hoje, enquanto extraía carvão na mina de carvão de Lehigh, a uma profundidade de 42 metros, um dos mineiros deparou com um pedaço de rocha que o intrigou, não sendo ele capaz de explicar a presença dela no fundo da mina.” 

Cordão de Ouro na Inglaterra, entre 320 – 360 milhões de anos de idade.
“Em 22 de junho de 1844, esta curiosa notícia foi publicada no London Times: “Poucos dias atrás, enquanto alguns operários trabalhavam para extrair uma rocha próxima ao Tweed, cerca de 400 metros abaixo do moinho de Rutherford, foi descoberto um cordão de ouro incrustado na pedra a uma profundidade de 2,4 metros.”

Corrente de Ouro de Morrisonville, Illinois, 260 – 320 milhões de anos de idade.
“Em 11 de junho de 1891, o The Morrisonville Times noticiou: “Uma curiosa descoberta foi trazida à luz na última terça-feira de manhã pela Sra. S. W. Culp. Enquanto quebrava um pedaço de carvão para colocá-lo num balde, ela descobriu, ao despedaçar o carvão, uma pequena corrente de ouro, incrustada em forma circular, com cerca de 25 centímetros de comprimento, de artesanato antigo e singular.”

Prego em Arenito Devoniano, entre 360 e 408 milhões de anos de idade.
Em 1844, Sir David Brewster relatou a descoberta de um prego firmemente incrustado num bloco de arenito da Pedreira Kingoodie (Mylnfield), na Escócia. O Dr. A. W. Medd, do Instituto Britânico de Pesquisas Geológicas, indicou recentemente que este arenito é da “idade Inferior do Antigo Arenito Vermelho.” 

Vaso Metálico em Rocha Pré-Cambriana, mais de 600 milhões de anos de idade.
O seguinte relatório, intitulado “Relíquia de uma Era Antiga”, foi publicado na revista Scientific American (5 de junho de 1852): Poucos dias atrás, foi dinamitada a rocha em Meeting House Hill, em Dorchester, uns 15 metros ao sul da casa de reuniões do Reverendo Hall. A explosão lançou uma imensa massa de rocha, com alguns dos pedaços pesando algumas toneladas, e espalhou fragmentos em todas as direções. Entre esses fragmentos foi encontrado um vaso metálico em duas partes, separadas pela explosão.”

Pilão e Mão de Almofariz na Califórnia, superior à 55 milhões de anos de idade.
“Em 1877, o Sr. J. H. Neale era superintendente da Montezuma Tunnel Company, e supervisionava o túnel Montezuma, que dava no cascalho subjacente à lava de Table Mountain, no condado de Tuolumne. A uma distância entre 460 e 490 metros da boca do túnel, ou entre 65 e 98 metros além da margem da lava sólida, o Sr. Neale viu diversas pontas de lança de uma espécie de rocha escura, e com cerca de 30 centímetros de comprimento. Continuando com a exploração, ele próprio encontrou um pequeno gral de 8 ou 10 centímetros de diâmetro e de formato irregular. Isso foi descoberto a uma distância de 30 ou 60 centímetros das pontas de lança. Em seguida, ele encontrou uma grande e bem delineada mão de almofariz e próxima de um gral grande e bem regular. Todas estas relíquias foram encontradas na mesma tarde, próximas ao leito de rocha a uma distância de 70 centímetros umas das outras. O Sr. Neale declara ser totalmente impossível que estas relíquias possam ter chegado à posição em que foram encontradas de outro modo, excetuando-se à época em que o cascalho sedimentou-se e antes da formação do lençol de lava. Não havia o menor vestígio de qualquer perturbação da massa ou de qualquer fissura natural nela cujo acesso pudesse ter sido obtido ou por ali, ou pela vizinhança.”
Moeda de Cobre de Illinois, mais de 200,000 anos de idade.
“Esta versão de um objeto semelhante a uma moeda, de uma perfuração de poço próxima a Lawn Ridge, Illinois, foi encontrada numa profundidade de 37 metros abaixo da superfície.”
Bola de Giz perto de Laon, França, 45 – 55 milhões de anos de idade.
Concha Entalhada de Red Crag, Inglaterra, entre 2.0 e 2.5 milhões de anos de idade.
“Em 1881, num relato transmitido à Associação Britânica para o Avanço da Ciência, H. Stopes (Membro da Sociedade Geológica) descreveu uma concha cuja superfície trazia o entalhe de um rosto tosco, mas inconfundivelmente humano. A concha entalhada foi encontrada nos depósitos estratificados de Red Crag, parte de Walton Crag, cuja datação indica ser do fim do Plioceno.”
Tubo Metálico em Saint-Jean de Livet, França, superior a 65 milhões de anos de idade.
“Y. Druet e H. Salfati anunciaram em 1968 a descoberta de tubos metálicos semi-ovóides, de formatos idênticos, mas tamanhos diferentes, no calcário Cretáceo. O leito calcário, exposto numa escavação em Saint-Jean de Livet, na França, é avaliado como tendo pelo menos 65 milhões de anos de idade. Tendo considerado e eliminado várias hipóteses, Druet e Salfati concluíram que seres inteligentes viveram 65 milhões de anos atrás. ”
Xícara de Ferro da Mina de Carvão em Oklahoma, 312 milhões de anos de idade.
“Em 27 de Novembro de 1948 o seguinte comentário foi feito por Frank J. Kenwood, em Sulphur Springs, Arkansas. “Enquanto eu trabalhava na Estação Elétrica Municipal em Thomas, Oklahoma, em 1912, deparei com um naco sólido de carvão que era grande demais para ser usado. Quebrei-o com uma marreta. Esta peça de ferro caiu do centro, deixando a impressão do seu molde no pedaço de carvão. Stall (um empregado da companhia) testemunhou a quebra do carvão e viu a xícara cair. Eu investiguei a fonte do carvão e descobri ser ele oriundo das Minas Wilburton, em Oklahoma”. 

Parede de Blocos numa Mina em Oklahoma, pelo menos 286 milhões de anos de idade.
“W. W. McCormick, de Abilene, Texas, registrou o relato de seu avô de uma parede de blocos de pedra que foi encontrada no fundo de uma mina de carvão. “No ano de 1928, eu, Atlas Almon Mathis, trabalhava na mina de carvão número 5, localizada a 3 quilômetros ao norte de Heavener, Oklahoma. Esta era uma mina de poço, e nos disseram que ela tinha 3 quilômetros de profundidade.”
Certa noite, Mathis estava dinamitando carvão com explosivos no “recinto 24″ desta mina. “Na manhã seguinte”, disse Mathis, “havia diversos blocos de concreto estirados no recinto. Estes blocos eram cubos de 30 centímetros e eram tão lisos e polidos por fora que todos os seis lados podiam ser usados como espelhos. ”

Hieróglifos numa Mina de Carvão em Ohio, 260 milhões de anos de idade.
“Foi relatado que James Parsons e seus dois filhos exumaram uma parede de ardósia numa mina de carvão em Hammondville, Ohio, em 1868. Era uma parede grande e lisa, revelada quando uma grande massa de carvão destacou-se dela, e em sua superfície, entalhadas em alto-relevo, havia diversas linhas de hieróglifos.” 

Vênus de Willendorf, mais de 30,000 anos de idade. “A Vênus de Willendorf, da Europa, datada em 30,000 anos de idade.”
Estatuetas de Nampa, Idaho, cerca de 2 milhões de anos de idade.
“Uma pequena imagem humana moldada habilidosamente em barro foi encontrada em 1889, em Nampa, Idaho. A estatueta provinha do nível de 98 metros de profundidade, numa área de escavação de poços datada da idade do Plio-Pleistoceno”
Crânio encontrado na Argentina é datado como tendo 1 a 1.5 milhões de anos de idade. 
“Em 1896, trabalhadores escavando uma doca seca em Buenos Aires encontraram um crânio humano moderno. O estrato Pré-Ensenadeano no qual o crânio de Buenos Aires foi encontrado é de no mínimo 1.0 – 1.5 milhões de anos de idade.”

Crânio humano encontrado na Itália com supostos 3 a 4 milhões de anos de idade. Sedimentos do Dilúvio?
“Em fins do verão de 1860, o professor Giuseppe Ragazzoni, geólogo do Instituto Técnico de Bréscia, viajou para Castenedolo, cerca de 10 quilômetros a sudeste de Bréscia, para recolher conchas fósseis nos estratos do Plioceno, expostos numa vala na base de uma colina baixa, o Colle de Vento. Aqui ele descobriu este notável crânio humano anatomicamente moderno.”
Esqueleto Humano Moderno da Tanzânia, mais de 800,000 anos de idade.
“Em 1913, o Professor Hans Reck, da Universidade de Berlim, conduziu investigações em Olduvai Gorge (Garganta de Olduvai), na Tanzânia, Leste da África, na época, pertencente à Alemanha. Durante sua estadia em Olduvai Gorge, Reck encontrou um esqueleto humano anatomicamente moderno que permanece uma fonte de mistério e controvérsia até hoje. Este crânio moderno é de um esqueleto humano completo encontrado naquele ano.”
Armas de fogo?
Em 1921 O Museu Britânico recebeu um crânio humano achado em uma mina de zinco na Zâmbia. Analisando o crânio encontraram a causa da morte do indivíduo: um projétil atravessou seu crânio, produzindo um buraco de forma  circular perfeita, tornando impossível sua perfuração por flecha ou pancada. A ferida pequena indica que um projétil extremamente rápido e pequeno o atingiu. A evidência sugere armamento de fogo há mais de 10.000 anos!
Existe outra evidência desse tipo de execução primordial: foi encontrado um crânio de búfalo há muito extinto, uro, próximo do Rio Liena, na URSS. O buraco é perfeitamente redondo e polido, indicando ser causado por uma bala, sugerindo que o homem de milênios atrás, nalgum momento, portava armas de fogo.

2 - Gigantes:
Embora sempre duvidosos, temos diversos esqueletos de homens gigantes sendo desenterrados pelo mundo - e sendo revisitados nas mitologias antigas, que, nas mais diversas culturas, falam desses seres colossais. É plausível que algumas das grandes obras da mais remota Antiguidade, como a Pirâmide da Bósnia, tenham saído do trabalho de seres inteligentes maiores do que nós. A questão das semelhanças mitológicas você pode ler no Nihilonimus, vide aqui e aqui, no mesmo blog poderá ver sobre os Gigantes, clique aqui.

3 - Tração de grandes animais:
Outra possibilidade para a construção das mais magníficas obras da Antiguidade está no uso de força animal, e, embora sempre duvidosas, temos inúmeras evidências de que grandes répteis coexistiram com o ser humano. No Nihilonimus, veja as semelhanças mitológicas, pois povos do mundo todo falaram de "grandes lagartos", veja uma postagem direcionada, especificamente, para a existência desses seres, aqui e, por fim, imagens sobre os mais recentes relatos de dinossauros, aqui. Sobre o fato de os dinossauros terem existido há pouco tempo, leia: "Os Melhores Contos da Mitologia Cética".

4 - Poder espiritual:
Esse é um ponto um pouco mais complicado, porém é uma possibilidade. Você pode ler um artigo vasto e completo sobre o tema aqui mesmo no Mirante, Sapiens.

5 - Excelência humana:
Crendo que Deus criou o homem, entendemos que ele era, inicialmente, perfeito. Sem nenhuma degradação genética e espiritual, exercia pleno domínio sobre a sua mente, corpo e espírito, sendo extremamente intelectual, forte e poderoso. Entendo que alguns dos "deuses" pagãos tenham sido, na verdade, os pais de diversos povos, num período em que, ainda, a corrupção humana não havia nos feito decair tanto.
Essa é a Parte 2 da História Fabulosa. Analisamos as possíveis explicações para as magníficas e inexplicáveis obras da mais primordial antiguidade, algumas explicações menos realistas, outras mais. Fazendo associações entre as informações, havemos de entender, pelo menos, a possibilidade de todas elas - que seriam menos milagrosas e impossíveis do que a intervenção alienígena ou a casualidade, vide o artigo "Geocentrismo" e "Ufologia?". Na Parte 3 falaremos sobre a colonização do Mundo Primitivo.

Natanael Pedro Castoldi

Leia também:

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FÉst Food?

- Ressuscitando!
Vislumbrando o verdadeiro cristianismo, aquele que é apresentado pela Bíblia, consigo ver no comportamento de muitas igrejas uma fé ao estilo "FÉst Food", mais voltada para o saciar de anseios da mente e do corpo, mais um momento de êxtase do que algo realmente íntegro. Com base em uma pregação que há alguns dias conclui, pretendo levantar pontos sobre uma "FÉst Food" e os 12 Pilares para a construção de uma fé coerente.

Resumo do trabalho, em ordem: 1 - Saber quem é o Pão da Vida; 2 - Procurar amar e alegrar-se em Cristo; 3 - Procurar relacionar-se com Deus; 4 - Procurar conhecer a Deus; 5 - Desenvolver senso crítico; 6 - Desenvolver o caráter; 7 - Definir uma causa; 8 - Perseverar; 9 - Nutrir a Esperança; 10 - Ser Igreja; 11 - Refletir Cristo; 12 - Buscar a Sabedoria; Recapitulação.
Cristo, “pão da nossa carne”?
João 6:1-15, 22-43, 60, 66-69
- Maior força no homem: desejos, prazeres, instinto, clamores da carne. Jeremias 17:9; Gênesis 4:7
- O Milagre de Jesus: multiplicou alimento porque ama, mas queria transmitir uma verdade espiritual eterna porque ama ainda mais. João 15:13
- O “Pão” segundo a multidão: o povo queria Cristo como um “pão” para suprir as suas necessidades físicas. Mateus 4:3 e 9
- O “Pão” segundo o “Pão”: o “Pão” que seria partido na Cruz para pagar o preço do Pecado. Lucas 22:19
- O “Pão” segundo os discípulos: Aquele que desde os Tempos Antigos era esperado, a Esperança de Israel. 
Hebreus 1:1-2
Deus quer nos abençoar...
... Mas bênçãos nem sempre se resumem a bens materiais! Filipenses 4:12-14
Deus quer nos ver materialmente bem...
... Mas Cristo não morreu na Cruz para lutar em nome de nosso conforto! João 3:14-15; Mateus 16:24
Nós temos visto Cristo, o Pão da Vida, como alimento para a nossa carne ou como alimento para o nosso espírito? O Pão da Vida nos é algo como um hambúrguer de Fast Food, ao qual recorremos simplesmente para matar de modo rápido e momentâneo a fome, ou nos é como um Pão diário, que nos sustém para a “lida no campo”, para a corrida em prol da Eternidade? Nossa Fé é uma “FÉst Food” ou uma “Fé que move montanhas”?
Lucas 10:2; 1 Coríntios 9:25-27; Mateus 17:20

Como desenvolver uma Fé Coerente?

1 – Saber quem é o Pão da Vida:
João 1:38-41

Quem, de fato, é Jesus? No que consiste a euforia de André?
Façamos uma retrospectiva bíblica. 
O que André esperava desde criança?
-O homem pecou, Gênesis 3:6.
-Deus prometeu um filho da mulher para vencer o Pecado, Gênesis 3:15.
-Da descendência de Sete, filho de Adão, viria esse homem, Gênesis 4:25-26.
-Noé, da descendência de Sete, reinicia a humanidade, Gênesis 6:8-9 e 13-14.
-Sem, filho de Noé, se tornou herdeiro das terras do Oriente-Médio, de onde Deus chamaria o Seu povo.
-Da Mesopotâmia Deus chama Abrão para guiá-lo à Palestina e formar dele uma nação poderosa e influente, firmando a Aliança Abraâmica, a culminar com O Messias, Gênesis 12:1-3. Gênesis 17:1-9 mostra-nos que O Messias salvador viria de Abraão.
-De Abraão nasceu Isaque e de Isaque nasceu Jacó, herdeiro da primogenitura –Gênesis 25:33- e da Promessa –Gênesis 27:28-29- que Deus chamou de Israel –Gênesis 32:28. Este seria o pai de doze filhos, os genitores das 12 tribos de Israel.
-Dos 12 filhos de Israel, Judá seria o herdeiro da Promessa Messiânica, Gênesis 49:10.
-Com uma forte seca em Canaã, Israel passa a habitar o Egito, com privilégios do filho José, vendido como escravo, mas bem sucedido como governador egípcio. O povo se formou naquelas férteis terras, Gênesis 46:31-34.
-Quatro séculos depois, uma nova dinastia toma o Egito e os hebreus são considerados inimigos do faraó, que os aprisiona, Êxodo 1:1-11
-Moisés, da Tribo de Levi, maravilhosamente colocado na corte egípcia, é levantado como um sábio e poderoso libertador, Êxodo 3. Com Moisés e as Dez Pragas, Israel é libertado e inicia seu êxodo para a Terra Prometida, a de Abraão.
-Deus firma uma aliança com Moisés e o seu povo, a Aliança Mosaica, fundamentada em leis úteis para a construção de uma nação: a desinfecção da cultura egípcia, a formação de uma identidade própria e a proteção contra o paganismo cananeu. A Aliança Mosaica é condicional e seu descumprir resulta em maldição, Êxodo 34:27 e Deuteronômio 30:19-20. Moisés profetiza a vinda do Messias em Deuteronômio 18:15.
-Josué lidera a reconquista de Canaã, o período dos Juízes se assenta e o juiz, profeta e sacerdote Samuel inicia a monarquia ungindo Saul e, posteriormente, Davi, filho de Judá, a quem Deus escolheu.
-Deus firma uma nova aliança, dessa vez com Davi, a Aliança Davídica, que culminaria no Messias, 2 Samuel 7:9-16. Isaías 11:10 fortalece essa verdade constatada.
-Davi gerou Salomão, que descumpriu a Aliança Mosaica e Davídica e, dividindo-se entre Deus e o paganismo, rompeu, em juízo divino, Israel ao meio, Norte e Sul, Israel e Judá. O Messias viria de Judá. Deus manteve Sua palavra incondicional acerca da Aliança Abraâmica e da Aliança Davídica.
-O período dos Reis se instala e a iniquidade é tanta, que Deus julga Israel com a Assíria e Judá com a Babilônia, mas Judá pôde sobreviver e, depois de exilado, retornar para cumprir seu chamado messiânico. Nesse período profetas se levantaram para acusar o pecado, indicar o juízo e afirmar que Deus restauraria Seu povo após a disciplina, promovendo uma série de profecias messiânicas, do Cristo a redimir o pecado –Isaías 53-, nascido em Belém –Miquéias 5:2-, do ventre de uma virgem –Isaías 7:14-, formado na Galiléia –Isaías 9:1-7- e o rei eterno de Jerusalém –Números 24:17-19. Temos as duas etapas do ministério de Cristo com Suas duas vindas: o cordeiro sacrificial, instalando o Reino de Deus e o governante eterno, vindo buscar os Seus para reinar com eles. Os Persas, Gregos e Romanos dominam Israel na sequência.
-Um período de quatro séculos divide o Antigo e o Novo Testamento, marcado pela dominação grega e romana. Num contesto de miséria e calamidade, nasce O Cristo como o humildade cordeiro sacrificial, cumprindo todos os requisitos proféticos em termos de ligação com Adão, Sete, Noé, Sem, Abraão, Isaque, Jacó, Judá e Davi, como se lê em Lucas 3:23-38 e Mateus 1:1-16.
-Cristo vive, por nós, a vida perfeita, ideal, cumprindo toda a Lei e pregando a Nova Aliança, consolidada com o Seu sangue derramado, Lucas 22:20. Ele morreu e ressuscitou, deixando como legado uma Nova Lei, a Lei da Fé, não escrita em tábuas de pedra, mas no coração –Jeremias 31:31-33-, através da vinda do Espírito Santo, o Consolador –João 14:26.
Tudo começou em Deus. O Pecado derrubou o Mundo e, através de uma complexa corrente profética e genealógica, O Criador revelou o Seu Filho, o fundador da Igreja que, um dia, terá seus membros sérios resgatados e levados novamente ao Pai. 
Na História da Salvação, Deus deu forma à três Alianças principais: a Aliança Abraâmica, pela qual iniciou o povo de Israel e prometeu a vinda de Cristo, juntamente com uma bênção universal, a Aliança Mosaica, que preparou Israel para Cristo, e a Aliança Davídica, que profetizou a eternidade do reinado de Jesus, Filho de Davi.
A euforia de André faz ou não faz sentido? Somente entendendo que Jesus realmente é que conseguiremos nutrir tal euforia, tal alegria!

2 – Procurar amar e alegrar-se em Cristo:
João 1:38-41; Mateus 22:37; Filipenses 4:4
- O Amor é um dom de Deus: o buscamos em disciplina e oração. Gálatas 5:22; Mateus 5:29 e 44 
- Amor e alegria nos estimulam a buscar Deus e se desenvolvem nessa mesma busca.
Euforia é resultado involuntário e natural do toque divino e do encontro com Cristo, mas, sendo emoção, não pode ser tida como primazia. Desenvolver um relacionamento com Deus é essencial para trazer consistência!

3 – Procurar relacionar-se com Deus:
Salmos 1:1; 1 Tessalonicenses 5:17
1 – Deus é Trino, é relacional.
2 – Deus criou o homem para um relacionamento.
3 – Relacionar-se com Deus através da leitura da Palavra e da oração é o que perpetua o experimentar do Seu amor e presença. Obediência é o centro do relacionamento.
- O relacionamento aumenta o amor, o amor estimula o relacionamento. E se faltar amor? O busquemos em disciplina e o procuremos em Deus.
Quem ama a Deus se relaciona com Ele! Agora, quem não sente amor suficiente, pode se disciplinar, orando e lendo a Bíblia mesmo contra a vontade para, aos poucos, ver o Grande Fruto do Espírito, que é o Amor, brotar ao seu coração e, assim, tornar o relacionamento algo natural e incondicional. Deus é um assunto sério!
Alegria e amor por Deus é algo que Deus coloca em nós quando O procuramos e O procuramos porque Ele se manifesta em nós dessa forma. Há, porém, uma segunda fonte de amor e alegria, que não inibe a primeira: o conhecimento das coisas de Deus (André e sua espera).

4 – Procurar conhecer a Deus:
João 8:32 e 14:21; 2 Timóteo 2:15; Salmos 25:14
- Conhecimento da pessoa de Deus através do relacionamento.
- Conhecimento sobre Deus através do estudo da Palavra.
- Quando mais conhecemos, mais amamos e quanto mais amamos, mais procuramos conhecer.
Quanto mais profundo o conhecimento bíblico e teológico, mais forte é a nossa fé, mais preparados estamos para resistir a todos os desafios. 
A fé é um dom de Deus, mas é fortalecida com o conhecimento – isso se o conhecimento caminhar ao lado de um relacionamento íntimo com o Criador.
Quando temos conhecimento e sinceridade, conseguiremos discernir melhor aquilo que condiz com a Vontade de Deus e o que não condiz – e agiremos conforme a nossa consciência e a integridade dos irmãos na fé.

5 – Desenvolver senso crítico:
João 1:45-49; Lucas 1:34, 2:19 e 51
- Podemos questionar o que não entendemos. Não devemos aceitar, prontamente, qualquer coisa.
- Maria não duvidou de Deus, mas buscou entender a forma como Ele agiria.
- Se a fé falhar, devemos pedir mais fé para o Criador.
- Deus se revela ao coração sincero e disposto, confortando-o mesmo se faltem respostas.
Quanto maior o nosso amor por Deus, mais buscamos conhecê-Lo e mais cuidadosamente analisamos aquilo que recebemos, para evitar o erro. Quando o conhecemos e recebemos respostas ou entendimento daquilo que ponderamos, mais O amamos e, por fim, mais zelo e conhecimento procuraremos. O relacionamento nos manterá abertos para Deus. Deus pode nos aumentar a fé. Lucas 17:5
Sem apurado senso crítico, o cristão pode se deixar levar facilmente por qualquer coisa que o instigue.
O senso crítico só é benigno se o desenvolvermos com sinceridade, amor e caráter. O cristão sem caráter tende a fazer de Cristo aquilo que ele deseja.

6 – Desenvolver o caráter:
Mateus 1:18-20
1- José pensou que Maria o tinha traído, mas, ainda assim, prezou pelo seu bem. 
2- Deus se revelou a José depois de sua demonstração de caráter.
3- Deus geralmente se revela a homens de caráter, que buscam e agem de modo coerente. 
- Alguns desenvolvem o caráter naturalmente,  outros devem lutar contra a falta dele, tentando fazer valer o que saber ser correto, isso se chama “disciplina”.
Colossenses 3:5
O caráter pode ser natural ou adquirido por disciplina. Com caráter o indivíduo busca a Deus de modo coerente e Deus se revela ao indivíduo. Quando Deus se revela, o amor cresce e o caráter é melhor aperfeiçoado, levando a uma busca mais profunda por Deus.
Com um relacionamento e o aumento do amor, o indivíduo é quase que naturalmente orientado a uma busca cheia de caráter.
Aquele que busca com zelo e caráter, não se deixará distrair, não se deixará levar por qualquer onda, não se deterá demais em questões carnais. Com caráter e zelo, o indivíduo aproveitará o que é bom, mas, traçando um objetivo de vida, não interromperá a sua marcha.

7 – Definir uma Causa:
1 Coríntios 9:25-27
1 – Cristo veio ao mundo para nos oferecer a Vida Eterna.
2 – O cristão concorda com Cristo.
3 – O objetivo máximo da vida do cristão é a Vida Eterna.
- Todo o seguidor de Cristo precisa viver como estrangeiro nesse mundo, como quem está de passagem, com o olhar na eternidade. O objetivo do cristão é honrar Cristo em tudo, levar pessoas ao Seu conhecimento e marchar para a Vida Eterna. Nada pode prejudicar essa missão.
Com base no amor e relacionamento, o cristão definirá um irredutível e simples plano de vida. Com base na euforia e no conhecimento, o cristão terá incentivo emocional e intelectual para essa difícil caminhada. Tudo isso depende de caráter, para perseverar, e senso crítico, para não se deixar levar por qualquer distração.
Teoria é uma coisa, prática é outra. Não adiante definir um plano de vida e não pô-lo em exercício. O cristão, uma vez que definiu, com base no relacionamento com Deus e no amor por Ele, com base no zelo e caráter, um Plano de Vida, precisa perseverar nele até o fim.

8 – Perseverar:
Hebreus 10:39; Mateus 24:13; 1 Timóteo 1:19
1 – Aquele que está junto de Deus cresce e gera frutos.
2 – O cristão deve estar junto de Deus.
3 – O cristão cresce e gera frutos.
4 – Crescimento exige tempo e perseverança.
– Sem perseverança o crescimento se interrompe. O “ramo infrutífero será cortado da videira”, o cristão que não persevera é como um navio que naufraga.
João 15:6
É impossível perseverar numa fé verdadeira e incondicional se o cristão não amar a Deus profundamente e não orientar-se por zelo e caráter. Crescimento exige transformação e transformação exige disposição, disposição essa que só existe se houver amor e euforia. Se não houver amor, nem alegria e nem caráter, o cristão poderá, intelectualmente ciente da situação, disciplinar-se e pedir que Deus libere Seus dons, que são o amor e a alegria.
O cristão não conquista a salvação pela persistência, ele a conquista através de Cristo. Perseverar é manter-se no caminho no qual Jesus colocou aquele que foi salvo - Graça é atravessar, por meio de Cristo, a Porta (que é Ele mesmo), perseverança é prosseguir no mundo que existe depois dela.
Perseverar pode ser extremamente doloroso se for feito apenas por um entendimento intelectual ou com base no emocional. O cristão precisa de motivos claros para perseverar - ter uma causa, mas não nutrir uma esperança real, é tortura.

9 – Nutrir a Esperança:
Mateus 28:20; Atos 1:11
1 – Cristo veio ao mundo e implantou a Sua Igreja.
2 – Cristo voltará para tomar para Si as Suas ovelhas.
3 – O cristão deve manter viva tal esperança.
- A esperança da volta de Cristo alimenta nossa euforia, estimula a perseverança, aprofunda o relacionamento com Deus, dá corpo para a Causa. O cristão pode viver por uma Causa e, ao mesmo tempo, ter a esperança apagada, levando a uma fé dura e existencialista.
A Esperança pode ter duas origens iniciais: entendimento intelectual e/ou certeza emocional/espiritual. Independentemente da origem, a Esperança precisa ser mantida, para isso precisa-se desenvolver o relacionamento com Deus, perseverando em Sua vontade, tendo a Causa definida e estabelecida e aprofundando o conhecimento da Verdade, para incentivar a euforia. Fortalecida a Esperança, estimula-se ainda mais o relacionamento, a euforia e a perseverança na Causa. O amor alimenta a Esperança e é alimentado por ela. Casos de ceticismo: disciplinas espirituais.
Até agora tratamos da introspecção, da formação de uma mentalidade cristã coerente, de uma fé eufórica, porém séria, de uma fé dinâmica, porém racional, de uma fé crítica, porém cheia de esperança, de um entendimento teórico, porém exercido na prática. Isso tudo é essencial, mas Cristo implantou no mundo a Igreja e não um humanismo individualista. Desligado da Igreja, não pode existir cristão.

10 – Ser Igreja, estar com outros:
Mateus 18:20
1 – Deus é relacional e hierárquico.
2 – O cristão deve se relacionar e submeter.
3 – Na Igreja nos relacionamos, temos suporte e nos submetemos aos mais experientes e sábios.
- Estar com outros cristãos é trabalhar o amor, é ouvir conselhos e aconselhar, é receber instrução e conhecimento, mas também instruir e ensinar. Na Igreja apoiamos e somos apoiados.
Todos os pontos necessários para se formar uma Fé Coerente necessitam do apoio de outros cristãos para se desenvolverem. Nós somos importantes para o desenvolvimento dos pilares da Fé nos demais e os demais são importantes para o nosso desenvolvimento – se os amamos nos dedicaremos à eles, se amamos nosso Senhor, nos permitiremos moldar e melhorar por eles.
Podemos preferir a solidão ou ter dificuldades de amar, nesses casos é importante fazer uso da autodisciplina.
Cristo nos chamou para a Eternidade e, uma vez salvos, devemos levar a Sua mensagem aos demais. Como testemunhas de Cristo, precisamos aperfeiçoar nossos corações e nossas mentes, isso com o auxílio de outros cristãos, a quem também auxiliamos, de modo que nos vemos cada vez mais capacitados para o evangelismo – sem isso, nossa estadia nesse mundo não teria mais valor.

11 – Refletir Cristo:
Mateus 5:16; Atos 1:8; Tiago 1:27
1 – O cristão é imitador de Cristo.
2 – Cristo auxiliava os necessitados e transmitia a Mensagem.
3 – O cristão deve praticar boas obras e levar a Boa Nova e todos.
- Nós, como cristãos, não somos mais desse mundo, mas vivemos nele e, enquanto aqui estamos, precisamos ser cidadãos excelentes, amorosos e úteis, testemunhas constantes e coerentes da Mensagem de Salvação.
Quando a fé é coerente, o cristão buscará atrair outros para Cristo através do excelente comportamento, do auxílio social e até mesmo, se necessário, através do sacrifício. Recursos materiais não serão usados como fonte de persuasão, como promessas de prosperidade carnal ao não-cristão, mas, sim, como recursos para um atendimento eficaz nas suas necessidades físicas e intelectuais, para que ele experimente o amor de Cristo através do cristão. Um evangelismo coerente produz cristãos evangelistas e, assim, a Igreja cresce.
Quando há barreiras para o evangelismo e as boas obras, disciplinas espirituais são necessárias, incluindo atitudes drásticas de autoprivação.
Todo o conhecimento e toda a prática dependem, para serem bem administrados e o maximamente eficazes, de sabedoria. A Sabedoria é um dos dons mais excelentes que Deus, gratuitamente, disponibiliza – sem ela o próprio amor por tornar-se fanatismo. 

12 – Buscar a Sabedoria:
Provérbios 2:6 e 8:11
1 – A fé é emoção e conhecimento.
2 – O que sentimos e sabemos deve ser aplicado e administrado.
3 – A Sabedoria é o meio pelo qual discernimos e exercemos com excelência a nossa fé.
4 – A Sabedoria é um dom de Deus. O relacionamento com Deus a desenvolve e a desenvolvemos com o relacionamento com Deus.
- Em casos de falta de sabedoria (imediatismo, por exemplo), podemos pedi-la para Deus em oração.
Pôr em prática na vida individual e em sociedade o conhecimento da Verdade exige sabedoria. A reflexão sábia sobre os aspectos do sentir e saber amplia o conhecimento, a prática sábia do sentir e saber aumenta a sabedoria e o próprio conhecimento. Lembre-se: a mente que não se orienta pela sabedoria, tende a ser dominada pelos espinhos do maligno coração humano.
Todo o cristão de caráter e movido pela Causa irá buscar se aperfeiçoar na sabedoria, para ser mais eficaz na Igreja e no Evangelismo.

O que fazer: saber, amar, alegrar, relacionar, conhecer, questionar, perseverar, esperar, agir.
Como fazer: com caráter, com sabedoria, sendo Igreja.
Recursos: Deus e disciplina.
Bases: amor, relacionamento, conhecimento e ação.
1 - Saber quem é o Pão da Vida gera amor e euforia.
2 – Procurar amar e alegrar-se em Cristo gera interesse por conhecer e relacionar-se com Deus.
3 – Procurar relacionar-se com Deus gera amor e sede por conhecimento sobre Ele.
4 – Procurar conhecer a Deus gera amor, sede por relacionamento e senso crítico. 
5 – Desenvolver senso crítico gera amor por Deus, mais sede por relacionamento e conhecimento.
6 – Desenvolver o caráter gera amor e interesse por um relacionamento com Deus. Pelo caráter definimos e nos entregamos à Causa.
7 – Definir uma Causa gera euforia, amor e sede por relacionamento e conhecimento. 
8 – Perseverar gera amor, conhecimento, sede por relacionamento com Deus, euforia e zelo.
9 – Nutrir a Esperança gera perseverança, amor,  euforia e sede por conhecimento e relacionamento com Deus.
10 – Ser Igreja gera euforia, amor, conhecimento e relacionamento com Deus.
11 – Refletir Cristo gera amor, euforia, relacionamento e conhecimento.
12 – Buscar a Sabedoria gera euforia, amor e sede por conhecimento e relacionamento com Deus. Pela sabedoria administramos todo o restante.
-> Para tudo isso é necessário depender de Deus e praticar a disciplina.
E você, tem desenvolvido uma fé apta a, somente, suprir os interesses da tua carne ou uma fé totalmente “fundamentada na Rocha”? A leitura bíblica, a oração, a vinda ao culto e todo o restante é feito para agradar homens e buscar o favor divino ou é tido por amor à Deus e objetivando aprofundar o relacionamento com Ele e a capacitação para a Obra? Não é fácil desenvolver uma fé coerente, mas é necessário – para tal temos como recorrer à Deus e à disciplina, isso se tivermos caráter.
Natanael Pedro Castoldi

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Incompetência

O ateísmo cresce como nunca no Brasil - o número de ateus praticamente dobrou nas últimas décadas. Como o crescimento do movimento ateísta é relativamente recente, é normal que a maioria de seus membros sejam jovens e adolescentes - quase todos nascidos em lares cristãos -, os maiores usuários da internet e, portanto, aqueles que mais acesso têm à informação. Enquanto cresce o ateísmo, vemos cristãos se tornando agressivos no tratamento disposto aos ateus - embora muitos deles sejam intolerantes -, que acabam sendo isolados dos demais em determinados contextos sociais. Tudo isso é fato, porém tal fato carece de melhores esclarecimentos: por quais motivos o ateísmo está crescendo em nossa nação? A minha questão é clara: se o nosso país, de maioria cristã, está vendo um crescimento do anticristianismo e ateísmo, parte da culpa vem da própria Igreja que, portanto, não pode, simplesmente, tratar os ateus com desdém - ela também é responsável pelo crescimento desse grupo. Está na hora dos cristãos pararem para pensar sobre a sua parcela de culpa e, entendendo melhor a origem e a situação, reorganizar a casa - é sobre isso que falarei nessa postagem. Ateu ou não, é importante ler todo o texto antes de qualquer formulação de opinião.
Resumo do conteúdo: 1 - Forças de atração para o ateísmo (rebeldia; moda, "ser visto"; acesso à informação; negligência); 2 - A culpa da Igreja com relação ao aumento do ateísmo (contexto católico; contexto protestante/pentecostal).

1 - Forças de atração para o ateísmo: 
a - Rebeldia: sabemos que a maioria dos ateus brasileiros pertence a uma parcela relativamente jovem da sociedade e sabemos que os jovens -como eu o sou- são questionadores e possuem uma propensão quase que natural a se revoltarem contra o antiquado mundo de seus pais e das tradições sob as quais nasceram. Numa sociedade com uma tradição cristã multissecular como o Brasil, de modo que nossas leis, nossa Constituição, o sistema educacional, entre outros, encontram-se intimamente ligados ao cristianismo, revoltar-se contra a fé cristã é praticamente o mesmo que declarar guerra contra, basicamente, todo o "Sistema" - "sistema" esse que o indivíduo em questão costuma considerar opressor. A utilização do anticristianismo, ou ateísmo, como forma de protestar contra as deficiências de nosso país se intensifica com a tendência comum entre os jovens de simpatizar com a Esquerda e a sua oposição ao capitalismo, a democracia e ao cristianismo - os pilares que configuram o Brasil. Infelizmente as mídias e as instituições de ensino influenciam, de modo manipulativo, os jovens ao esquerdismo, ocultando os horrores e fracassos desse sistema utópico e doentio - mas, com base na rebeldia e repúdio ao que fez do Brasil o que ele hoje é, parece pouco provável que esses novos esquerdistas se preocupem com tais reflexões.
b - Moda, "ser visto": muito do que vira moda no Brasil precisou, primeiramente, acontecer nos países do Hemisfério Norte (mensagens ateístas, primeiro, nos ônibus de Londres e, só depois, no Brasil, por exemplo). O ateísmo tem acontecido no Primeiro Mundo e isso, sem dúvida, cria uma aura de confiabilidade e superioridade ao movimento em questão, o que está levantando o interesse de nossos jovens - cansados das coisas como por aqui são e seduzidos por essa alternativa de protesto. Talvez alguns até pensem que o ateísmo desenvolve os países onde cresce, usando como exemplos (errôneos) as nações da Escandinávia, sem perceber que elas cresceram e se desenvolveram sob o baluarte cristão e que, somente depois de instalado um ambiente de conforto e riqueza, é que o ateísmo ganhou força (mesmo assim, ainda é minoria por lá), de qualquer forma, enquanto uns parecem usar de qualquer argumento simplesmente para defender suas vaidades, é possível que muitos novos ateus tenham optado pelo ateísmo com o desejo sincero de ver o nosso deplorável país numa melhor situação. Independentemente dos interesses, o ateísmo é moda, moda roubada do Primeiro Mundo e associada aos nerds que, por sua vez, são associados a "gente inteligente" - por tais motivos, muitos estão nutrindo o interesse pelo "nerdismo" e pelo ateísmo e, assim, ao entrar nessa "chique" moda, ganhar visibilidade como minoria e, supostamente, ostentar uma imagem de intelectualidade, mente-aberta e severo senso crítico (todos nós sabemos que não é bem assim). Nesse caso, podemos entender que o ateísmo pode não vir de um desgosto religioso e político, mas do interesse em saciar certo grau de carência de atenção.
c - Acesso à informação (limitada e selecionada): o acesso à informação pela internet, sem dúvida, leva pessoas, já não mais na ignorância profunda, ao ateísmo, porém, todos sabemos que o conhecimento disponibilizado na internet (nas suas camadas mais superficiais e agitadas) é bem limitado, inconsistente e tendencioso. A maior parte do que se encontra na internet define-se como "opinião" e "ideologia", pouquíssimo pode ser entendido como "científico" e apenas informativo (sem bandeira), o que pode atrair a mente distraída ou preguiçosa. O problema é que a informação da internet, pelo menos a mais utilizada, não equivale ao conhecimento e sobriedade de um bom livro (UM BOM LIVRO e, convenhamos, há muito mais livros de Apologética Cristã do que pró-ateísmo), por isso podemos considerar que a nossa juventude, dedicada demais ao ambiente virtual, embora tenha acesso ao conhecimento, utiliza-se basicamente de uma fonte extremamente limitada (pequenas frases e imagens divulgadoras de opinião e crítica), fonte essa que surge na menor pesquisa, que aparece automaticamente aos olhos durante a navegação por sites ou que é a mais bem divulgada (dar-se com profundos tratados científico-filosóficos exigiria muito tempo de pesquisa e dedicação numa cansativa leitura). O conhecimento (limitado) tende a carregar o jovem ao ateísmo, principalmente porque esse limitado conhecimento é rigorosamente selecionado: quando o aspirante a ateu procura sobre ateísmo na internet, que é o seu ambiente mais forte, terá a predisposição de ir atrás de coisas como "Inquisição", "Deus não existe" e "pastor ladrão", o que o encaminhará diretamente para páginas que pouco questionarão suas propensões, que pouco o farão refletir sobre o tema, que simplesmente lhe acrescentarão mais informações pró-ateísmo, estas transmitidas sob uma espécie de moralismo e de modo emotivo.
Quando identificado como ateu, o indivíduo provavelmente participará de algum grupo ateísta e/ou anticristão, afastando-se cada vez mais do diálogo e se permitindo minar por pessoas que não questionarão seus pensamentos, mas que concordarão e incentivarão tudo o que disser contra Deus e a Igreja - o que cria um ambiente cada vez mais hostil. Por isso digo que o conhecimento é limitado (superficial) e selecionado (a busca específica aliena o indivíduo das demais opiniões) - é no segundo ponto que podemos encaixar gente inteligente que, infelizmente, escolheu por não estudar suficientemente bem filosofia, teologia e História da Igreja.
d - Negligência: sem dúvida esse é o fator de maior demanda para o ateísmo. Para a criança, a primeira demonstração do mundo parte do pais, a primeira mostra do que é o cristianismo brota do comportamento dos genitores cristãos e, se algo estiver muito errado desde a primeira infância, provavelmente esse indivíduo nutrirá algum trauma ou propensão a repudiar a fé cristã. Quem mensagem "cristãos" não-praticantes transmitem aos filhos? Que o cristianismo é algo "sem importância", "supérfluo", "tedioso" e "desprezível". Pior é quando a criança vê seus pais na igreja, durante a celebração, agindo de modo hipócrita para, em casa, mostrarem-se agressivos, mentirosos, beberrões... o ódio para com a hipocrisia dos pais se transmitirá para a fé cristã, que, na concepção do pequeno, "reúne gente falsa" e "desonesta". Se os pais, cristãos, forem péssimos, o indivíduo, querendo distância dos pais e daquilo que lembra deles, evitará a Igreja - isso me lembra uma interessante constatação: um dos maiores motivos para o ateísmo, para o ódio contra o Pai do Céu, é um relacionamento espinhento com o pai biológico. Nesse sentido, o ateísmo tem origem em vertentes muito mais emocionais do que racionais! Certo, podemos pôr as culpas nos pais ou outros familiares, porém a Igreja é tão culpada quanto eles! De que forma? Vejamos na segunda parte do artigo.
2 - A culpa da Igreja:
O mundo da razão, o Mundo Moderno, embasado na religião cristã, nas instituições tradicionais e na razão, criou a atmosfera bélica que levou a humanidade ao caos das Duas Grandes Guerras e, com base nos traumas e desconfiança do "retrógrado e mortífero" tempo moderno, surgiu o emocional e irracional Movimento Hippie ("paz e amor"), juntamente com o relativismo, como configuração para o que chamamos de Pós-Modernismo. Nesse contexto de desapego ao racional e desconfiança da religião, muitos dos pais dos ateus de hoje se criaram e esses pais, por sua vez, formaram boa parte a membresia de muitas igrejas que, por consequência, refletiram suas filosofias de vida. Vou trabalhar com o contexto católico e protestante/pentecostal.
a - Contexto católico:
Disseminada a desconfiança, a mentalidade "não-praticante", ou nominal, generalizou-se. Intensificou-se o problema com a Década de 80 e o seu individualismo, fazendo com que as famílias, cada vez mais, se desligassem das atividades de sua comunidade cristã local. O descompromisso geral com a doutrinação dos jovens, com base em pais de orientação apenas nominal, levou à uma péssima apresentação da fé cristã para esse público: sem profundidade, sem teologia, sem filosofia, pouca coisa além de tradição, sacramento e prática. Por testemunhos (pois não sou católico) sei que a catequese dos jovens, por exemplo, em muitos lugares está sendo desenvolvida por gente despreparada e descomprometida, isso em conhecimento, dedicação e vida espiritual, o que culmina em estudos exaustivos, monótonos, vazios, sem significado e sem relevância, que logo acabam no esquecimento (muitos consideram a catequese como algo quase que insuportável e a fazem somente por obrigação). Falo isso por maldade? De modo algum! Falo isso por amor, pois a verdade, em muitos casos, é essa e isso tem, sim, levado ao afastamento dos jovens. Pais com pouco interesse em conhecimento bíblico não incentivarão seus filhos ao estudo das Escrituras e não militarão por uma melhor educação religiosa. Quais as consequências disso? Achando que a Bíblia e a Igreja são sinônimo de chatice, o jovem, quase sem nenhum conhecimento bíblico, pouca base de filosofia e história cristã, chegará ao Ensino Médio e Academia, onde receberá uma tendenciosa e estimulante mensagem anticristã e pró-ateísta e, fazendo o balanço de seu parco conhecimento relativo à fé cristã (e seu sentimento ruim com relação à Igreja) com a viva, atraente e supostamente veraz e profunda apresentação antirreligiosa, penderá, quase que certamente, ao ateísmo. A culpa é, sim, do jovem e da família, mas, também, da Igreja, que não lhe ofereceu uma educação religiosa íntegra e viva, que não lhe deu a devida importância.
b - Contexto protestante/pentecostal:
A mentalidade mais emotiva e desconfiada do Século XX configurou a Igreja Protestante do Brasil doutra maneira, não tanto na "não-prática", como se deu com o catolicismo. A empolgação dos primeiros crescimentos do protestantismo no Brasil veio com um diminuto interesse por Apologética Cristã: com algumas exceções, muitos novos convertidos não nutriam interesse em analisar a veracidade do cristianismo, em responder os ataques desferidos contra as Escrituras, em conhecer profundamente os fundamentos teológico-filosófico-científicos da fé cristã. Isso se dava, em parte, porque o acesso ao material apologético era muito restrito, já que boa parte desse material ainda não havia sido traduzido para o português e, inicialmente sofrendo preconceito da parte dos católicos (com isso fomentando um triste anticatolicismo), os protestantes também não fizeram uso do material disponibilizado pela Igreja Católica (essas feridas teológicas, filosóficas e científicas ainda se refletem hoje: a maior parte do material acadêmico para o estudante de teologia é de autoria norte-americana) . O fato é que as gerações cristãs das décadas passadas geralmente não nutriram interesses em aprofundamentos apologéticos, inclusive se permitiram influenciar pelo fundamentalismo cristão estadunidense (a Igreja que mais alimentou o protestantismo no Brasil, vide Ticiano Castoldi, Minasdraug, Darwinismo e Igreja: os primeiros contados), engolindo a vil percepção de que "ciência e religião não se misturam", de que "ciência e religião se anulam" e, pior, de que "a ciência é inimiga do cristão", o que levou a um afastamento cada vez maior dos cristãos protestantes com relação ao conhecimento empírico. O problema é que essas gerações, seguras de sua fé mais emotiva, não se prepararam para a vida da geração atual, não esperavam que seus filhos nutrissem uma mentalidade diferente das suas, não esperavam pelo surgimento de crianças prematuras e adolescentes e jovens mais críticos e sedentos por informação e respostas. Quando inocentes crianças, os pais, sem perceber, as criaram num ambiente de isolamento intelectual, de uma fé desapegada da realidade e, quando tais crianças cresceram, o erro estava cometido e a internet tratou de dar-lhes as respostas que não conseguiram obter de seus pais. A caminhada ateísta, para muitos, se iniciou assim, logo partindo para um anticristianismo embasado na infância: "fé emburrece", "fé aliena".
Nesse sentido, o universo pentecostal está caindo num erro ainda pior: além do medo e da quase demonização da ciência em muitos guetos do movimento, há um desapego ainda maior pelo ensino da teologia e da filosofia cristã, não há incentivo para a busca de conhecimento e não há estímulo para a formação de um senso crítico. O tratamento com os jovens é uniformizado e a tendência é a aniquilação da personalidade e da criatividade: se desestimula o debate e a formação de opinião (se determinadas perguntas são feitas e certos assuntos mencionados, logo se censura com chavões do tipo: "tá amarrado" ou "isso é confusão do Diabo"). Nesses ambientes até a língua é outra, o chamado "crentês" , o que isola não só intelectual e espiritualmente o indivíduo do resto do mundo, mas também culturalmente. Nós sabemos que os jovens querem se inserir na sociedade, têm necessidade de estar nela, ser parte dela, e quando uma igreja os aliena e impede de fazê-lo (não me refiro à pecados), no momento em que eles tiverem que se expôr, poderão ser arrastados pela maré desse mundo, pois não estão preparados espiritual, social e intelectualmente (sua fé é imatura, pois carece de conhecimento bíblico e não foi testada mediante desafios e ataques, é socialmente imaturo, pois alienou-se no pequeno grupo e é intelectualmente despreparado, pois não lhe foi permitido questionar e estudar determinados assuntos, não recebendo o amparo necessário, de gente capacitada, perante suas indagações e crises). Com o aumento do poder aquisitivo, os pentecostais, constituídos por uma maioria de baixa renda, estão podendo entrar nas universidades ou ter internet em casa, o que, sem dúvida, expõe os jovens a toda a espécie de questionamento e pressão e isso, inevitavelmente, tem levado muitos ao ateísmo. A igrejas que falam muito em só "andar no Espírito" e pouco trabalham a área intelectual, estão fadadas a perder muitos jovens para o ateísmo, assim como as igrejas pouco espirituais, onde a maioria dos jovens não teve experiências sobrenaturais com Deus e, portanto, não sabe como é, de fato, senti-Lo. Nesse caso a melhor solução é o equilíbrio - e nada melhor do que uma congregação que, unida, vive a Verdade do Evangelho com autenticidade.
A minha crítica para a Igreja do Brasil é a seguinte: muitos de seus líderes atuais, juntamente com os pais de família, não nutrem interesses intelectuais relacionados ao cristianismo e, portanto, negligenciam tal área, de modo que não estão dispostos e nem capacitados para responder aos questionamentos filosóficos, científicos, históricos e teológicos de seus jovens. Quase não há, fora dos seminários, apresentações da filosofia e teologia cristãs, tampouco há o incentivo e ensino de História da Igreja e, muito menos, amparo sobre questões de fé e ciência. Os jovens cristãos estão intelectualmente perdidos! Suas perguntas são censuradas, mal respondidas ou ficam sem resolução, a fé é apresentada como algo totalmente alienado desse mundo, sem ligações racionais com a realidade observada e, sob tais circunstâncias, uma loucura a ser desprezada. O desnorteado indivíduo, o jovem desamparado, terá acesso, na internet ou faculdade, às apresentações ateístas e, por questões óbvias, sentir-se-á atraído: o seu acesso ao conhecimento secular é tremendamente maior do que o conhecimento que a Igreja lhe forneceu (ele mal está engatinhando na fé e já recebe um turbilhão de informação antirreligiosa), nem dá tempo de ele se interessar por estudar teologia num seminário que as garras do Mundo Acadêmico o puxam para o ateísmo onde, finalmente, ele poderá usufruir dos prazeres da carne enquanto vive algo que, para ele, faz mais sentido, isso intelectualmente falando. Aqueles jovens que tiveram tempo para uma conversão verdadeira, em alguns casos, conseguem se proteger dos ataques anticristãos através de uma solitária busca por material apologético (mas isso é bastante raro) ou, noutros casos, com base em uma fé forte o bastante para sobreviver simplesmente com base na força de vontade (mais raro ainda). Bom para os jovens que se encaixam nas duas últimas categorias, mas e todo o restante? Infelizmente a sua tendência é afundar cada vez mais no ateísmo e anticristianismo, com base na seleção de informações e no ambiente pesado de páginas de grupos ateístas, retornando à fé em quatro casos: se tornou-se ateu com base no conhecimento, poderá se converter se continuar estudado; talvez chegue uma certa idade em que a rebeldia não mais lhe será atraente; é possível que, com o tempo, canse do hostil e polêmico ambiente neo-ateísta ou, quem sabe, não aguente mais o vazio da alma (mas isso quase sempre exigirá o envolvimento de um cristão preparado para lidar com questões ateístas... quem se preparou?).
A Igreja brasileira já perdeu muitos jovens. A Igreja brasileira continuará perdendo muitos jovens. A Igreja brasileira foi negligente, foi INCOMPETENTE na forma como lidou com a sua juventude! Ela abandonou os seus jovens em algumas das suas mais importantes necessidades! Seus líderes não se prepararam, ou não quiseram se preparar. Os pais não se preocuparam em apresentar uma fé também racional para os seus filhos, eles não se esforçaram para evangelizar adequadamente as suas crianças! Nós sabemos que a ciência, por si só, não é o fator que afasta os jovens de Deus, pois Francis S. Collins, por exemplo, é cristão mesmo sendo um dos maiores cientistas da atualidade, o que tem afastado os jovens da Igreja é, sim (e inclusive), a falta de conhecimento, a falta de uma exposição empolgante, viva e profunda de filosofia, história, teologia e ciência para o cristão desde a infância! Sem esses fundamentos, vemos jovens que, ou temem o conhecimento, ou se deixam levar por qualquer mentira - jovens despreparados! Jovens que foram absurdamente melhor servidos de conhecimento secular do que cristão! Que, antes de atingirem algum amadurecimento na fé, já foram apunhalados pelo ateísmo! Será que eles, ex-cristãos e atuais ateus, são totalmente culpados de sua descrença? Sei que a Igreja os serviu tão mal de informações que antes mesmo de se converterem verdadeiramente, de compreenderem de fato o que é o cristianismo, se viram cercados de secularismo (e que jovem vai querer passar vergonha por aí, afirmando algo que, para ele, não tem argumentos plausíveis? Vazio de lógica e sentido?). Sim, a Igreja foi e está sendo incompetente com os seus jovens, mas as coisas podem mudar, podem melhorar: saiamos da "bolha", da redoma intelectual, do gueto! Estudemos, nos preparemos, tenhamos iniciativa: as gerações que estão chegando precisam de gente inteligente e conhecedora da História da Igreja, de filosofia, de teologia e de ciência (em suas diversas facetas), de gente que inspire, que responda sem medo e com consistência! Que lhes dê confiança, coragem, suporte! Também há tempo de resgatar muitos jovens que foram perdidos, isso antes que fiquem completamente cegos pelo ódio anticristão: os enfrentemos em debates, mas de modo digno e equilibrado, levemos respostas coerentes aos seus questionamentos, compremos livros dos mais variados tipos, ampliemos nossos conhecimentos e ofereçamos, em amor, informações cheias de credibilidade e conteúdo para aquele que fugiram em parte, por causa da nossa incompetência, da incompetência da Igreja nessa área.
A Igreja não pode mais ser negligente e nem agressiva com relação aos agressivos e anticristãos neo-ateus que ela mesma, através de sua negligência, ajudou a formar. Sejamos sóbrios e humildes.

Natanael Pedro Castoldi

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