De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

terça-feira, 6 de março de 2012

Idéias nocivas

Vou começar com o pensamento de um idolatrado ateu sobre o cristianismo - não Darwin, que nem ateu era:

"O cristianismo é chamado de religião da compaixão. (...) O homem perde força quando se compadece. Por meio da compaixão a drenagem da força que o próprio sofrimento traz ao mundo é multiplicada por mil (...) De maneira geral, a compaixão frustra a lei do desenvolvimento que é a lei da seleção. Ela preserva aquilo que já está maduro para a morte, luta em favor dos deserdados e condenados da vida."
Nietzshe (1844-1900) estranha com essa alegação: o cristão que lê pode encher-se de orgulho com essa verdade, enquanto o ateu que lê pode se encher de ódio com a mesma. Uns consideram elogio e outros consideram ofensa. Embora o filósofo ateu, que costumava falar sem comprovar, tratando-se mais de um pensamento individual resultante de uma guerra pessoal com Deus, tenha usado tal argumento como uma forma de criticar a fé cristã, eu senti-me honrado com a mesma passagem, que extrai do livro Fé e Descrença, Ruth Tucker. Nietzshe, nesse caso, se enquadra no grupo de ateus que compreendem, de fato, qual é a proposta e função genuína do cristianismo, embora discordem - por sorte há os que compreendem e, mesmo ateus, consideram válidos os fundamentos morais e éticos de minha fé. Do outro lado ficam ateus bem menos respeitosos, que ignoram toda a boa honestidade e imparcialidade e, sem o mínimo senso de lógica ou conhecimento de história e teologia, criticam e repudiam tudo o que se vê relacionado ao cristianismo, num anticristianismo incapaz de compreender, ao contrário de Nietzshe, os alicerces fundamentais das palavras de Cristo - precipitações fundamentadas num ódio, motivado por experiências ruins e anseios convenientes, antes de conclusões intelectual e moralmente alicerçadas. De minha crítica, portanto, só se livram os ateus honestos, que, além de entender o que é cristianismo, compreendem seu potencial benéfico, e é aqui que Nietzshe e quase todos os céticos de nossos dias, resultado do modismo pseudo-intelectual que se instalou numa juventude sem cérebro, falham.
Você não precisa pensar muito para conceber qual o potencial do pensamento ateísta do filósofo aqui citado, basta ver quem veio na sua onda: os famosos ditadores totalitários, fascistas, do séc. XX. É lógico que essa história darwinista de "lei do mais forte", quando transformada em darwinismo social, favorece toda a espécie de deitadura, monarquia, imperialismo, pois aquele que é tido como "mais forte" tem o direito evolutivo de ganhar tanto poder quanto conseguir, em nome de sua sobrevivência e, para tal, pode e deve pisar nos mais fracos, naturalmente inaptos, utilizando-os como escravos, se necessário, ou matando-os aos montes, caso se opunham. Não é novidade para ninguém que Adolf Hitler trabalhou com esses moldes, dividindo a humanidade em raças mais e menos aptas, eliminando os ditos "impuros", com uma mescla do pensamento ateísta precursor com o paganismo germânico restaurado por ele, produto que resultou numa deturpação maliciosa da própria Bíblia -então se dizem por aí que Hitler era "cristão", tentem definir bem que tipo de "cristão" ele era. O fato é que "o mais forte" matou algo entorno de 40 milhões de pessoas, "inaptas para sobreviver", "incompatíveis com o novo ambiente inserido". Não demorou muito para o comunismo, fundamentado num desapego a todas as espécies de religião -mas especialmente inimigo da fé cristã, numa perseguição descarada contra a igreja ortodoxa, na Rússia, onde em 1914, antes do socialismo, haviam 55 mil igrejas ortodoxas, 29,5 mil capelas, 550 mosteiros e 475 conventos, mas, já perto do fim da URSS, o número caíra para 6.893 igrejas e 18 mosteiros- se erguer. Como no comunismo o homem é o máximo de divindade que se pode encontrar, não existe verdade, moral, nada acima dele, logo, a dita Verdade Absoluta, maior do que tudo, por provir de Deus, é descartada e a moral se vê colocada sob o domínio dos homens, podendo ser moldada e calibrada segundo as pretensões e necessidades individuais. Acontece que o pensamento ateísta do regime comunista vinha carregado com a genética darwinista: todo o povo, uma vez nivelado em igualdade de pobreza, teve que se submeter a um líder absoluto, o "mais forte", e esse, por sua vez, tendo domínio sobre a moralidade, moldou-a de modo a enrijecer seu poder: uma vez sendo o "mais forte", o padrão de moralidade que moldou deveria ser martelado na cabeça de todos os seus subordinados, "mais fracos". O "mais forte" da URSS foi Stálin e, com base no conceito de líder supremo, "escolhido pela evolução", matou aproximadamente 60 milhões de homens "inferiores", destes, mais de dez milhões eram compatriotas - sem um padrão moral inviolável e maior do que o homem, sem Deus a quem prestar contas e tendo os indivíduos como pedaços de carne sem alma, genocídios se tornam "justificáveis". Outro líder comunista, embasado na mesma idéia conveniente, foi Mao-Tsé Tung, responsável pela morte de algo entorno de 70 milhões de "inimigos". 
Leve em conta que existiram outros muitos regimes comunistas igualmente mortíferos - inclusive era por certo, há algumas décadas, que o Brasil se tornaria um país comunista, pois Brasília foi erguida por comunistas e aos moldes arquitetônicos de capitais de nações deste grupo; a rússia já enviava emissários comunistas para nossas terras e vários levantes de grupos apoiadores de um regime totalitário embasado nos ideais de Marx tomavam o país, dos quais fez parte a nossa atual presidente. A situação chegou no ponto crítico do limiar de um golpe, para a tomada do poder nacional pelos marxistas, do qual os militares tiveram conhecimento e se apressaram em evitar, dando um outro golpe primeiro, o famoso Golpe Militar de 1964, no qual os militares fizeram valer sua função de proteger a nação - a proposta era de abrirem mão do poder assim que a situação se normalizasse. É claro que os militares se excederam em muitos aspectos, mas devemos a eles a manutenção de parcial liberdade de expressão e religião, da economia nacional -que quebraria com o comunismo, como a URSS quebrou- e a sobrevivência de dezenas de milhares que certamente teriam sido mortos pelos comunistas, caso tivessem tomado o poder. Hoje se demoniza o Regime e pervertem-se verdades, estratégia típica de um governo liderado por um partido de origens e ideais no vermelho dos sovietes.

Em menos de um século, o comunismo conseguiu matar mais de 100 milhões de pessoas e é impossível que tal regime trabalhe doutra forma, pois a sua "genética", a sua natureza, as filosofias nas quais se fundamenta, só permitem que funcione dessa forma. Graças ao comunismo e aos demais regimes totalitários, que resultaram em guerras jamais vistas antes na história humana, o séc. XX, justamente aquele que foi o primeiro século de uma humanidade decididamente oposta a Deus e ao Seu padrão moral absoluto e inquestionável, foi mais mortífero, sozinho, do que todos os demais 19 séculos da Era Cristã. O século que começou com fundamentado no naturalismo darwinista e no pensamento filosófico de Nietzshe, entre outros, foi o mais terrível de todos os tempos. O homem não pode viver com o padrão moral alicerçado em si mesmo - o único fundamento para um estado de ordem e segurança, em oposição ao selvático anarquismo e tenebroso comunismo, está na concepção de um padrão moral externo, perante o qual todos se submetem, falo de Deus.
Hoje, por mais que o mundo esteja mergulhando numa espécie de paganismo, embasado num espiritualismo ilógico, mágico e totalmente egocentrista -frutos do humanismo darwinista-, em parceria com um ateísmo cada vez mais religioso -com direito, inclusive, a um templo que, provavelmente, será construído em Londres-, muitas das idéias que envenenaram o mundo no século passado ainda se fazem presentes, mas com máscaras diferentes. Embora o mundo, no ano passado, 2011, segundo o Instituto Pesquisa Internacional de Conflitos de Heidelberg, da Alemanha, tenha tido o ano mais belicoso desde 1945, com 20 guerras declaradas e 166 conflitos violentos - enquanto 2010 teve 6 guerras e 161 conflitos-, vivemos numa situação de aparente paz, mesmo diante de um possível colapso econômico, incentivado pela quantidade de catástrofes naturais, que também triplicou em 2011 -820 eventos com o dobro de prejuízos tidos em 2010-, portanto, a aplicação dos ideais incentivados por Nietzshe e demais pensadores de sua época, se desenvolve -por enquanto e principalmente nas relações sociais - numa temerária e suicida postura de um egocêntrico carpe diem: "o que eu quero fazer e ser é mais importante do que os direitos dos demais".
Vou começar me lembrando do movimento que já comentei ano passado, o SlutWalks -2010-, revolução de nome macabro iniciado no Canadá por causa do dizer mal interpretado de um policial bem intencionado, que, direcionando-se às alunas da universidade em que palestrava, orientou-as que um dos meios de se evitar estupros era o vestir-se decentemente. Além de alegarem "machismo" da parte do policial -não sei o que uma verdade "inconveniente" tem com machismo-, as mais revoltadas - e promíscuas - iniciaram um levante afim de promover a indecência e vulgaridade em parceria com o "direito de não serem estupradas" ou "desrespeitadas" -esquecendo-se de uma regra básica da biologia: o que você semeia, também colhe. Então saíram às ruas com roupas íntimas, trajes de prostitutas, busto nu, corpo e cartazes pintados com frases contra  machismo (?), auto-intitulando-se "vagabundas" e outras expressões vergonhosas e exigindo o respeito da sociedade - "a minha saia curta não tem nada a ver com você", dizia um dos cartazes. O movimento se alastrou pelo mundo, já que trabalhava com uma idéia cômoda: unir promiscuidade e feminismo em prol de uma liberdade extrema. É lógico que tal movimento é totalmente vil! E é aqui que entra um aspecto do darwinismo: eu tenho o direito de me sobrepor, de pisar nos demais e fazê-los engolir as minhas vontades sem fazer valer o pensamento "retrógrado e machista" dos mesmos. Eis a velha tática de demonizar, sem fundamentos razoáveis, a oposição! Mas a questão é: a "saia curta" da moça indecente tem, sim, a ver comigo, pois a sensualidade exposta nas ruas da cidade me é ofensiva, principalmente quando eu, cristão, levo em conta a integridade física, mental e espiritual de crianças despreparadas para uma imagem tão forte -e destrutiva, já que pode aniquilar a inocência vital da infância-, o respeito em honra pelos mais velhos, que não devem se prestar a vergonhosa imagem do que lhes é escândalo, em respeito aos homens de bem, que não precisam e não querem ser estimulados sexualmente dessa forma e, por fim, em respeito as mulheres de bem, que se ofendem, ferem a estima ou são incentivadas ao vulgar. Pela marcha, pelo movimento organizado e escandaloso, as "vagabundas" se fizeram mais fortes e, sem terem o mínimo de consideração pela maioria, impuseram a sua vontade destrutivamente perversa.
Outro movimento a que me remeto nessa questão está na legalização da maconha, que remexeu algumas universidade do país no ano passado. Sejamos sinceros, sem argumentos hipócritas, qual é a verdadeira razão de um indivíduo lutar pela legalização da droga? "Eu quero fumar". Não me venha com vantagens econômicas ou medicinais, pois o que o viciado realmente quer é ter seu prazer fumando e ponto final. Ninguém lutaria exclusivamente em prol do bem de pessoas enfermas ou vantagens econômicas para o país, pois quase todos, no fundo no fundo, militam em prol de seu próprio bem - os altruístas estão morrendo, justamente aqueles que Nietzshe condenava por interferirem no ciclo natural de dominação, vida e morte. Eis a questão: o uso da maconha deve ser um direito legal simplesmente porque "eu quero"?! O fato de alguém querer fazer algo não é suficiente para que ele seja permitido, senão os que quisessem ter relações sexuais no meio da rua, na frente de uma escola ou com seres inumanos, também poderiam argumentar. Isso não é argumento, da mesma forma que o assassino não está certo ao alegar as motivações das facadas com base no "eu quis fazer isso", tampouco o aborto se justifica no mero "querer". Pense comigo: o que segura os jovens ao não uso da maconha são os riscos e valores financeiros envolvidos nisso - é claro que alguns se arriscam -, enquanto um número bem menor se interessa pelos cigarros convencionais. Se a maconha fosse legalizada, haveria uma explosão sem precedentes no consumo dessa droga, pois ela é bem mais atrativa do que o fedorento e absolutamente malévolo cigarro comum e, como sabemos, o uso de uma primeira droga tem potencial de levar o viciado a usar outra mais potente. Isso promoveria, primeiramente, uma epidemia de maconha e, em seguida, pioraria o consumo doutras drogas. O "querer", definitivamente, não é argumento! Para que facilitar o uso de maconha pras crianças? Jovens? Qualquer um? Pois a legalização facilitaria!! E eu, como um bom cristão, por mais que hajam pontos negativos, simplesmente não posso concordar com o malévolo. Então o "querer" individual, profundamente enraizado na busca egoísta por prazer, feriria a integridade física, mental e espiritual de crianças, que se envolveriam por vista, consumo passivo ou direto da droga, também atacaria a honra dos mais velhos em desrespeito e quebraria com a soberania dos pais na orientação de seus filhos segundo seus padrões - convenhamos, é melhor não fumar do que fumar, independente do que for. Os viciados se levantam numa tentativa de impôr maior força em prol do seu suposto bem, não relevando o fato de que isso custará a integridade, ou a vida, de todos os demais. Bom seria se os impostos por sobre os cigarros comuns, bebidas alcoólicas, pornografia e toda a espécie de produto vicioso se ampliassem grandemente, para evitar o consumo - mas que governo quer isso? Perder a arma do "pão e circo"?!
Já que falo de movimentos polêmicos, não poderia me esquecer do Movimento Homossexual, que é um fortíssimo exemplo de imposição forçada de ideias. Existem três pontos fundamentais a levarmos em conta: é comprovado que homossexualismo não provém de herança genética (1) -vide "Homocentrismo"-, mas trata-se, segundo uma verdade comum aos psiquiatras, de distúrbios psicológicos (2), originados, não raramente, de traumas e lares desestruturados (3) -vide "Em nome da honra" e, segundo princípios doutra postagem, "Sapiens", poderia até vir por herança, de uma "memória genética" dos pais ou antepassados, o que não faz disso algo "correto", pois o pecado se enraíza e acumula em nossos genes físicos e espirituais e, uma vez enraizado na alma, o aspecto espiritual tem potencial de alterar as disposições físicas e psicológicas, vide "Pneumo". Eu não quero ser tachado de "homofóbico" simplesmente porque estou expressando uma verdade inquestionável - se assim for, não passará da tática já citada de demonizar desonestamente a oposição. O indivíduo homossexual, por mim, deve ter direitos IGUAIS a qualquer outro, por ser um igual, nada mais e nada menos. O problema começa quando se levantam movimentos que, de maneiras erras, buscam mais do que isso. A famosa Parada Gay de São Paulo não é muito diferente da Marcha das Vagabundas -SlutWalks-, mas a vulgaridade se transfere da massa feminina para uma massa, em grande parte, de homens homo-afetivos. A indecência, promiscuidade, "sensualidade" e devassidão desenvolvida por indivíduos desrespeitosos predomina no movimento e contra os quais uso os mesmos argumentos de que me utilizei em relação as SlutWalks. Gênero, raça ou orientação sexual não são argumentos para mais liberdade devassa! E eu me impôr contra a verdadeira orgia que é a Parada Gay não se trata de "homofobia", "preconceito", se trata, muito mais, do desacordo com a postura perversa dos participantes. É claro que, segundo a Bíblia, não posso concordar com o homossexualismo, da mesma forma como não devo concordar com qualquer outro pecado -ato de afastar-se de Deus-, mas eu não me ergo em oposição somente por isso -embora faça parte-, outras motivações fortes estão na defesa da moral, dos bons costumes, da decência, do respeito e da liberdade! 
Como você já notou, eu costumo me impôr diante de qualquer forte demonstração de rebeldia e vulgaridade, logo, quando vejo isso no Movimento Homossexual, não posso me calar somente porque os riscos de me expor aumentam. E esse é o outro ponto que me desagrada no movimento em questão: pela força, pressão, os homossexuais têm conseguido expressar publicamente intuitos pervertidos e, pela imposição de força, têm conseguido tornar verdades inconveniente em mentiras, dizendo, por exemplo, que o homossexualismo é genético, além de, pela censura e opressão, fazer calar toda a oposição ao seu levante desregrado e dotado de inúmeros interesses políticos, afim de se constituir uma casta mais privilegiada pela lei - e dotada do poder especial de processar qualquer um e por qualquer motivo com o argumento de "preconceito". Então os homossexuais estão desrespeitando, pela promiscuidade pública, as crianças, os idosos e os pais, que não podem mais privar os filhos dessas questões e orientá-los segundo as leis da natureza, a história humana e a Bíblia orientam e, desrespeitando, pelas lutas políticas, o direito de ser e expressar dos que se opõem. Mas, estranhamente, os homossexuais estão desrespeitando a si mesmos: ultimamente tem tramitado em Brasília uma proposta de lei que legaliza as clínicas de tratamento para homossexuais, o que está levantando tenebrosa oposição, que se ofende com a idéia de que homossexualismo pode ser tratado como uma "doença", sendo que, de fato é uma anormalidade psicológica. O desrespeito começa quando uma maioria, mais poderosa e desinteressada no tratamento, ao lutar contra essas clínicas, priva uma minoria homossexual que reconhece o problema e, descontente, deseja tratar-se - eis o egoísmo: com as clínicas, tratar-se-iam os que assim desejassem, mas, sem as clínicas, nem os que querem podem se tratar. É a típica imposição do "mais forte".
Sobre a adoção de crianças por casais homossexuais, também tenho as minhas reservas: primeiramente, está comprovado que crianças que moram com os pais biológicos são mais felizes, falo sobre isso nos finalmentes da postagem "Pneumo", em segundo lugar, sei bem quais os anseios da maioria desses casais  -os citados- interessados em adoção de crianças: mais troféus de vitória sobre o "preconceito", cabides para suas vaidades, símbolos e fontes de ego. Certamente o pequeno com dois pais ou duas mães sofrerá, pois isso é antinatural, o que promoverá confusão mental, ataques morais de outros indivíduos e, sem dúvida, resultará num cidadão portador de distúrbios físicos e psicológicos. Porém, acima de tudo, critico essa postura pelo fato de que pais heterossexuais terão um grande argumento para colocarem seus filhos biológicos para a adoção, privando-os de serem mais felizes seguindo a naturalidade, pois se o aborto está se tornando opção bem aceita, pais que simplesmente não querem ter filhos, por egoísmo, mas, por algum resquício de vergonha, decidem não matá-lo ainda no útero, promoverão uma outra espécie de aborto, não sanguinária: excluirão a criança de suas vidas através da adoção. Acontece que sem o aumento no "mercado" de adoções pela maior procura, esses pais se obrigariam a dar o melhor aos seus filhos: aceitarem-nos e criarem-nos segundo toda a história natural, genética e humana confeccionou. O homossexual, quando luta por um direito que só fará bem para ele, mas com um alto preço vindouro para o restante da sociedade, trabalha, mais uma vez reforço, com a filosofia naturalista da sobrevivência do mais forte em troca da aniquilação dos mais fracos - seja ela física, seja ela moral.
Uma mente satânica, a controlar as mídias, forçar ideologias nas instituições de ensino e perseguir os opositores, desde os fundamentos da idéia, como a perseguição científica aos cientistas e historiadores criacionistas, até o produto da filosofia, tendo como intolerante, retrógrado, acéfalo e preconceituoso qualquer um que se opôr a libertinagem, totalmente fundamentada no conceito darwinista, que nos serve com a idéia de ser o homem maior do que tudo, o centro do Universo, não havendo Verdade Absoluta, estando a vontade individual, com base na hierarquia do "mais forte" ao "mais fraco", imposta e exposta de modo inquestionável. E quem é o mais fraco nessa história? Aparentemente os que lutam contra todo esse sistema, perfeitamente ajustado para o vindouro governo mundial -conseqüência natural desse pensamento. Sim, nós, cristãos, aos seus olhos, somos os mais fracos e, por isso, querem nos fazer prostrar - felizmente somos mais fortes do que pensam, e como uma resistência insubmissa, lutaremos até o final, isso em nome e segundo a vontade do Eterno Deus, em nome da liberdade que vem dEle -João 8:32!
Como moro no interior de um estado conhecido por seu apego à tradição, nada do que citei acima, dos movimentos, é visível aos meus olhos, tendo conhecimento deles pela televisão ou internet, mas posso citar exemplos do anseio por dominação compatíveis com a atmosfera em que vivo e que, certamente, são válidos para todo e qualquer lugar desse Ocidente fétido. A bebida alcoólica virou moda, símbolo de maturidade e rebeldia, se tornando a peça central de todo o bom convívio social, resultando em jovens cujos fígados já se encontram exaustos e futuros pais de família potencialmente agressivos. A exposição pública nas noites de final de semana e o significado comumente atribuído ao álcool, como necessário para momentos de felicidade -felicidade que precisa do êxtase de alucinações para que se fuja de uma realidade deprimente- e um passo necessário para ser melhor respeitado, está fazendo com que, cada vez mais, adolescentes se tornem usuários dependentes desse vício, chegando a atingir, inclusive, pré-adolescentes que, envolvidos pelas fantasias tidas por sobre as bebidas e o exemplo tenebroso daqueles nos quais se espelham, acabam se perdendo e, ao lado da bebida, fazendo outras coisas absurdas. É aqui que essa juventude podre faz valer o conceito darwinista antropocêntrico: "eu sou o centro do mundo e se o meu prazer envolve beber diante de crianças, problema é meu!" O "mais forte", então, faz valer a sua vontade por sobre a integridade física e moral dos "mais fracos" - um futuro negro envolvendo cânceres, doenças e acidentes entorno do consumo excessivo de bebidas alcoólicas nos aguarda e os primeiros responsáveis são os pais libertinos dessa geração de jovens que, como um efeito cascata, se responsabiliza pela queda dos mais novos. A infância termina por estar aniquilada precocemente. Observação: um levantamento do Economic and Social Research Council, da Inglaterra, com 5 mil jovens de 10 a 15 anos, concluiu que são mais felizes aqueles que não bebem, não fumam e não se alimentam excessivamente com besteiras industrializadas.
Outro fator que tem aniquilado a infância de muitos e também é de responsabilidade dos jovens está na libertinagem: enquanto os mais "maduros" demonstram que bebida e namoro descompromissado, desenvolvido comumente com pessoas desconhecidas, apenas por prazer, como fontes de uma excessiva alegria imediata, as crianças, os pré-adolescentes e os adolescentes são tentados e influenciados a copiá-lo, reproduzi-lo, afinal, "tudo se trata de busca por prazer"! É claro que no êxtase das bebidas e do contato sexual, os indivíduos vazios encontram pequenas e efêmeras ilhas de felicidade, pois seus cérebros se encontram anestesiados e inaptos a pensar e refletir sobre as confusões, angústias e tristezas das vidas sem sentido e é por isso que servem como um escape cada vez mais intenso e forte - as doses precisam ser aumentadas gradativamente, para manter a mente "tranquila". Cada dita "festa" vira uma caçada, com indivíduos sedentos pelo amenizar da dor produzida pela fenda aberta em suas almas, como cães atrás de algum prazer bestial, irracional, sempre terminando numa série de inúmeros casos de adultério, constituindo-se uma cultura de indivíduos descartáveis, que se vendem a pessoas diferentes a qualquer oportunidade, desvalorizando-se e diminuindo a sua estima e integridade a cada novo ato de prostituição - quando falo de adultério e prostituição, não me refiro exclusivamente ao sexo consumado, mas ao "mero ficar". A exposição é tanta, a propaganda é tanta, que vemos crianças cada vez mais novas "ficando", devido a influência, o que já está resultando em gerações de bissexuais, totalmente infelizes, que jamais terão condições de construir um relacionamento estável e satisfatório. Mais uma vez, a necessidade de prazer de alguns, "mais fortes", tem como custo a integridade mental, física e espiritual dos pequenos, que perdem a infância e arruíam o seu futuro. Ao lado disso vem todo o estímulo a pornografia, que hoje é uma epidemia a envenenar a mente de quase todos os adolescentes e jovens, com uma ou duas excessões em cem. Não quero nem imaginar qual será o futuro da família!!
O último ponto que quero ressaltar se insere no contexto da música. Não raramente ouvimos carros andando com sons altíssimos reproduzindo músicas de terrível composição, ritmo e letras, atingindo a todos involuntariamente, ou seja, fazendo-nos ouvintes passivos. Nem falo de todo o incentivo midiático às músicas de baixo calão. A questão é: toda a espécie de músicas com letras extremamente promíscuas e vulgares são ouvidas nas ruas por intermédio dos jovens que, numa carência de atenção e valor, provavelmente perdido no repentino adultério, espalham aos quatro ventos seus gostos e interesses, por mais devassos que sejam. Resultados? É lógico que o professar do sexo através de letras e ritmos condizentes só pode promover destruição! Só o fato de perambular com sons altos já os caracteriza como desrespeitosos, mas o pior está na natureza desse som... será que não pensam que crianças perdem a inocência e a boa infância por causa disso?! Será que não pensam nos idosos, que merecem um mínimo de respeito e honra? A única diferença entre pornografia explícita e uma música que trabalha de modo explícito, ou quase, o sexo, está no cenário em que as cenas se desenvolvem: num caso é a tela do computador ou televisão, noutro a mente profana do homem... e se a criança não entende bem o que está ouvindo, pela curiosidade irá tirar as dúvidas nalgum lugar, sejam "amigos" mais velhos ou a internet, cenário extremamente hostil para o transitar de um inocente e ingênuo pequeno desacompanhado enquanto mexe com assuntos seríssimos. Então, mais uma vez, jovens tentam doutrinar as crianças segundo o seu padrão moral, burlando a soberania dos pais na educação e orientação dos filhos... E, repito o que já disse, o "mais forte" impõe os seus valores, ignorando totalmente a integridade e o futuro dos "mais fracos". Que futuro tenebroso!!!

/: Aqui abro um parênteses sobre duas citações que fiz no Facebook sobre o carnaval:

1º) Por que todo mundo fica tão eufórico no carnaval? Só por que se pode servir deliberadamente aos instintos bestiais em público e o tempo todo, já que todo mundo faz? O carnaval me é um lembrete de que o ser humano, definitivamente, não é uma criatura boa por natureza, pois não importa o que todos fazem durante o ano se podemos ver, nesses poucos dias, que a maioria é, no fundo, perverso e infeliz. Devassidão, libertinagem, vulgaridade... Sodoma? Não muito distante... E, pra terminar, o show da hipocrisia que vem com a sexta-feira de cinzas, como se Deus fosse bobo e como se nós fôssemos muito inteligentes! Chega de mentira, chega de vitimação: o homem merece, sim, o Inferno e isso é indiscutível, não adianta querer ver bondade nesse pedaço de carne cheios de vícios, adultério e traição. Por favor!
2º) E então, terminou o carnaval, gurizada? Estão de ressaca, esperando pela próxima? Deve, realmente, ser "ótimo" terminar dias intensos, dos quais você não lembra quase nada por estar bêbado, anestesiado, com cansaço, dor de cabeça, enjoo e etc. Que "maravilha"! É claro que eu não entendo o valor disso... e, depois de tudo o que viveram, pergunto: e agora? Mudou algo?! A "alegria" adquirida nesses tempos caóticos permanece ou já escoou, ficando apenas a tristeza da realidade e a necessidade de uma festa, para escapar novamente do medo, da insegurança, da solidão? Sejamos sinceros, para chegarem ao ponto de terem que se encher de álcool e sexo, de modo a aniquilarem o seu raciocínio e destruírem os seus corpos, algo está totalmente errado. :/

O fato é que o mundo ainda só não foi destruído por três motivos: Deus está dando mais tempo aos homens para optarem por Ele -2 Pedro 3:9-, algumas profecias precisam se cumprir, como a de o cristianismo ser brutalmente enfraquecido e desacreditado -2 Tessalonicenses 2:3- e uma liderança global se instalar -Apocalipse 13:11-18- e, principalmente, chegar-se ao limite a ira dO Criador -Apocalipse 16:1- em relação à criatura - Deus, assim como com os cananeus -Gênesis 15:13-16-, está esperando a medida da Sua ira chegar no ponto justo para um derradeiro e brutal juízo -Apocalipse 19:11-21.
Com essa da música me lembrei do que li na Superinteressante de outubro de 2011: o Ministério da Cultura da China proibiu o trabalho das cantoras Beyoncé e Lady Gaga no país, por considerar algumas de suas músicas "vulgares demais", ordenando que sejam apagadas de todos os site musicais chineses. Também foram banidas várias composições de Britney Spears e Katy Perry pelos mesmos motivos. Esse é o ponto e, embora eu normalmente critique o comunismo chinês, entendi como benéfica essa medida, pense comigo: a anarquia, que é no que se resume essa história de que cada um é dono de si mesmo e, portanto, pode ser a gir como bem entender, alastrada no Ocidente, tem trabalhado como um agente totalmente malévolo para a integridade, solidez da sociedade, atingindo terrivelmente, pela exposição de vulgaridades e vícios, as crianças, que se pervertem. Uma liderança firme deve ser capaz de entender quando algo está fazendo mal para a nação como um todo e, mesmo que seja doloroso para o povo, que não se respeita numa situação de plena liberdade, banir ou promover privações em relação ao nocivo, afim de mantér a integridade da sociedade, coisa que na liberdade total não se procura - as pessoas perderam o bom senso -, precisando de um amparo legal para obrigar os indivíduos a se respeitarem. Eu publiquei essa notícia no já citado Facebook e recebi a crítica de que "se eu não gosto, não devo criticar, apenas não ouvir"... mas como não "ouvir" quando me torno um ouvinte passivo, devido ao bombardeio em alto som dessas músicas? Eis a minha resposta:

/: As pessoas têm o direito de escolher, mas quando esse direito fere o espaço vital das outras, que padecem de terrível desrespeito, quando vejo crianças novas cantando devassidão e fazendo coreografias pornográficas, quando vejo idosos sendo desrespeitados por jovens imorais que escutam sua perversão em amplificadores, quando vejo uma juventude cada vez mais promíscua a utilizar-se do canal da música como argumento para arruinar a sua vida, sepultar a vida da geração anterior e iniciar a destruição da geração que está vindo, em prol de um mundo sem moral e repleto de doenças mentais e físicas, penso que cabe bem alguma privação. As pessoas, infelizmente, olham apenas pro seu próprio umbigo e ferem as demais em troca de prazer individual. As pessoas mal sabem o que lhes é benéfico!!! Então, quando vejo que na liberdade total a bestialidade em forma de perversão corre solta, desrespeitando e arruinando a sociedade em sua plenitude, creio que limitações se tornam essenciais para o bem geral, para o futuro!!! :/
Essa é a questão: quando, na liberdade, os indivíduos se desrespeitam e aniquilam, com base na luta pela "sobrevivência", na qual o "mais forte" quer se impôr por sobre o "mais fraco", sugiro a intervenção de uma força maior, não necessariamente banindo as músicas, mas restringindo-as à públicos etários. Sim! Isso mesmo: da mesma forma como filmes possuem classificações etárias segundo a gravidade de seus conteúdos, a música também deveria. Não existe uma diferença tão grande entre músicas que descrevem o sexo e a pornografia em si, pois ambas mechem com a cabeça, os hormônios e a imaginação dos que escutam, portanto considero viável uma classificação de maioridade para músicas sexualmente explícitas - pense pela lógica: se funk, por exemplo, serve para estimular e facilitar o sexo no ambiente em que é tocado, que tipo de estímulos produz numa criança que o escuta voluntária ou involuntariamente?! Nada próprio para a idade, servindo como um agente destruidor da inocência, da infância, fazendo precoce o ouvinte, o que certamente terá graves conseqüências futuras, em gerações totalmente promíscuas e doentes - com uma humanidade vivendo como animais: só por momentos e o saciar de instintos, se resumindo a zumbis. Outrora li num livro que a música, além de mexer com as emoções, é capaz de mudar a personalidade e a mente das pessoas. "Mas a classificação não vai evitar que as crianças tenham acesso" você pode pensar... me diga, então, que tal tirar as restrições e classificações da pornografia? Ora, com ou sem restrições, infelizmente as crianças estão tendo acesso. É claro, baixar músicas já é crime, portanto falo de sites de cifras e letras com classificações etárias, já que ler erotismo ou ver clipes também é prejudicial - imagine o quão terríveis são os sensuais clipes de Lady Gaga, por exemplo, para os pequenos!! A idéia, da mesma forma que exposição de pornografia para crianças, principalmente em público, é crime, iria criminalizar o tocar alto das ditas músicas vulgares em ambientes familiares, o que, sem dúvida, preservaria um pouco da inocência que resta na geração mais nova e manteria o que sobra da soberania dos pais por sobre a orientação dos filhos. Esse conceito, de uma intervenção do Estado em questões de interesse vital, deveria, sem dúvidas, entrar em vigor.
Como conclusão dessa parte da reflexão, fica óbvio que a idéia proposta por Nietzshe, de cada um por si, sem abrir mão de egoísmo, traição, manipulação e qualquer outro meio macabro, é nociva para a ordem e vitalidade da sociedade. O mundo entraria em caos, voltaria para a realidade das selvas, numa luta desenfreada pelo poder, na qual os mais fracos seriam brutalmente estraçalhados pelos mais fortes. Segundo o pensamento em questão, nenhuma ação social, trabalho voluntário ou ajuda humanitária em prol dos que padecem de fome, abandono ou dor física e psicológica, é válida, sendo uma tremenda perda de tempo e energia para os "fortes" o olhar os "fracos", uma luta "vã e maléfica" contra o propósito da evolução, da seleção natural. E não é difícil de entender como as coisas, quando subjugadas por uma doutrina ateísta, chegam num ponto tão crítico: quando os indivíduos são vistos como seres sem alma, sem propósito e sem eternidade, passando a se resumir num pedaço de carne domável, no qual o "mais forte" pode inserir os propósitos que desejar, não estamos longe do fato de que, se o líder entender que tem o direito de fazer "sabão" com seus "pertences humanos", caso isso lhe dê mais lucros do que a escravidão, pois, afinal de contas, não passam de "efêmeros pedaços de carne ambulantes", como qualquer animal, deixando de existir plenamente quando desligados, da mesma forma que se pode desligar uma "outra" máquina qualquer. Quando vejo -e como vejo- pessoas dizendo que preferem a vida de animais do que a vida de homens, percebo que não estamos muito longe dessa realidade!!
De fato, o genuíno cristianismo, segundo os padrões bíblicos, é uma pedra de tropeço para o vindouro caos promovido pelo pensamento naturalista e, como já se vê comprovado, essa história de "lei do mais forte" é potencialmente destrutiva, apta a envenenar as almas e aniquilar tanto o "maior", por ter caminho livre para a libertinagem total, quanto o "menor", influenciado pelo "maior" e, portanto, igualmente corrompido e exposto ao risco. O segredo do cristianismo, como sendo a religião da compaixão, é de o forte se fazer fraco entregando-se em auxílio aos enfraquecidos -João 15:13-, afim de, enfraquecendo, fazê-los fortes e, sendo fraco, ser encontrado forte em Deus -2 Coríntios 12:10-, que honra a entrega total em amor por Ele, O Criador, e em amor aos próximos, nossos iguais -Mateus 22:37-40. Cristo, o "mais forte", esvaziou-se de Sua glória e desceu ao mundo como fraco, afim de se tornar o mais fraco de todos, deixando-se, por amor, surrar terrivelmente e pregar na cruz de modo humilhante -Efésios 3:19- e, pela Sua fraqueza, culminando na morte, possibilitar a Vida Eterna para os que já se viam jazidos na condição de percado indesculpável, fazendo-os, com a aniquilação de sua fraqueza mortal, fortes, primeiramente através de Sua fraqueza exposta como o Messias abatido e, sem seguida, pela força na condição do onipotente Filho ressurreto -1 João 4:9-10. Essa é a loucura da Cruz -1 Corintios 1:18!! Fazer-se fraco enquanto se é forte e ser feito forte enquanto se é fraco -2 Corintios 12:9!!! É na fraqueza da carne que Deus pode reinar no espírito, é na impotência que temos O Pai como única solução e é aqui que crescemos em caráter e força -Filipenses 4:11-13-, tornando-nos, embora de aparência abatidos, fortes diante dO Criador, que vê o interior e honra antes as disposições sinceras de um coração entregue do que demonstrações de poder e riqueza -1 Samuel 16:7. O segredo do cristianismo é o segredo da vida: os que têm forças sobrando, destinam os excessos aos que sentem falta dela -Lucas 3:11; Mateus 5:39-42 e 44-, para que a virtude da vida nivele-se em todos - não importa o que se veja na prática, é isso que a Bíblia ensina -Gálatas 3:28!! O amor cristão se fundamenta em fidelidade plena aos laços afetivos e instituições, o amor cristão é capaz de tornar casamentos eternos -Gênesis 2:22-24-, o amor cristão é, de paciente, capaz de levar homens a construir coisas duradouras -Colossenses 3:23-, o amor cristão leva o trabalhador a ser excelente em seu serviço -Colossenses 3:22-, o filho a ser obediente e honrar os pais -Efésios 6:1-3-, o cônjuge a manter-se fiel -Efésios 5:1-2 e 22-33-, os pais a respeitarem os filhos -Efésios 6:4, o "eu" entregar-se ao "próximo" -Tiago 2:8-9-, leva ao valorizar e proteger da Criação -Gênesis 2:15; Provérbios 12:10... Leva, através do sentimento de amor mútuo entre indivíduos -1 Pedro 1:22-, chegando ao ponto de ser sacrificial -na questão de abrir mão de interesses pessoais em prol dos demais ou, até mesmo, da vida, vide João 13:34 e 15:12-, a um princípio perfeito de comunidade: "um por todos e todos por um", incondicionalmente -1 Coríntios 13:1-8. Vou enfatizar melhor com os versos 7, 8, 12, 16 e 21 de 1 João 4:
"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. / Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. / E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. / E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão."


Não há amor mais racional, profundo, sóbrio do que esse, do que o amor cristão, tido como atitude voluntária embasada num real senso de compromisso com os próximos, no qual a minha vida deve servir de fonte para a vida dos outros - Tiago 1:27. Esse é o cristianismo, a religião da compaixão, onde a lei é "faça-se fraco o forte, enquanto o mesmo faz forte o fraco". Eu me sinto honrado por pertencer a Cristo e me motivo cada vez mais a melhorar e lutar pela vida, manter-me na empreitada, mesmo que sacrificial, contra o caos, contra a ditadura dos "mais fortes" por sobre os "mais fracos"! Não existe proposta mais sólida e vivaz do que a cristã!! É isso que movimenta muito da ação social, ajuda humanitária, missões, fundações para o cuidado de crianças carentes, pobres e idosos indesejados, clínicas para viciados... A igreja é uma das maiores instituições -senão a maior- de ajuda humanitária do mundo! Semeia-se em matéria para se colher em espírito.
Natanael Castoldi

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Pneumo

Nesses últimos tempos, tenho dado uma olhada mais profunda para o interior da alma humana, não tanto em seus aspectos filosóficos, mas em seus aspectos visíveis... "visíveis"? Pergunta o descrente. Visíveis, sim, porque existe uma relação intrincada entre alma e corpo, matéria e espírito, tendo influência visível da alma sobre o corpo físico e influência invisível do corpo físico sobre a alma. Além de tal questão servir de argumento para a existência real do mundo espiritual, o que nos faz concluir que o Universo fora criado por Deus e, ainda hoje, é regido por Ele, nos leva a ver a Bíblia como verídica, já que nela constam conceitos evidentes sobre essa realidade.
1º) Demônios e matéria:
Parece um pesado tópico e, de fato é, mas a questão não é propriamente entender a natureza demoníaca, pois não nos cabe buscar conhecimento profundo sobre essa realidade evidente, basta-nos, seguindo o exemplo de Cristo, ignorá-los -mas não nos expormos espiritualmente por meio do pecado- e, quando inventarem de aparecer, nada de analisá-los ou entrevistá-los, mas os expulsarmos sem cerimônia. Com Deus do nosso lado, não precisamos, necessariamente, conhecer todos os detalhes do Inimigo, cabendo-nos saber que ele existe, o que o contenta e o que o deixa agoniado - e Jesus nos deu a autoridade de Seu poderosíssimo nome para trazer-lhes agonia.
A questão que quero apresentar aqui, como introdução do pensamento que segue, envolve a interação entre o universo material e espiritual. O primeiro ponto a ser considerado está no fato de que Deus, espiritual, criou de Si mesmo o Universo material, havendo, portanto, no espírito, a raiz, o princípio ativo da matéria. Deus, que é Trino, é elemento, elemento tal constituído dEle mesmo, elemento de natureza espiritual genuinamente divina, de característica exclusiva dO Próprio Criador, diferente e superior, por ser e constituir O Pai da Criação - Deus é, noutras palavras, feito de Si mesmo, como já disse. Desse elemento, que é Deus, todo mais pôde ser criado segundo a Sua vontade. Essa questão dá aval para outra compreensão, a de que a onipresença dO Pai não significa que Ele está e habita o Universo inteiro ao mesmo tempo, mas de que tem conhecimento, onipresença, de tudo o que acontece em Sua área de domínio, que é TUDO, sentindo e concebendo tudo o que ocorre no mundo espiritual e nos cliques que o mundo material emite na esfera espiritual - é por isso, também, que anjos estão a Seu serviço. A questão é: Deus tudo sabe e tudo vê, mas não está em todo o lugar ao mesmo tempo, embora com Suas onipotência, baseada no controle absoluto sobre tudo o que Ele mesmo criou, nenhum milímetro do Universo está longe de Seu toque. Fica evidente o fato de que Deus não está no Universo inteiro, pelo fato de Ele não estar no Inferno, não estar com aqueles que não O querem, não estar na árvore ou pedra - o contrário seria panteísmo, em que tudo é "deus" ou a antiga filosofia chinesa do Yin-Yang, com "deus" sendo a junção do mal e do bem num equilíbrio. Leve em conta que a retirada de Deus do Templo, em Ezequiel 11:23, não foi só apenas simbólica, mas, visivelmente literal; quando O Criador diz que não quer acompanhar Israel no deserto -Êxodo 33:3- evidencia-se essa verdade e quando a Sua presença se identifica, no caso específico, na nuvem de fumaça -Números 9:21-, conclui-se. Jesus disse que O Pai estava esperando-O no Céu, sentado no Seu Trono, o que só pode culminar nessa realidade -João 16:10; Atos 2:33.
Devemos levar em conta mais um ponto: tudo o que Deus criou é corpo, é existência. Tudo o que, sendo tido por Deus não é Deus, tomou forma em dimensão na qual O Pai não habita em plenitude. Os seres espirituais, criados por Deus, possuem, portanto, forma, corpo - constituição e anatomia -, sendo a "matéria" que existe na dimensão espiritual de mundo, sendo seus habitantes e seus formadores, pois se existe o ser espiritual, deve também existir o ambiente espiritual. As descrições de visões espirituais na Bíblia mostram duas coisas: uma forma específica através de imagens simbólicas pela qual Deus quer se revelar e transmitir uma mensagem ou a imagem real da realidade do espiritual, dentro da qual Deus pode ter criado coisas semelhantes, embora separadas, as que vemos em matéria. Pela evidência bíblica e visual, podemos afirmar que as aparições espirituais de demônios em matéria são amostras de que a realidade espiritual é muito mais literal e material, em sua própria natureza, do que costumamos conceber. Talvez os demônios avistados ao longo da história sejam a revelação de sua real imagem, de aparência e constituição típicas de criaturas totalmente desfiguradas pelo afastamento de Deus ou maquinações diabólicas de seres que se materializam em aparências, afim de causar espanto ou adoração pagã da parte dos homens. O fato é que a relação entre o espiritual e o material é quase que plena, com uma coisa profundamente enraizada e ligada a outra, como se ambas constituíssem o mesmo ambiente, o mesmo sistema, que se revela aos homens pela matéria, mas possui as raízes no imaterial - um bosque é constituído de uma parte que vemos, as plantas e o solo exposto, e de uma parte que não vemos, o subsolo, mas a riqueza de ambos depende da inter-relação. Nossos atos influenciam e são influenciados pelo mundo espiritual, do qual volta e meia vemos seres ou sentimos e pelo qual também somos constantemente vistos e sentidos.
Eu acho arrogância e presunção demais atribuir toda a mitologia dos antigos, tudo o que diziam que viam e vivenciavam, a medos, disposições psicológicas, tentativas falhas de explicar o que não compreendiam ou interpretações errôneas de seres e fenômenos naturalmente verificáveis. Os milênios em que a humanidade habitou esse mundo numa situação de rudez não são argumentos para tachá-la de ignorante, totalmente cega e absurdamente errônea, primeiramente porque ela já provou-se sábia, vide o sofisticadíssimo pensamento grego que, de milênios, ainda influencia nossa filosofia, vide as percepções judaicas de mundo espiritual, com o monoteísmo divinamente inspirado e mais revolucionário do que a própria filosofia grega, vide os engenhos à vapor e engrenagens do famoso Heron de Alexandria, a engenharia envolvida na construção do Colosso de Rodes, Farol de Alexandria, pirâmides de Gizé, pirâmides da Bósnia, da América Central, da Muralha da China, de Stonehenge, vide a Biblioteca de Alexandria, com pouco menos de um milhão de documentos manuscritos, vide as percepções matemáticas dos gregos e árabes... Não, eles não eram tão pobres e falhos quanto comumente atribuímos!! E, como já disse outrora, não posso crer que aqueles cuja clareza e solidez da filosofia ainda nos influencia sejam os mesmos que tachamos de ignorantes em relação a uma mitologia mentirosa. Se homens cuja clareza intelectual os levavam às profundezas de um conhecimento que ainda nos é útil, também criam, mesmo com seu senso crítico, na existência de seres estranhos e sobrenaturais, então, provavelmente, esses seres eram reais e não apenas herança de tradições. São dois tipos de testemunhas oculares que podemos levar em conta para dar crédito aos avistamentos de demônios:
Camponeses e pobres em geral: numa realidade em que o título social era imutável e hereditário, como fora na Idade Média, camponeses, ao relatarem avistamentos espirituais não o estavam fazendo em busca de status, até porque pouco crédito se lhes dava e, também, porque avistamentos demoníacos pareciam comuns a todos e, portanto, ninguém se espantava em demasia em virtude deles. O mundo sempre se transformou através de eventos física e espiritualmente poderosos e, pelo que percebo, toda a grande revolução detida na humanidade por conseqüência de catástrofes ou alterações nas filosofias, sempre vem carregada de grande estímulo, em causa e influência, do mundo espiritual, seja da parte de Deus, como a disseminação rápida do cristianismo no mundo gentílico através dos sinais dos apóstolos, seja da parte dos demônios, como aconteceu antes da Peste Negra (séc XVI), na Idade Média européia: antes de a terrível peste bubônica tomar a Europa e matar 1 em cada 3 europeus, totalizando 25 milhões, camponeses relataram inúmeras aparições diabólicas nas plantações e nos campos, descrevendo os seres vistos como humanoides de robe negro empunhando grandes foices -entre outros-, de onde, provavelmente, veio a comum imagem que temos da Morte. Muitos avistamentos, da parte de camponeses honestos em suas intenções, tidos por, certamente, testemunhas solitárias ou em bandos e de modo semelhante em todo o continente, certamente indicam uma verdade histórica a ser levada em conta. Daqui podemos extrair duas informações: primeiramente, demônios se materializam ou, simplesmente, retiram-se de sua dimensão espiritual e, assim como são, se fazem avistar na dimensão da matéria como a concebemos e, em segundo lugar, existe uma influência profunda do espiritual sobre o material, pois se a Peste Negra brotou dos poderes tenebrosos e, ao mesmo tempo, foi causada pelas pulgas de ratos, pode-se entender que o espiritual influenciou o material ou, até mesmo, inseriu o princípio do caos no hospedeiro.
Clérigos e nobres: enquanto o relato dos camponeses provinha de uma mente sincera, a relatar apenas o observado sem intenções gananciosas, embora ignorante e, quem sabe, precipitada, o relato dos clérigos e nobres apresenta-se como as visões aceitas por indivíduos com satisfatório grau de cultura, embora, segundo podem alegar alguns, pudessem ter interesses por detrás de fraudes. A questão é que, por mais que hoje se alegue cegueira total ao pensamento científico da Igreja Medieval, a verdade histórica mostra um antro do conhecimento e desenvolvimento, embora extremamente centralizado e, por isso, pouco evidente. Tanto a primeira sugestão acerca do Big Bang, quanto a verdade do heliocentrismo, provém do pensamento de clérigos. Profundos conhecimentos de acústica, arquitetura -física e matemática-, alquimia -química-, medicina e biologia provém da Idade Média e é por isso que logo após a quebra da supremacia da Igreja Católica no Continente Europeu, o conhecimento já existente em seus fundamentos, pôde sair das salas escuras das universidades ou dos cientistas anônimos, e aflorar no artística e cientificamente belíssimo período do Renascimento, fruto da Reforma Protestante e da queda de Constantinopla, da qual migraram muitos clérigos cheios de manuscritos da Igreja Oriental, fundamentos da revolução do pensamento Ocidental. Vale lembrar que o posterior Iluminismo teve, como uma forte causa, o pensamento pietista, da igreja reformada.
O fato é que os nobres e clérigos eram os únicos letrados e, portanto, partem deles os documentos escritos relatando aparições demoníacas e é aqui que entra a questão: se tais relatos fossem motivados pela sede de poder, amedrontando e fazendo curvar o povo mais pobre, por que descreveriam as aparições como uma verdade observada? Testemunhada? Ora, não seria necessário que uma mentira comum a todos os poderosos fosse relatada entre eles como sendo verdade, pois eles, entre si, reconheceriam-na como mentira e ninguém mais teria acesso aos documentos escritos, já que os únicos alfabetizados eram eles. Isso me leva a crer, de modo inquestionável, que se, entre os nobres e clérigos, únicos letrados, circulavam documentos escritos contendo detalhes de aparições demoníacas e, inclusive, descrições do aspecto visível desses demônios, tendo tudo como verdade absoluta, trata-se do produto de total sinceridade e espanto. Na postagem "Bestiário" eu cito um trecho manuscrito do cronista William de Newburgh, séc. XII, sobre "mortos-vivos": "não seria possível acreditar tão facilmente que cadáveres saem de suas covas, se não houvessem tantos casos apoiados por um número tão amplo de testemunhos". O fato é que a presença demoníaca era tão comum na Idade Média que o estilo de vida moldava-se a isso: ninguém podia sair perambulando por bosques sozinhos, muito menos após o anoitecer. A visão de mortos vagando era tão comum que vendiam-se até quites para caçar vampiros e decapitavam-se os mortos para evitar que revivessem após a morte. Os mosteiros eram construídos como fortalezas contra as trevas e estão recheados de histórias sobre monges que enfrentaram demônios.
Relatos de visões demoníacas são comuns a todas as culturas de nosso mundo e estão presentes, até mesmo, em nossos dias, embora o crescente ateísmo tem feito as corjas satânicas inibirem sua ação visível para manter presos na descrença os incrédulos. Os relatos de avistamentos de criaturas tidas como mitológicas são semelhantes em diversas partes do mundo, principalmente no que se refere aos seres em si: os gregos tinham o humanoide com chifres e cascos como sátiro, os egípcios tinham, em semelhança, o deus Khnum, os europeus medievais o hippopodes e os indígenas brasileiros, o anhanga; os gregos tinham o homem-touro como Minotauro, os egípcios, a mulher-vaca na pessoa de Hator; povos pré-colombianos tinham no deus da morte a figura do mesmo morto-vivo que os europeus medievais viam; os indígenas brasileiros conheciam uma criatura que tinha um só olho e uma boca imensa posicionada no peito, o mapinguari, ou o quibungo, cujo diferencial era possuir uma boca nas costas, enquanto os europeus medievais avistaram seres humanoides com um rosto completo no meio do peito, as blemias, e os gregos professavam a existência de seus famosos ciclopes de um olho só; os ameríndios amazônicos creditavam num humanoide de grossa e farta pelagem vermelha e pés invertidos, o Curupira, enquanto os europeus da Idade Média conhecia a criatura nuli, cujos pés também eram invertidos; os europeus medievais creditavam existência aos cynocephaly, humanoides com face e pelagem canina, enquanto os egípcios tinham o seu deus chacal, Anubis, e a deusa leoa, Bastet, e outras muitas culturas o conhecidíssimo lobisomem; os palestinos tinham seus famosos gigantes, os nefilins, enquanto os gregos professavam os imensos ciclopes e titãs, os nórdicos concebiam os gigantes e trolls e os demais europeus medievais, ogros, os mesmos que davam créditos a existência do gegenes, homem de quatro braços, enquanto os hindus falavam de Shiva, divindade também com quatro braços; no folclores brasileiro temos a sereia Iara, enquanto os gregos falavam de Poseidon, Proteu e os tritões e os europeus medievais, mermaid, merman e o monge do mar. São tantas... "coincidências"? Provavelmente não!! Tratam-se de, creio, demônios específicos, materializando-se em semelhantes formas para diversos povos do mundo inteiro, carregando consigo rituais universais, como o sacrifício de crianças ao "deus sol".
Aquilo que é limitado num corpo, pelo tempo, espaço e que provém de uma fonte criadora precisa se alimentar, contenta-se com o absorver doutra coisa, e é aqui que diferencia-se o culto a Deus, eterno, atemporal, onipresente, onipotente, onisciente e totalmente autossuficiente, do culto aos outros deuses, demônios. Deus criou cada anjo com uma função específica e de uma constituição condizente com ela, portanto, os demônios, anjos caídos, possuem funções distintas, lhes atribuídas por Satanás e advindas do avesso ao que faziam antes - os protetores se tornaram aniquiladores, os que louvavam, passaram a zombar, os que carregavam a mensagem de Deus, passaram a pregar o inverso. Existem, portanto, demônios causadores de diferentes depravações e são, por conseqüência, atraídos e saciados segundo as suas disposições. Após a Queda e o esquecimento dO Pai por parte da descendência de Caim, os demônios apresentaram-se como causadores de confusão e deuses de religiões politeístas, uns emergindo das águas, como divindades do mar, outros saindo das florestas, como deuses dos bosques e outros vindos dos céus, como divindades celestes. Esses "deuses" passaram a exigir culto, aprisionando os homens numa situação de vergonhosa e logrativa servidão, em troca, principalmente, do apaziguar de sua ira destruidora, então os "deuses da guerra" exigiram violência e sacrifícios; os "deuses da morte", também sacrifícios; os "deuses de prosperidade", prostituição ritual e orgias, além de sacrifícios humanos... E cada povo, identificado e dominado por algum príncipe demoníaco específico, adotou determinadas formas de culto, cujas características viessem a atraí-lo e satisfazê-lo, os nórdicos, por exemplo, diziam que Odin se fazia visível no meio das batalhas, os astecas e maias sacrificavam inimigos para, com o sangue, matar a sede do Sol, os cananeus, gregos e romanos tinham nas relações sexuais a satisfação de Baal, Afrodite e Dionísio. O transe nos oráculos, como em Delfos, o poder dos druidas e sacerdotes, como Merlin, o fortalecimento em ira extrema de guerreiros, como os berserkers nórdicos ou os semi-deuses gregos, tudo evidencia a habitação de demônios em resposta aos rituais que tais aberrações determinaram aos seus escravos. - O mito da origem do nome de minha cidade, Encantado, Rio Grande do Sul, desenvolve-se entorno do avistamento de um vulto ou criatura branca de grande estranheza a mergulhar diante dos navegadores pioneiros no rio que ladeia o território.
Dentro dessa relação profunda entre os "deuses" e os homens está outra questão referente às abominações mitológicas: Gênesis 6:4 fala da interação sexual de demônios com seres humanos, de seres espirituais possuindo o corpo de moças e fecundando-as, gerando delas, no caso específico, gigantes -Números 13:33. Existem lendas que tratam de questões que podem ter tido origem nessa verdade, como a rainha do rei Minos que, no conto grego, engravida de um touro e dá a luz a um híbrido, meio homem e meio touro, o Minotauro. Dessa forma, além de fruto de aparições demoníacas, a existência de híbridos humanoides nas mitologias antigas podem ter origem no nascimento de criaturas macabras, resultantes do atrito entre o espiritual e material, numa variação na organização dos genes por meio do demônio intrometendo-se no fruto do relacionamento de um casal ou na real inoculação de uma genética demoníaca em parceria e mescla com a genética humana. Os gigantes relatados na Bíblia, por exemplo, possuem evidências arqueológicas de objetos -fora encontrado nos territórios da antiga Fenícia um artefato contento o nome "Golias"-, pegadas, ossadas e até múmias, como é o caso do famoso Gigante de Londres e, na América do Norte, crânios ruivos de indivíduos pertencentes a uma comunidade de gigantes com uma média de 2,5 metros de altura, mortos, segundo relatos indígenas, quando encurralados pelos inimigos ameríndios nessas cavernas e consumidos pelas chamas. Esses homens não eram como os gigantes que temos hoje, fracos devido a uma série de complicações pela mutação na altura, pois, a exemplo de Golias, eram homens de guerra, conhecidos por sua força, bravura e potencial militar -1 Samuel 17-, levemos em conta que foram os responsáveis por algumas das colossais construções, nos caso, da Palestina -Deuteronômio 1:28 e 9:1.
Para concluir essa parte do raciocínio, vou relatar três eventos especialmente interessantes:

O primeiro eu ouvi da boca de quem esteve no ponto de atrito: um amigo meu, missionário, esteve 40 dias em Guiné-Bissau, África, e ouviu um relato estranho da parte doutros missionários há mais tempo no país: cada pequena vila possui, no centro, uma pequena cabana, construída como morada para o demônio que reina ali e perambulam por entre as cidades guerreiros solitários, pintados de branco e vestindo peças exclusivamente consagradas ao Maligno, invadindo residências para comer - eu vi uma das raras fotos tiradas com alguns desse homens, dotados de uma face embrutecida e olhos esbugalhados, amarelados e com uma íris profundamente negra, resultados da ação de muitos bruxos. Foi numa dessas aldeias em que os missionários foram ameaçados pelo bruxo local, que lhes disse que teriam lugar na vila para pregar Cristo caso insistissem, mas, insistindo, os demônios os matariam em alguns dias - para tal já estavam providenciando rituais. É claro que, protegidos por Deus, não morreram, o que garantiu a aceitação da parte desse povo, menos de uma moça, que lhes revelou a aflição: chegaram tarde. Ela havia perdido seu filho recém nascido poucos dias antes deles chegarem, pois, por intermédio de uma seca terrível, os bruxos receberam dos espíritos, em troca da chuva, a ordem de jorrar o sangue mais puro da comunidade, que era o do bebê, resultando, estranhamente, em chuva no dia seguinte ao sacrifício. Essa história real, que ouvi da boca de quem ouviu daqueles que vivenciaram, é uma demonstração clara da relação extremamente próxima entre o matérial e o espiritual.

A segunda história se deu na Inglaterra, por volta de 138 d.C: os romanos, espantados com os rituais pesados desenvolvidos pelos celtas do Vale de Severn, não precisaram de muito mais do que alguns levantes rebeldes para enviar, a mando de Publios Sula, uma legião da guarnição de Corinium, afim de aniquilar os desordeiros, o que resultou em um conflito. No meio da revolução a mulher e a filha de Publios foram sequestradas e oferecidas pelos rebeldes em sacrifício a um demônio acéfalo, segundo relatos. Diz-se ainda que a legião, em campanha, marchando para o forte de Glevum, fora confrontada por uma enorme criatura invocada pelos druidas locais - cerca de metade dos homens retornou para Corinium, uns feridos e outros em estado de choque, devido aos horrores vivenciados.
A terceira história trata da famosa besta de Gevaudan, uma criatura lupina, mas de tamanho descomunal, que surgiu subitamente das florestas francesas num curtíssimo período de tempo, 1764-67, aparecendo e desaparecendo aparentemente do nada na região de Gevaudan, centro da França. Esse lobo, de peso estimado em 100 Kg, era um assassino de homens, preferindo os pastores antes do gado e, acima de tudo, as mulheres - especialmente cruel e sanguinário. O primeiro caso se deu com a morte de uma menina de 14 anos, seguido, nos três meses seguintes, das mortes de dois meninos, duas meninas e uma mulher. No inverno de 1764 os ataques chegaram a causar duas mortes semanais, resultando em vítimas estraçalhadas e, até mesmo, decapitadas, totalizando, nesse período, a morte de 54 pessoas, chegando ao ponto extremo de o rei Luis XV enviar três batalhões do exército para aniquilar as feras, resultando em fracasso e recompensas altíssimas para quem conseguisse matar um dos cães. A guerra continuou até 1767, ano que terminou com 130 mortes, com o relato detalhado de um camponês armado que enfrentou tal besta e a necrópsia de um cadáver surrado dessa criatura, repleta de cicatrizes. Os lobos, então, desapareceram, produzindo um padrão de análise que deve servir como fundamento para o surgimento de outras muitas criaturas tidas como "mitológicas". Não pude deixar de me lembrar, com essa criatura sanguinária, do grande lobo nórdico de nome Fenrir, do bunyip, colossal canídeo australiano que tem preferências pela carne de mulheres, ou do black shuck inglês, um cão negro de olhos vermelhos reluzentes avistado por mais de duas mil testemunhas andando pelas noites inglesas - muito semelhante ao leucrotta grego. Dessa história podemos extrair três informações: o espiritual pode, pela materialização, mostrar-se como criatura bizarra, o espiritual pode interferir na genética das bestas selváticas e resultar nalgo mais tenebroso ou, ainda, possuir e tornar especialmente mortal determinado ser. Seja qual for a hipótese, em todas vemos a relação entre o espiritual e o material.
Uma antiga tradição palestina afirma que Salomão obrigou demônios a trabalharem, com seu poder descomunal, na construção do Templo, outros afirmam que tal poder veio de Deus, o que me parece mais óbvio, de qualquer forma, não conseguiria imaginar ser tudo resultado do esforço humano, já que escavações nos alicerces da construção arruinada demonstraram a existência de blocos de pedra de 3,35m de altura e 12,8 extensão, sendo o maior de todos da dimensão de 4,57m de altura, 12,8 de comprimento e 4,26 de profundidade, pesando algo entorno de 545 toneladas - o bloco teve que ser removido da mina, carregado e encaixado no ponto mais alto do Monte Sião. Relatos assim não são de exclusividade dos judeus: os cristãos etíopes relatam que a construção dos 11 templos de Lalibela, séc. XIII, esculpidos de cima pra baixo em buracos imensos na rocha, retirando-se, no caso da igreja mais famosa, em forma de cruz, 3,5 mil m³ de rocha do entorno e 500 m³ do interior das estruturas, tenham recebido serviços de dois tipos de mão-de-obra: durante o dia trabalhavam os homens e, enquanto dormiam a noite, supostos anjos -ou o inverso- continuavam trabalhando, lidando com as tecnologias que os homens não sabiam usar -diz-se que eram visíveis luzes vagando dentro das estruturas nesse período. Os gregos da antiquíssima Tróia afirmavam que os muros colossais da cidade tinham tido origem no trabalho dos deuses e os gregos da igualmente antiga Micenas, afirmavam que os ciclopes tinham sido os responsáveis pela construção das suas muralhas, devido a magnitude incompreensível das mesmas. Isso teria sido possível?! O monge medieval irlandês de nome Funsey poderia confirmá-lo, pois narrou uma série de visões que teve de anjos lutando com demônios e, por testemunhar as batalhas, disse ele, acabou ficando com o corpo coberto de cicatrizes.
Eu falo desse assunto como quem, talvez por falar de coisas pesadas assim noutras ocasiões, viu dois demônios na madrugada de sábado, 03/03/12, primeiramente como que uma aranha imensa flutuando diante de minha face, visível, em estranha luz, aos meus olhos abertos, desaparecendo com o ligar da lâmpada e, em seguida, de um indivíduo humano a caminhar do lado da cama e desfigurar a sua face humana no rosto irônico de um porco, também desaparecendo ao ligar da luz. Ambos os casos foram precedidos de uma sensação física no meu corpo e uma angústia de espírito e ambos foram repelidos com fortes orações, em alto e bom tom, à Deus. Não é raro o utilizar de pelo menos três sentidos num momento de manifestação espiritual: lembro-me de uma celebração na Igreja, tida no ano de 2010, na qual apenas algumas pessoas sentiram um fortíssimo e onipresente cheiro de velas de velório, de macumba - eu senti e, inclusive, fui para a rua verificar a fonte, que não se mostrou. Soube, no dia seguinte, que o filho de um casal da conhecido tentou cometer suicídio durante o culto. Esse é o olfato. A visão, pelo que você leu, obviamente capta, assim como o tato, num arrepio que precede a visão - vento, frio gélido localizado. Até agora provou-se a reação física de nosso corpo a aparição espiritual, mas, no momento em questão, sentimos algo indescritível no íntimo de nossa alma, algo totalmente espiritual, uma resposta involuntária ao estímulo externo.
2º) Influência da alma em nosso corpo:
No ponto anterior ficou muito clara a relação entre o material e o espiritual, agora transferirei as conclusões tidas acima para o que se refere ao nosso interior que, há muito, provou-se ser constituído de algo que a matéria não consegue discernir. A questão mais óbvia a ser levada em conta aqui é a seguinte: o espiritual tem poder natural sobre a matéria e a matéria tem poder natural sobre o espiritual, o espiritual, que compreende parte de nós, é, naturalmente, apto em poder, logo, o nosso estado emocional e espiritual afeta diretamente as nossas condições físicas. Nos tornamos mais fortes quando o nosso espírito está forte.
No ano que passou morei em Gramado, cursando um ano de teologia na Missão Janzteam Brasil, através do ministério ATOS. Tendo que cuidar de mim mesmo, provei-me: posso contar nos dedos quantas frutas eu comi e certamente comi menos de um quilo de saladas, sempre alimentando-me fartamente de carnes e massas, ou seja, aos padrões de hoje, tive uma dieta terrível. Não tinha comigo protetor solar nem repelente e posso contar nos dedos de uma mão as vezes que usei-os - mesmo exposto comumente ao sol, em serviço, só me queimei uma vez no ano e, estranhamente, isso se deu na ocasião em que, pressionado por uma colega, passei protetor solar fator 60. Dormi o ano todo num colchão fino, volta e meia em colchonetes, e não tive dor nas costas, das mesma forma que trabalhei pesado -como carregar paralelepípedos por dias- e em momento algum senti dores musculares -sem massagem, coisa que nunca fiz em minha vida, ou qualquer relaxante muscular. Me alimentava, não raramente, apenas três vezes ao dia: um pequeno lanche pela manhã, um almoço gordo e um refeição razoável por volta das 23:15, ou seja, fui totalmente contra a proposta atual de se comer pouco, mas várias vezes ao dia. Quando se abatia sobre mim um resfriado, não tomava remédio algum e na única vez que o resfriado tornou-se gripe, também não me mediquei, resultando numa gripe que desapareceu no tempo devido - foi o ano em que menos fiquei doente, embora tenha me exposto voluntariamente ao frio gramadense. Bom, desde sempre eu não uso hidratante para a pele ou cabelos, e no ano passado não foi diferente, com seus graus negativos. O resultado me espantou: nunca estive tão saudável, de pele corada e íntegra, fisionomia firme, musculatura forte e resistente -claro, trabalhei bastante na limpeza, manutenção e construção do local-, é visível nos olhos a nova disposição. A minha conclusão mais óbvia foi: o homem, de fato, não é tão fraco quanto fazemos parecer. Nós somos fortes e, exceto em questões específicas, não dependemos de 90% das frescuras que nos são apresentadas como necessidades vitais. Pouco incomum foi ver as pessoas que mais se preocupavam com a saúde, adoecendo - não quero dizer que devemos ser negligentes. O fato é que o tamanho de nossa preocupação com o corpo, a saúde, vem de uma raiz de insegurança que brota de nossa alma e a mensagem que assim transmitimos ao nosso cérebro se resume a: "eu sou extremamente fraco, se não me cuidar excessivamente, irei definhar". Essa disposição mental, que brota da alma, enfraquece fisicamente o nosso corpo que, não raramente, aceita essa condição de fraqueza e voluntariamente reduz os seus potenciais de trato com alimentos e imunidade. O medo, insegurança, que nos abate a alma, enfraquece o nosso corpo físico.
É por isso que vemos as pessoas mais preocupadas com a saúde numa condição, muitas vezes, pior do que os moderados -porque os despreocupados são suicidas e não entram em questão: o vegetariano em magra fraqueza; aquele que faz dieta constante, com a face envelhecida precocemente; o que se exercita diariamente e alimenta em prol do emagrecimento, sempre lutando contra o ganho de peso; o que se medica a qualquer mínimo sinal de enfermidade, sempre lutando contra alguma doença. O nosso corpo ganha força, embrutece, se torna resistente quando exposto à fome, às doenças, à sujeira -não digo que devemos viver emporcalhados. A pouca exposição ao nocivo, ao dolorido, com base num excessivo cuidado e proteção, tornam nosso corpo fraco, despreparado, com pouca energia e disposição para combater o mal físico quando ele surge e tudo isso começa com um predisposição espiritual, de medo, baixa estima, fraqueza, receio - "meu corpo é fraco demais". É por isso que os pais de hoje estão aniquilando a vida saudável de seus filhos impedindo-os de se divertirem em atividades relativamente perigosas, entrarem em contato com moderada sujeira, brincarem com insetos, analisarem cadáveres de pássaros, tirarem as entranhas de minhocas, comerem cascudinhos de jardim, fazerem experiências "científicas", aventuras nos bosques... O homem é um ser da natureza, originário de jardins e florestas, vivendo milênios diante de toda a espécie de criatura, limpa ou imunda, padecendo de doenças, fome e dor, portanto, não é um contato parcial com o mundo que fará uma criança morrer, pelo contrário!! Com isso também defendo a disciplina do pais nos filhos que, com base no amor, devem surrar -com consciência e controle da força emitida- a criança mediante a insistência na rebeldia e desonra, para lapidá-la, orientá-la, fortalecê-la! A segurança dos pais em fazê-lo com amor, torna a criança, de fato, mais segura, eu sei por experiência própria - sente-se cuidada, zelada, amada. Por isso eu penso: o melhor remédio para uma vida saudável está num espírito firme e seguro, alimentado por um ambiente propício para tal.
O mau cuidado com o corpo reflete uma baixa estima, numa situação de "morte" da alma e, por conseqüência, o descuido total com o físico, enfraquece o espírito, pois produz mais baixa estima. O cuidado excessivo com o corpo reflete uma insegurança imensa que brota do espírito, a desconfiança total nas capacidades do corpo e da alma, o que também gera mais fraqueza espiritual. Tratam-se de ciclos viciosos, de decadência constante. A pessoa que não se valoriza, cuidando-se terrivelmente ou de modo vulgar, reflete uma idéia enraizada na alma e acaba transmitindo mais deficiências para o seu "coração", da mesma forma é com quem se valoriza exageradamente, em vaidades. O homem natural é mais forte, o homem prudente sabe equilibrar os cuidados com o corpo, refletindo força e segurança para a alma e, por sua vez, uma alma forte e segura insere mais vitalidade ao corpo - o organismo passa a funcionar melhor, pois o cérebro, controlador do corpo, é controlado por outra coisa, que é a alma.

Os conceitos aqui descritos se aplicam numa outra realidade muito observada: os idosos morrem quando se entregam. A morte é, de fato, algo estranho, pois o que leva, do nada, ainda com algum funcionamento e potencial de prosseguir funcionando dos órgãos vitais, a pessoa a morrer? O último suspiro é difícil de entender... até porque a própria morte é um conceito misterioso, mas existe uma relação muito próxima entre a desistência de viver e a morte, quando a alma se retira do corpo morto num suspiro audível. O fato é que quando o idoso precisa, pelas limitações, parar de exercer aquilo que mais lhe dá prazer e motivos de viver, como dirigir, ler, pregar, capinar, costurar... o processo de morrer se aligeira drasticamente, pois, sem motivos para continuar existindo, a disposição espiritual do indivíduo reflete a -e na- fraqueza do corpo, que definha até morrer. É por isso que idosos em asilos ou isolamento tendem a viver menos, pois na tristeza do abandono, sem familiares para lhes motivarem a vida, simplesmente se entregam, em angústia, sentindo-se mais um peso para o mundo do que um aditivo.
Noutro dia, conversando com a minha mãe, ouvi o relato de algo que ocorrera com o meu avô, de quem não me lembro, antes da morte: em suas complicações por bebida e cigarro, viveu os últimos anos em desníveis de saúde, com recaídas e melhoras, mas a recaída mais forte teve um aspecto diferente: seus cabelos, ainda relativamente escuros por não ser muito velho, esbranquiçaram-se de súbito e por completo, juntamente com o ressecar da face, que enrugou-se em expressão de angústia, isso se deu rapidamente durante os momentos de maior dor e, quando a situação se normalizou, os cabelos retomaram a cor e a face enrugada e magra voltou ao que era antes. Ora, essa é uma evidência de que a situação da alma interfere violentamente nas condições do corpo, sendo que um espírito abatido tende a sugar toda a vitalidade que possuímos e um espírito reconfortado é capaz de repôr a condição vivaz. É por isso que pessoas ricas, mas que dedicam-se em agonia e angústia a uma carga de trabalho estressante, são mais infelizes e visivelmente abatidas do que muitos pobres alegres. É por isso que a atual aniquilação de toda a sólida tradição, convenção social, padrão moral, tornando as pessoas totalmente inseguras e frias a relacionamentos profundos -voltando-se mais ao físico ou, desistindo dos humanos, amando excessivamente os animais-, já tem aumentado os problemas psicológicos, disseminado cânceres e doenças diversas e, provavelmente, aniquilará, em parte, a humanidade, pois tudo isso abate a alma e, abatida a alma, abate-se o corpo. A Bíblia, em sua sabedoria, já conhecia essa verdade, por ser ela a verdade, vide muitas das passagens de Provérbios, colocarei em ordem de passagem:
4:23; 12:25; 13:12; 14:30; 15:13, 15 e 30; 17:22; 20:27; 27:9 e 19; 28:14.

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida; a ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra; a esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida; o sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos; o coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate; todos os dias do oprimido são maus, mas o coração alegre é um banquete contínuo; a luz dos olhos alegra o coração, a boa notícia fortalece os ossos; o coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos; o espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre; o óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial; como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem; bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal." 
Essa percepção verdadeira da Bíblia em relação ao poder de nossa alma em relação as nossas condições físicas é, para mim, mais uma evidência de que o cristianismo é A VERDADE. Mas podemos verificar isso com outros raciocínios: primeiramente, entendendo que a alma existe, temos certeza de que Deus existe e, entendendo a existência de Deus, temos certeza de que alguma, exclusivamente uma, das religiões está correta. Como cristão, posso afirmar: eu sou extremamente feliz, mesmo diante das privações e do sofrimento a que, volta e meia, posso me submeter. Eu sou feliz, primeiramente, porque tenho uma certeza indescritível de que estou vivendo A VERDADE, constatada por toda a boa filosofia e ciência, toda a boa observação e experimentação, porque eu vejo e sinto coisas tão maravilhosas que jamais poderia compreender ou viver fora dessa esfera. Toda essa certeza gera segurança e eu, então, encontro um propósito, uma razão de ser, de existir, tendo, portanto, um motivo para estar aqui, sinto-me valorizado, minha estima se levanta, compreendendo que tenho um valor, que sou mais do que um pedaço de carne ambulante e efêmero. Eu sinto e vejo Deus agindo, eu tenho propósitos, eu tenho uma causa pela qual existir e lutar e, no final das contas, seja qual for o sofrimento que venha a se abater sobre mim, vejo uma perspectiva eterna de existência no Paraíso que O Criador arquitetou para o eterno relacionamento com a Sua obra-prima redimida do Pecado. Isso tudo me faz construir a vida de modo durável, almejando a eternidade, isso tudo me faz apegar-me pouco ao que é material, ao que é traiçoeiro, ao que é moda, ao que se desfaz, portanto, ainda não conheço a frustração, já que me apego ao que nunca muda, a uma alegria que é eternamente durável e que, mediante qualquer desafio, não poderá ser arrancada de mim, sendo uma certeza de vida e vitória vindoura. Tendo a quem prestar contas, Deus, e um senso de respeito e compromisso com as pessoas que me cercam, com a Criação, também me privo de vícios, relacionamentos passageiros e o alimentar insano e imediato de prazeres bestiais, logo, o meu corpo, o meu psicológico e o meu espírito mantém-se íntegros, prolongando a vida. Sim, eu sou muito feliz e tenho uma segurança, uma paz em minha alma que se reflete numa face vívida, num sorriso espontâneo, em olhos que brilham, não sendo opacos, como comumente vejo. E é também assim com muitos cristãos de meu convívio.
Vários estudos têm comprovado a verdade que eu experimento na prática, de uma vida cheia e estável, em oposição aos incrédulos, que correm loucamente atrás do preencher de um nítido vazio interior, confusão, caos, para o qual, em desespero, abrem mão de toda a moral, ética e razão: entre 2005 e 2009, um estudo realizado na Universidade de Illinois, com base em dados do Gallup World Poll, coletados em 150 países, concluiu que pessoas religiosas são mais felizes e enfrentam melhor situações ruins, 68% dos entrevistados consideram a religião a parte mais importante de suas vidas; outra pesquisa, desenvolvida pelos professores Andrew Clark e Orsolya Lelkes, apresentado na conferência anual da Royal Economic Society,  no Reino Unido, afirmou que os crentes lidam melhor com problemas, são mais felizes e, quanto mais vão à igreja e oram, mais felizes se encontram; outra pesquisa, realizada pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, diz que a felicidade das crianças depende de um estímulo ao desenvolvimento de forte senso de valor e propósito, ambos podendo ter origem na religião. 320 crianças responderam a um questionário e as mais religiosas se disseram mais felizes, sendo a religiosidade responsável por 27% do desnível entre a felicidade das crianças.
Aqui falamos de religiões, mas há aspectos estudados que são propriamente cristãos e que resultam em maior felicidade: um estudo inglês realizado pela Understanding Society com cerca de 14.000 famílias determinou que crianças que vivem com os pais naturais são mais felizes, também foi determinado que crianças que comem uma refeição noturna juntamente com os pais, pelo menos três vezes por semana, geralmente são mais felizes do que as crianças que não possuem tal privilégio. Segundo o estudo, 60% dos jovens alegaram plena satisfação com sua família, enquanto crianças que vivem somente com com parentes são menos suscetíveis a tal satisfação. O mesmo estudo também determinou que casais que se relacionam sexualmente desde antes do casamento são mais infelizes do que os que esperaram para promover relações sexuais somente depois do casamento e, para completar, revelou que adultos casados têm um sono muito melhor do que os divorciados ou separados; um outro estudo, encomendado pelo Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, Estados Unidos, entrevistou 207 casais americanos, 207 casais japoneses, 198 casais brasileiros, 198 casais alemães e 199 casais espanhóis com o objetivo de determinar o quão satisfeitos se encontravam os homens de casais heterossexuais em casamentos longos. Foram entrevistados homens entre 40 e 70 anos, numa média de 55 anos, unidos a uma parceira há pelo menos um ano - a idade das mulheres variou de 25 a 76 anos, com média de 52-, sendo que 90% dos casais tinham filhos. O resultado é que os homens se dizem mais satisfeitos quando estão casados há mais de vinte anos, ou seja, são mais felizes em relações duradouras, enquanto as mulheres se sentem mais plenamente satisfeitas sexualmente em relacionamentos longos e estáveis - ao contrário, os homens que tiveram muitas parceiras sexuais ao longo da vida se dizem menos satisfeitos. Outro estudo refere-se à espera sexual do casal para depois do casamento: uma pesquisa publicada pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, confirmou que os casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo, por conseqüência, relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória - os casais que esperaram deram notas 20% mais altas em relação a satisfação com o casamento do que os que não esperaram, 15% mais altas em relação a qualidade da vida sexual e 12% mais altas em relação a comunicação entre os cônjuges. Os casais que tiveram relações sexuais antes do casamento, tiveram, em média, perda de metade dos benefícios alegados pelos que esperaram mais. Mais de 2 mil pessoas participaram do estudo. Uma última pesquisa revelou que casais que têm filhos são mais felizes -quanto mais, melhor-, isso segundo o estudo realizado pela Universidade de Glasgow, Reino Unido. O coordenador da pesquisa, Luis Angeles, explica o critério utilizado: a maioria dos casais considerou os filhos como sendo a coisa mais importante de suas vidas.
Assim como os judeus tiveram uma mortalidade bem menor durante a Peste Negra na Idade Média devido aos cuidados com a Lei, o padrão de vida sugerido pelo cristianismo também é atemporal em termos de validade para a vida. A ciência, então, está comprovando que aquilo que Deus nos instruiu a fazer vai além de meras ordens, mas se fundamenta num código de conduta com potencial imenso de produzir felicidade, satisfação física e espiritual e demonstra-se fruto de um conhecimento muito superior ao que se via disponível na época em que as escrituras foram confeccionadas, revelando-se como nítida vontade dO Criador. O cristianismo trabalha a luta contra vícios, o casamento heterossexual eterno, a castidade até depois do casamento e a geração de filhos biológicos, vide Gênesis 2:23-24; Marcos 10:2-12; 1 Coríntios 6:12 e 7:2-5; Êxodo 22:16; Hebreus 13:4; Salmos 127:3-5.

Enquanto o cristianismo trabalha com conceitos nitidamente vitais, temos religiões, como o hinduísmo, que incentivam o sexo em toda a circunstância, sendo um ato religioso, além do manutenção de pragas nocivas, como ratos, por serem figuras celestiais. O hinduísmo também oprime quase todos os seus adeptos, que precisam se contentar com uma condição de quase escravidão, em pobreza, por pertencerem a uma imutável e hereditária classe social fundamentada na religião. O ateísmo provou-se, pelo vazio e confusão que gera, alternativa infeliz para a vida dos que creem. O islã oprime as mulheres, promovendo a angústia de suas almas aflitas, isso por incentivo do Alcorão, enquanto os homens são mais violentos, em nome de Alá, ódio que brota de uma situação de peso em seu espírito. As filosofias de Nova Era, em parceria com as religiões orientais, tem alimentado muito a sede pelo crescimento do "eu", pela ampliação do "ego", o que  resulta em egoísmo, busca por prazer imediato, sexo antes do casamento ou, pior, a abolição dessa aliança conjugal, o que, pelo egoísmo, também inibe a natalidade, uns não querendo se incomodar com crianças e outros, querendo crianças, mas não querendo "destruir" o corpo, adotando filhos - raízes da infelicidade. Nada disso coopera com a verdadeira alegria! Alegria essa que só Deus pode dar e, estando em nós, na segurança espiritual que temos, incentivar o cumprimento, por vezes sacrifical, daquilo que entende-se como benéfico. De tudo o podemos analisar, o cristianismo, quando seguido com seriedade e entrega, só pode ser A VERDADE, pois é a única fonte plena de alegria, evidenciando a fortíssima ação do Deus Vivo através do cumprimento de Seus estatutos, começando pela entrega aO Filho.
Como conclusão dessa grande postagem, fica a idéia de que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada em Deus e que Deus só pode ser encontrado no cristianismo, por ser a verdade compatível com a real alegria.  O meu apelo, no final das contas, é que entenda a necessidade de se entregar a Jesus e, por fim, compreenda que dentro de ti existe uma força maior do que imagina, capaz de influenciar tua parte física para melhor ou pior. Cuide, portanto, com o que entra em ti -Lucas 11:34-, já que a disposição de tua alma determina a disposição de teu corpo.
Natanael Castoldi

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