De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

terça-feira, 6 de julho de 2010

A Marca do Caos

Depois de uns dias sem postar nada, organizei algumas reflexões novas, afim de começar o segundo mês de blog num ritmo parecido com o princípio do primeiro.

É bem possível que o texto dessa postagem não fique muito bem estruturado, pois as palavras para escrevê-lo, baseado numa real indignação, se amontoam em minha cabeça e disputam vez através dos meus dedos. Espero que, mesmo assim, ele seja bem compreendido. -Segue uma música mais melancólica, que resume a minha triteza com a depravação desse mundo-

Costumo falar com algumas pessoas sobre a infância bacana da minha "geração" - e é uma alegria muito grande ter pessoas para tal. Essas conversas me inspiraram para escrever esse post. Sei que só tenho meus 17 anos, mas costumo lembrar com nostalgia dos tempos que se perderam, da primeira década da minha vida. Não seriam apenas lembranças nostálgicas se o que acontecia de bom pra mim continuasse existindo na vida das crianças de hoje, não sentiria essa pequena sensação de perda.

Eu sinto, sim, ao presenciar à olhos vistos uma brutal perda da Velha Glória, de fazer parte da primeira das duas gerações mais "mal feitas" da história desse mundo, mas ainda mais promissora do que a última. Em menos de 17 anos as mudanças psicológicas da sociedade equivalem, certamente, a uns trezentos anos na Alta Idade Média. É um verdadeiro turbilhão.

Quem tem uma idade próxima a minha certamente lembra do que passava na televisão, dos desenhos mágicos que assistíamos, das longas e profundas histórias por eles retratadas, da arte em cada imagem. Ainda mais memorável era o cinema, com os clássicos da Disney, suas tramas complexas e fantásticas, embasados em desenhos feitos à mão, reproduzindo contos até bem épicos extraídos de livros magníficos. Esse tipo de arte infantil me agrada até hoje.Não lembro de ter sido obrigado a ouvir lixo musical despejado por um "carro e um motorista maneiros", não me lembro de ter visto muitos jovens afeminados, nem ter presenciado atos vulgares de algum "casalzinho juvenil".

E quem se esquece do tempo que passávamos nas ruas, lançando peões, fazendo fundas, jogando taco - bem, esse eu só assistia -, subindo em árvores? Ou, ao pegar um um galho qualquer, simular um duelo de espadas com o vizinho? Claro, essa última bem poucos fizeram, mas creio que todos tinham uma criatividade e imaginação em demasia superiores ao que se presencia hoje...

... Me entristeço ao ver meus companheiros etários se corrompendo tanto com o tempo, mesmo tendo bases bem bacanas em sua infância.


Uma das raízes desse caos que se instala pegou-nos quando ainda novos e é realidade de berço para os que nasceram logo depois ou nascem hoje. Trata-se do absurdo desenvolvimento tecnológico das comunicações. Eletrônicos cheios de frescuras e inutilidades sugaram nossa geração para uma vida solitária e ociosa, muito pior é para os que já nasceram "sugados". O que crianças de 9 anos fazem no Orkut? Não lhes basta os três ou quatro vizinhos e um mato perto de casa? O que faz uma criança o dia todo comendo besteiras diante da televisão, absorvendo sem censura toda e qualquer informação ou carência absoluta da mesma? O que faz uma criança "virar" a noite jogando em seu PSP ou outra bobagem desnecessária e destrutiva para os tempos, teoricamente, mais simples de sua vida? Olhe bem, observe... Poucas crianças hoje aparentam uma real saúde, estão gordas, pálidas. Isso não é natural.

A outra raiz do caos está nos pais. Tive sorte de ser filho de remanescentes de tempos difíceis e que me educaram com firmeza, estabilidade. Mas os pais mais instáveis podem ter visto, na sua pobre infância, um estímulo para mimar e dar mais do que o melhor para os filhos. Hoje, os mais novos já são filhos desses que foram mimados, então imagine a profundidade do problema. Se muitos dos que viveram comigo na infância, hoje lambem os cabelos e vestem calças femininas, tente pensar no que se tornarão os próximos "varões".
Os pequenos não podem mais se sujar na terra, alguns pais até têm repulsa de animais e não os deixam passar muito tempo com eles, qualquer pequena briga entre crianças é resolvida com um enfrentamento de casais ou uma hora com a psicóloga. Os pais não podem -e não querem- disciplinar os filhos, pois a bobagem que é, pelo menos, metade da psicologia moderna, acredita que uma surra necessária irá traumatizar o pequeno - aqui já entram filhas também. Os pais nem ao menos podem orientar sexualmente os filhos! Que realidade, literalmente, satânica!!

A verdade é que as crianças não tem mais senso de hierarquia e pisam com arrogância nos próprios pais desde pequenas, tratando-os, tristemente, como máquinas de dinheiro e presentes. Como surgirá um homem de um ambiente cheio de mimos e frescuras, sem nenhum pingo de rispidez e autoridade paterna? E como vejo na maioria dos guris mais novos traços de personalidade em demasia femininos... Como sairá uma mulher virtuosa de uma casa sem estrutura familiar, de uma sociedade mergulhada em movimentos feministas radicais?

Pois é! Esse mal já abate os que nasceram nos mesmos dias que eu e, talvez, uma década antes. Ninguém mais quer casar, ninguém acredita em um relacionamento eterno... Por que iniciam algo se sabem que não durará muito? Por mero instinto bestial, vaidade e pressão externa? Que pouca vergonha! Já não se constrói mais nada para a eternidade... E é também por isso que a sociedade inteira está MORRENDO.

Analisemos então os mais novos, que tem sua sexualidade ainda mais prematura, envolvidos pelas horrendas novelas (tomadas de adultério, homossexualismo, casais em demasia jovens e com a vida sexual ativa), com as músicas que andam ouvindo, muitas que descrevem, escancaradamente, o ato sexual, outras que "apenas" o introduzem, outras ainda, mais brandas, mas igualmente malévolas, falando de traição, amor não correspondido... E os programas de humor? Apelam para o corpo! Nem comento sobre o carnaval, que mostra "de tudo" em pleno dia. Ainda pior que isso é a internet, uma janela para ilimitadas seduções que, sim, estão levando crianças de dez anos para vícios mortais, a destruição de suas mentes, de toda a pureza, tornando a mulher, desde cedo, um objeto descartável e que não merece respeito.

Certamente brotarão disso relacionamentos ainda mais efêmeros do que os de hoje. Um exemplo está em grande parte daqueles que tem a mesma idade que eu, já quase bebuns, certamente adúlteros, boêmios notívagos e sem interesse algum num relacionamento baseado em amor verdadeiro, visam muito mais noitadas de cerveja e quase orgias nas ditas "festas", onde se transformam em lobos, em cães sedentos. Imagine como serão as crianças de hoje, com o exemplo maldito da grande maioria dos jovens contemporâneos. Demonstrações do que virá são os casaizinhos de crianças de 9, 10, 11 anos, que nem sabem o que estão fazendo. Ou as gurias de 12, 13 ou 14 que se largam nos braços de malandros de 18, deixando-se usar como objeto sexual. Poxa, não sabem nem fazer uma torrada e querem ter uma vida amorosa ativa!

Na imagem: "máquina" de preservativos instalada em várias escolas estaduais. Grande depravação!

A verdade é que está surgindo uma geração ainda mais "cabeça-oca" do que a minha, uma geração que se submete desde muito cedo a uma intensa lavagem cerebral, é obrigada a abrir espaço para inúmeras futilidades do currículo escolar, se vê cercada de desenhos sem sentido, que não passam de desfigurações, de filmes repletos de triângulos amorosos, traições -e vampiros cheios de glitter T.T... Formam-se pessoas que se preocupam em demasia com a aparência, com as "marcas" e a beleza, que não se contentam com simplicidade (me lembro de como fiquei feliz quando, com 5 anos, ganhei uma caneta de quatro cores para desenhar XD), estão cercadas de conforto e psicologia, que não são induzidas a pensar, que desde cedo começam a se direcionar para as "tribos"... O cenário que eu projeto para pouco mais de uma década já é desolador! Não quero nem pensar nos filhos que sairão desses.

A Marca do Caos. Esse caos já existe, mas ainda é sutil... Não demorará muito para que se escancare. Muitos cristãos, infelizmente, não estão escapando dessa realidade e, pior, a tornam ainda mais intensa. Sejamos, pelo menos nós, o diferencial. Preguemos o Deus da ordem, repudiemos a confusão satânica que abala os pilares da Terra. Construamos uma vida com perspectivas, com fundamentos e objetivos eternos. Isso é, sim, um apelo. Devemos ser exemplos benignos para os que nos sucedem, devemos construir um legado memorável, uma herança de consistência cristã para os que ainda caminham na nossa sombra, assim como temos a sorte de caminhar na sombra daqueles que o fizeram, e muito bem, por nós.


Tenhamos temor do Todo Poderoso, do sacrifício de Seu filho! Honremos essa terra que habitamos sem merecimento, preservemos o nosso corpo, que é o templo do Espírito. Muito mais, prezemos pelo nosso próprio espírito e pela eternidade!


Natanael Castoldi


Segue um vídeo do jogo Warcraft III, que retrata o retorno do filho de um rei, que adentra a cidade de seu pai sendo recebido com grande festa, após a dura campanha que empreendeu. Ninguém da corte esperava tanta corrupção e deturpação do príncipe... É assim que a nossa sociedade trata Deus, é isso que a maioria faz dentro de sua vida em relação à Ele, ao Pai. O que segue na história do jogo é um absoluto caos, assim como é - e será - em nosso mundo.

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